Retrospectiva do Saneamento em 2025

Em 2025, o setor de saneamento no Brasil viveu um ano de decisões grandes e efeitos imediatos na operação. Ao mesmo tempo em que avançaram concessões, PPPs e agendas regulatórias, persistiram desafios estruturais que não se resolvem apenas com contratos: perdas elevadas, déficit de esgoto, vulnerabilidade hídrica e pressão social por resultados rápidos. Por isso, 2025 se tornou um marco por um motivo simples: a conversa deixou de ser apenas sobre “modelo” e passou a ser sobre “execução”.

Além disso, o ano consolidou a ideia de que eficiência é tão estratégica quanto investimento. Quando a água tratada se perde na rede, quando a micromedição falha, quando o cadastro está desatualizado e quando a cobrança não acompanha a realidade do consumo, o caixa enfraquece e o ciclo de expansão perde força. Assim, 2025 reforçou que o saneamento bem-sucedido depende de engenharia, operação, comercial, regulação e comunicação pública trabalhando em conjunto.

Para profissionais do saneamento, a retrospectiva de 2025 oferece um mapa prático: o que mudou, por que mudou, quais riscos cresceram e quais oportunidades ficaram mais claras para 2026.


2025 em uma frase: execução virou a nova moeda do saneamento

Em 2025, os movimentos mais relevantes do saneamento mostraram que a agenda do setor passou a ser medida por entregas verificáveis. Consequentemente, não bastou anunciar investimento ou vencer leilão; tornou-se essencial demonstrar cronograma, plano de mobilização, maturidade de projeto, capacidade de licenciamento e, principalmente, governança de indicadores.

Por outro lado, o clima intensificou a pressão sobre sistemas produtores e redes de distribuição. Em períodos de estiagem, a qualidade da água bruta pode piorar e o custo de tratamento tende a aumentar, enquanto a margem operacional fica mais sensível. Portanto, 2025 “puxou” a pauta de perdas, reservação e resposta rápida para o centro do saneamento.

Ao mesmo tempo, 2025 também acelerou tendências que vinham amadurecendo: digitalização de processos, medição inteligente, uso de analítica para fraudes e anomalias, e integração entre áreas técnicas e comerciais. Assim, o ano combinou três forças: novos contratos, novas regras e um ambiente operacional mais exigente.


Panorama: o que mais pesou na balança do saneamento em 2025

As quatro pressões principais

  • Pressão por universalização com prazos e metas mais cobrados: a expectativa social por água regular e esgoto tratado cresceu, e a paciência para promessas diminuiu.
  • Pressão econômica e tarifária: discussões sobre estrutura tarifária, Tarifa Social e sustentabilidade econômico-financeira ganharam densidade técnica.
  • Pressão climática: seca e variabilidade hídrica ampliaram riscos operacionais, sobretudo em sistemas mais vulneráveis.
  • Pressão por eficiência: perdas e inadimplência seguiram como “fugas” de resultado, exigindo gestão contínua, e não ações pontuais.

O recado para o profissional de campo e de gestão

Em 2025, o profissional do saneamento foi empurrado para uma postura mais integrada: quem opera precisa entender o comercial, quem atua no comercial precisa entender o operacional, e ambos precisam compreender o que a regulação exige e como a tarifa se sustenta. Dessa forma, o setor passou a valorizar equipes capazes de transformar dado em decisão e decisão em rotina.


1) O “superleilão” do Pará e o recado mais direto do ano

Entre os fatos mais emblemáticos de 2025 no saneamento esteve a concessão regionalizada no Pará, com leilões na B3 e estrutura por blocos. Esse movimento evidenciou a estratégia de ganhar escala, reduzir fragmentação e criar um ambiente mais propício para investimentos de longo prazo. Entretanto, também deixou claro que o verdadeiro desafio começa após o martelo: mobilizar obras, cumprir metas, dialogar com comunidades e garantir qualidade do serviço em territórios diversos.

Por que esse modelo chamou atenção

O desenho por blocos tende a facilitar financiamento e planejamento regional, pois integra municípios com perfis distintos e permite “equilibrar” receitas e custos. Ainda assim, para funcionar bem, exige três fundamentos:

  • Prioridade técnica e social: escolher as primeiras obras por risco sanitário e criticidade operacional, e não apenas por visibilidade.
  • Gestão de perdas como investimento: reduzir perdas reais e aparentes funciona como “produção invisível” de água e receita.
  • Regulação forte e transparente: sem acompanhamento por indicadores, a execução pode se distanciar do contrato.

O que o setor aprendeu com esse caso

Em 2025, ficou mais evidente que concessões grandes elevam o padrão de cobrança. Consequentemente, cronogramas precisam ser realistas, e a comunicação deve explicar por que parte dos resultados leva tempo. A rede pode ser assentada em meses, porém ligações ativas, tratamento operando em estabilidade e melhoria de continuidade costumam exigir etapas, testes e ajustes. Assim, o saneamento ganhou uma agenda de “primeiros 24 meses” muito mais estratégica do que antes.


2) Compesa e a consolidação do “novo normal” das concessões

O movimento envolvendo a Compesa, no fim do ano, reforçou outra tendência de 2025: contratos maiores, expectativa de transformação acelerada e atenção intensa da opinião pública. Em termos práticos, isso muda a gestão do saneamento em três dimensões: gestão de risco, governança de execução e comunicação.

O que muda na gestão de risco

Em contratos robustos, risco não é apenas “evento inesperado”; é uma variável administrada. Por isso, em 2025, cresceu a importância de matrizes de risco bem desenhadas e mecanismos de reequilíbrio que sejam claros, objetivos e auditáveis. Quando essa clareza não existe, aumentam disputas e atrasos. Quando existe, melhora a previsibilidade e a capacidade de investimento.

O que muda na governança

2025 reforçou que governança, no saneamento, não é burocracia; é método. Governança significa ter um conjunto de indicadores, gatilhos e rituais de decisão que permitam corrigir rota rapidamente. Portanto, contratos sem um “painel de execução” tendem a sofrer mais com ruído e com percepção de lentidão.

O que muda na comunicação com a sociedade

Em 2025, tornou-se mais relevante explicar faseamento: quais bairros entram primeiro, quais obras destravam sistemas críticos, quanto tempo leva para uma ETE operar em plena estabilidade e por que certas etapas dependem de licenciamento. Quando a população entende o passo a passo, a percepção de avanço melhora. Quando não entende, a frustração cresce, mesmo com obras em andamento. Assim, comunicação passou a ser parte da engenharia do saneamento.


3) PPPs em alta: foco cirúrgico em esgoto e execução

Outro marco do ano foi a manutenção do ritmo de PPPs voltadas a acelerar o esgoto. A lógica é objetiva: o déficit de coleta e tratamento de esgoto costuma ser o maior gargalo sanitário e ambiental, além de demandar CAPEX alto e prazos de obra mais longos. Em 2025, PPPs reforçaram um princípio: metas e fiscalização precisam ser tão robustas quanto a obra.

O que diferencia PPP eficiente de contrato frágil

  • Metas mensuráveis e verificáveis: rede implantada não substitui ligação ativa e esgoto efetivamente tratado.
  • Matriz de risco explícita: riscos de demanda, licenciamento, desapropriação, energia e variação de custos precisam estar endereçados.
  • Incentivos e penalidades operacionais: sem consequência, o cronograma tende a escorregar.
  • Dados como infraestrutura: sem informação confiável, o debate vira opinião e o contrato vira disputa.

O impacto prático para equipes técnicas e comerciais

Em 2025, a integração entre operação e comercial ganhou nova importância. A expansão de esgoto, por exemplo, depende de adesão, ligações, regularização, combate a ligações clandestinas e qualidade de atendimento. Portanto, o saneamento passou a exigir um “plano de ativação” tão bem gerido quanto o plano de obra.


4) Regulação e tarifa: 2025 mexeu na sustentabilidade do saneamento

Em 2025, a pauta tarifária ganhou centralidade, sobretudo por discussões nacionais sobre estrutura tarifária e Tarifa Social. Esse tema é sensível porque toca diretamente o usuário, mas também toca a viabilidade econômico-financeira. Assim, 2025 mostrou que o saneamento precisa de tarifa que seja, ao mesmo tempo, justa, compreensível e sustentável.

Por que estrutura tarifária é tema técnico

Estrutura tarifária define sinal econômico e comportamento de consumo. Além disso, define estabilidade de receita e capacidade de investimento. Quando a estrutura cria distorções, cresce inadimplência, cresce contestação e diminui previsibilidade. Portanto, em 2025, ficou mais evidente que tarifa não é apenas “valor por m³”; é um conjunto de componentes que precisa conversar com:

  • custos fixos e variáveis do sistema;
  • perfil de consumo;
  • necessidade de expansão;
  • política social;
  • incentivos à eficiência e ao uso racional.

Tarifa Social: benefício que exige gestão

A Tarifa Social é uma ferramenta de inclusão e justiça. Entretanto, para funcionar bem, precisa de focalização adequada, atualização cadastral e coordenação entre entes. Em 2025, o saneamento passou a tratar esse tema com mais rigor técnico, pois benefício mal implementado pode gerar desorganização financeira, enquanto benefício bem implementado pode aumentar regularidade, reduzir ligações irregulares e ampliar acesso formal.


5) SINISA e dados: informação virou infraestrutura do saneamento

Em 2025, a evolução do ecossistema de dados do setor reforçou uma mudança de mentalidade: indicador não é “relatório”, é ferramenta de comando. Por isso, a consolidação de bases nacionais e painéis estimulou comparabilidade e planejamento mais orientado por evidências.

O que muda quando o dado é confiável

  • Planejamento com prioridade real: decisões podem ser orientadas por risco sanitário, perdas e criticidade.
  • Regulação com foco em resultado: fiscaliza-se o que importa para o usuário.
  • Gestão interna mais integrada: operação, manutenção e comercial passam a discutir o mesmo “mapa” de desempenho.

O que ainda limita a maturidade de dados

Mesmo em 2025, vários sistemas ainda enfrentaram problemas clássicos: cadastro desatualizado, micromedição insuficiente, baixa macromedição e integração frágil entre sistemas. Consequentemente, o saneamento passou a enxergar saneamento digital como uma etapa obrigatória, e não como algo opcional.


6) Perdas: o desafio estrutural que 2025 não deixou ignorar

Perdas voltaram ao centro do saneamento em 2025 porque o tema conecta tudo: água disponível, custo de tratamento, energia, receita, tarifa e resiliência climática. Além disso, perda alta gera sensação de injustiça tarifária, pois a população entende, com razão, que parte do que se paga “escorre” sem benefício.

Perdas reais e aparentes: por que a estratégia precisa ser dupla

Perdas reais (vazamentos) exigem setorização, controle de pressão, pesquisa ativa e manutenção preventiva. Já perdas aparentes exigem combate à fraude, melhoria de micromedição, calibração de hidrômetros e saneamento do cadastro. Assim, em 2025, cresceu a visão de que o programa deve atacar as duas frentes simultaneamente.

Ferramentas práticas que ganharam espaço

  • Setorização e distritos de medição e controle: porque permite localizar rapidamente onde o balanço hídrico está pior.
  • Controle ativo de pressão: porque reduz rompimentos e vazamentos invisíveis.
  • Troca inteligente de hidrômetros: priorizando pontos com maior retorno e risco de submedição.
  • Analítica e detecção de anomalias: cruzando consumo, histórico, perfil e alertas para identificar fraudes e vazamentos internos.

Impacto econômico simples de entender

Quando a perda cai, a companhia “ganha” água sem construir nova captação e “ganha” receita sem aumentar tarifa, desde que a micromedição e a cobrança estejam bem ajustadas. Por isso, em 2025, o saneamento reforçou que perdas não são um projeto; são uma disciplina permanente.


7) Seca e segurança hídrica: 2025 operou com a variável clima

O ano foi marcado por episódios e sinais de intensificação de estiagem em diferentes regiões, com impactos diretos no saneamento. Mesmo quando não houve colapso, houve estresse: manobras operacionais, queda de qualidade da água bruta, maior consumo de produtos químicos e necessidade de priorizar reservação e contingência.

Efeitos operacionais mais frequentes em ano de seca

  • Qualidade de água bruta mais variável: aumento de turbidez, cor e matéria orgânica em certos cenários.
  • Custo químico e energético mais sensível: especialmente quando há necessidade de ajustes finos de processo.
  • Mais risco de intermitência: quando a oferta não acompanha picos de demanda ou quando mananciais reduzem vazão.
  • Pressão social e política: porque abastecimento é serviço essencial e afeta imediatamente a população.

Por que perdas e seca são o mesmo problema visto de lados diferentes

Em estiagem, reduzir perdas equivale a ampliar oferta no curto prazo, enquanto obras de segurança hídrica ampliam oferta no médio e longo prazo. Portanto, 2025 mostrou que o saneamento precisa tratar resiliência como portfólio: eficiência + infraestrutura + gestão de risco.


8) Grandes investimentos: o desafio de transformar anúncio em indicador

2025 teve carteiras de investimentos relevantes, frequentemente associadas a programas nacionais e estaduais. Contudo, o setor amadureceu a ideia de que investimento precisa virar entrega mensurável. Ou seja: rede assentada é importante, mas resultado social acontece quando há ligação ativa, quando o esgoto é tratado com estabilidade e quando a água chega com continuidade e qualidade.

Critérios práticos para avaliar investimento “bom”

  • Redução de risco sanitário: atuação em áreas críticas de saúde e meio ambiente.
  • Ganho real de cobertura: aumento de ligações ativas e atendimento efetivo.
  • Melhoria de continuidade: menos intermitência e menos reclamações.
  • Queda de perdas e de custo unitário: eficiência operacional sustentando expansão.

Belém e a vitrine internacional

Em 2025, Belém ficou no centro do debate por conta de obras e metas associadas à preparação urbana para evento internacional. Isso trouxe velocidade, porém também trouxe cobrança: cada entrega precisa ser transparente, mensurável e alinhada a benefícios permanentes. Assim, o saneamento entrou em um ciclo em que visibilidade aumenta obrigação de governança.


9) Inovação saiu do piloto: medição inteligente, IA e campo conectado

Em 2025, a inovação no saneamento avançou principalmente em escala e aplicabilidade. Em vez de iniciativas isoladas, houve maior adoção de soluções com impacto direto em rotina: leitura remota, alertas de consumo anômalo, sensores, automação de bombas e válvulas, e uso de analítica para priorizar manutenção e fiscalização.

O que a medição inteligente resolve (quando bem implantada)

  • Reduz erro de leitura e disputa de conta: porque melhora rastreabilidade do consumo.
  • Detecta vazamento interno e consumo fora do padrão: antes que vire reclamação.
  • Fortalece combate a perdas aparentes: com comparação de perfis e inconsistências.
  • Melhora planejamento operacional: por entender demanda por setor e por horário.

O cuidado essencial: tecnologia sem processo vira custo

2025 reforçou um alerta. Sem rotina de análise, sem equipe treinada, sem indicadores e sem tomada de decisão, tecnologia vira mais um sistema “desconectado” do dia a dia. Portanto, o saneamento eficiente exige que inovação esteja acoplada a processo, metas e governança.


10) Contaminantes emergentes e PFAS: tema que entrou no radar do saneamento

O debate sobre contaminantes emergentes, incluindo PFAS, ganhou mais atenção técnica e institucional. Mesmo sem uma virada uniforme de regras em todo o país, 2025 reforçou que o saneamento deve se preparar com avaliação de risco por manancial, monitoramento quando necessário e mapeamento de fontes potenciais no entorno de captações.

Por que isso importa no dia a dia

  • Risco reputacional: temas de saúde pública se espalham rapidamente e exigem resposta técnica clara.
  • Possível impacto em custos de tratamento: dependendo do contaminante e da tecnologia necessária.
  • Necessidade de rastreabilidade: monitoramento e histórico técnico ganham valor na gestão de crise.

Linha do tempo do saneamento em 2025: eventos e impactos

Período Fato dominante Impacto prático no saneamento
1º semestre Leilões e modelagens de grande porte (blocos, PPPs) Mais cobrança por plano de mobilização, governança e cronograma realista
Ao longo do ano Debates regulatórios (tarifa, Tarifa Social, sustentabilidade) Pressão por estrutura tarifária mais clara e por mecanismos de equilíbrio econômico
Períodos de estiagem Seca e variabilidade hídrica Mais custo de operação, maior risco de intermitência e maior necessidade de reduzir perdas
2º semestre Digitalização e medição inteligente ganhando escala Melhora de rastreabilidade, detecção de anomalias e fortalecimento da eficiência comercial
Fim do ano Contratos e movimentos políticos regionais (reestruturações e concessões) Expectativa social elevada e necessidade de comunicação transparente sobre faseamento

O que 2025 ensinou aos profissionais do saneamento

1) Execução vale mais do que anúncio

Em 2025, o saneamento foi julgado pela capacidade de tirar do papel. Assim, prazos, metas e planejamento de implantação passaram a ser elementos centrais de credibilidade.

2) Tarifa e regulação são engenharia financeira

Estrutura tarifária e Tarifa Social mostraram que política pública e sustentabilidade precisam caminhar juntas. Portanto, o saneamento passou a exigir mais qualidade técnica no debate tarifário.

3) Perdas são prioridade sanitária e econômica

Reduzir perdas significa ampliar oferta e receita sem construir “nova água” imediatamente. Logo, o saneamento em 2025 reforçou programas contínuos, com indicadores e método.

4) Seca virou variável recorrente

Gestão de risco e contingência deixou de ser exceção. Assim, o saneamento passou a planejar com foco em resiliência e resposta rápida.

5) Digitalização é inevitável

Dados confiáveis e tecnologia aplicável se tornaram base de eficiência. Consequentemente, o saneamento caminhou para gestão mais orientada por evidência.


Agenda provável para 2026: onde o saneamento tende a concentrar energia

O ano de 2026 tende a ser decisivo para transformar contratos e regras em resultados percebidos. Em especial, alguns temas devem concentrar energia:

  • Implementação prática de diretrizes tarifárias e Tarifa Social: com foco em clareza para o usuário e estabilidade para investimento.
  • Primeiros resultados dos grandes contratos: especialmente indicadores de mobilização, ligações ativas, continuidade e qualidade.
  • Programas estruturados de perdas: combinando pressão, setorização, medição e combate a perdas aparentes.
  • Segurança hídrica e contingência: com reservação, reforços e gestão de demanda em períodos críticos.
  • Expansão de medição inteligente e analytics: integrando operação e comercial em decisões mais rápidas.
  • Monitoramento de riscos emergentes: com atenção crescente a contaminantes e rastreabilidade de mananciais.

Em resumo, 2025 mostrou que o saneamento entrou em um ciclo de cobrança mais alto: menos tolerância a promessas e mais exigência por entrega contínua, transparente e mensurável.


Fontes (links clicáveis)