A entrada da Equatorial na Copasa passou por uma das análises concorrenciais mais relevantes do saneamento brasileiro em 2026. Em 5 de agosto, o Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, manteve sem restrições a aprovação da aquisição de 30% do capital da Companhia de Saneamento de Minas Gerais pela Gerais Saneamento S.A., empresa pertencente ao Grupo Equatorial.
Entretanto, a decisão vai muito além de uma mudança na composição acionária da companhia mineira. O processo colocou no centro das discussões um tema que tende a ganhar importância nos próximos anos: até que ponto grandes grupos investidores poderão participar simultaneamente de diferentes empresas de saneamento sem reduzir a concorrência nas futuras concessões e desestatizações?
A discussão ganhou ainda mais relevância porque o Grupo Equatorial também possui 15% da Sabesp. Além disso, fundos administrados pela Perfin possuem participação relevante na Copasa. Por isso, o Cade analisou possíveis impactos sobre licitações, regulação, compartilhamento de informações e formação de grandes grupos econômicos dentro do saneamento brasileiro. Ao final, porém, não identificou elementos suficientes para impor restrições à operação. (gov.br)
Para os profissionais do saneamento, a decisão merece atenção especial. Afinal, a transformação societária não altera a essência do serviço: água precisa continuar chegando com pressão e qualidade, esgoto precisa ser coletado e tratado, perdas precisam cair, ativos precisam ser mantidos e investimentos precisam se transformar em obras efetivamente operacionais.
O que exatamente o Cade aprovou?
O processo analisado corresponde à aquisição de 30% do capital social da Copasa pela Gerais Saneamento, veículo societário ligado ao Grupo Equatorial.
A operação já havia sido aprovada sem restrições pela Superintendência-Geral do Cade. Entretanto, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais, o Sindágua-MG, apresentou recurso.
Consequentemente, o caso chegou ao Tribunal do Cade.
O sindicato argumentou, entre outros pontos, que a participação da Equatorial na Sabesp, a entrada da Equatorial na Copasa e os investimentos da Perfin em companhias de saneamento deveriam ser observados de maneira conjunta.
Também foram levantadas preocupações envolvendo eventual redução da concorrência em futuras licitações, efeitos sobre a chamada regulação por comparação, poder econômico decorrente de portfólio e riscos relacionados à governança de dados.
O relator José Levi Mello do Amaral Júnior, entretanto, concluiu que não foram apresentados elementos suficientes para demonstrar efeitos anticompetitivos concretos. Dessa maneira, o Tribunal rejeitou o recurso e manteve a aprovação sem restrições. (gov.br)
Equatorial na Copasa faz parte de uma operação de R$ 8,38 bilhões
A decisão concorrencial precisa ser compreendida dentro de uma transformação muito maior.
A desestatização da Copasa foi concluída em 16 de junho de 2026. A oferta pública movimentou aproximadamente R$ 8,38 bilhões, considerando a venda de ações equivalentes a 45% do capital social da companhia.
O preço final foi estabelecido em R$ 49,03 por ação.
Nesse processo, a participação adquirida pela Equatorial correspondeu a 30% do capital da companhia, representando movimentação financeira aproximada de R$ 5,59 bilhões.
Investidores institucionais ficaram com ações equivalentes a 10,5% do capital, enquanto investidores de varejo ficaram com aproximadamente 4,5%. (Agência Minas)
Posteriormente, a composição acionária divulgada pela própria Copasa passou a apresentar a seguinte estrutura: Equatorial com 30%; fundos sob gestão da Perfin com 20,11%; Estado de Minas Gerais com 5,03%; ações em tesouraria com 0,28%; e demais acionistas com 44,58%. (COPASA RI)
Portanto, a entrada da Equatorial na Copasa deve ser entendida como parte de uma transformação estrutural da companhia, e não simplesmente como uma aquisição financeira isolada.
Por que a participação da Equatorial na Sabesp entrou na discussão?
A Equatorial tornou-se investidor de referência da Sabesp durante a desestatização da companhia paulista em 2024.
Atualmente, o grupo possui 15% do capital da Sabesp, enquanto o Governo do Estado de São Paulo possui 18%. (Sabesp RI)
Na época da operação, o investimento da Equatorial para adquirir essa participação foi de aproximadamente R$ 6,9 bilhões. (Equatorial Energia)
Consequentemente, com a Equatorial na Copasa, um mesmo grupo econômico passou a possuir participações relevantes em duas das maiores companhias de saneamento do Brasil.
Esse movimento levou o Cade a avaliar se poderia existir influência conjunta capaz de diminuir a competição dentro do setor.
A conclusão foi negativa.
Segundo a análise concorrencial, a Sabesp não integra formalmente o Grupo Equatorial. Além disso, a participação de 15% já havia sido considerada um investimento sem controle.
Mesmo utilizando uma interpretação conservadora e considerando a participação na companhia paulista durante a análise, o Cade não encontrou mecanismos suficientes para caracterizar controle comum, direção conjunta ou coordenação das empresas. (gov.br)
Essa distinção é fundamental.
Possuir participação acionária não significa, automaticamente, controlar operacionalmente uma companhia.
Concorrência “no mercado” e concorrência “pelo mercado”
Um dos pontos mais técnicos — e mais importantes — da decisão do Cade envolve a forma como a concorrência funciona no saneamento.
O órgão separou a análise em duas dimensões.
A primeira é a concorrência no mercado.
Nesse caso, considera-se o território atendido pela concessionária. Diferentemente de setores como telefonia ou varejo, normalmente não existem duas empresas distribuindo água simultaneamente na mesma rua e disputando o mesmo cliente.
O consumidor não escolhe diariamente entre diferentes operadores de abastecimento.
Por isso, a dimensão geográfica do serviço é essencialmente local.
Nesse aspecto, o Cade não identificou sobreposição relevante entre Copasa e os ativos de saneamento diretamente operados pelo Grupo Equatorial, uma vez que atuam em áreas geográficas distintas.
A segunda dimensão é a concorrência pelo mercado.
Essa é, provavelmente, a discussão mais importante para o futuro.
A concorrência ocorre antes da operação, quando empresas disputam concessões, PPPs, leilões, privatizações e novos contratos.
Nesse cenário, grandes grupos de saneamento competem nacionalmente.
Assim, o Cade reconheceu que existe sobreposição horizontal entre os agentes quando se considera a possibilidade de disputa por futuras concessões e desestatizações. Contudo, não encontrou evidências de que a operação reduziria significativamente essa rivalidade. (gov.br)
O que significa “regulação por comparação”?
Outro ponto pouco discutido fora dos ambientes técnicos foi a preocupação envolvendo regulação por comparação.
Agências reguladoras utilizam indicadores de diferentes prestadores para avaliar eficiência, custos, produtividade, qualidade e desempenho.
Por exemplo, podem ser comparados indicadores como:
perdas de água; custo operacional por ligação; consumo de energia por metro cúbico produzido; produtividade da força de trabalho; eficiência de cobrança; índice de atendimento; qualidade da água; continuidade do abastecimento; tratamento de esgoto; custos de manutenção; e investimentos realizados.
Esse benchmarking ajuda reguladores a identificar padrões de eficiência.
Portanto, caso diferentes empresas estivessem submetidas a uma mesma estratégia econômica ou influência coordenada, poderia surgir uma preocupação teórica sobre a independência dessas referências.
O Sindágua levantou essa questão no processo envolvendo a Equatorial na Copasa.
Entretanto, o Cade concluiu que não foram apresentados indícios concretos de prejuízo à regulação por comparação decorrente da operação. (gov.br)
Ainda assim, o tema provavelmente continuará relevante conforme o saneamento brasileiro avance para um mercado composto por grandes operadores nacionais.
Governança de dados também entrou na análise
Outro aspecto moderno da decisão envolve dados.
Companhias de saneamento acumulam enormes volumes de informações.
São dados sobre consumo, faturamento, inadimplência, medidores, vazamentos, pressão, qualidade da água, redes, ativos, manutenção, clientes, obras, custos, energia, contratos e indicadores regulatórios.
Com digitalização, inteligência artificial, telemetria, IoT e medição inteligente, esses bancos de dados tornam-se cada vez mais estratégicos.
Por isso, foi levantada a possibilidade de que investimentos simultâneos em grandes companhias pudessem gerar algum tipo de vantagem competitiva baseada em informações.
Entretanto, novamente, o Cade concluiu que não foram demonstrados mecanismos capazes de transformar esse eventual acesso a dados em poder de mercado anticompetitivo.
Para os profissionais do setor, porém, existe uma mensagem importante: governança de dados passa a fazer parte também das discussões concorrenciais do saneamento.
Consequentemente, políticas de acesso, segregação de informações, segurança cibernética, LGPD, controles internos e rastreabilidade devem ganhar cada vez mais importância.
Copasa entra nessa nova fase já como uma gigante do saneamento
A dimensão operacional da companhia ajuda a explicar por que a entrada da Equatorial na Copasa desperta tanta atenção.
Ao final de 2025, a Copasa possuía 636 concessões de abastecimento de água, atendendo aproximadamente 11,9 milhões de pessoas por meio de 5,80 milhões de economias.
No esgotamento sanitário, eram 309 concessões, com cerca de 8,8 milhões de pessoas atendidas e 4,30 milhões de economias. (COPASA RI)
Além disso, a companhia encerrou 2025 com investimentos próximos de R$ 2,9 bilhões.
A cobertura de abastecimento de água permaneceu superior a 99%, enquanto a cobertura de esgoto alcançou aproximadamente 80,1%.
O índice de perdas na distribuição também apresentou redução, passando de 38,1% para aproximadamente 35,6%, embora parte dessa variação esteja relacionada à mudança metodológica adotada no cálculo do indicador. Entre as ações utilizadas estiveram substituição de hidrômetros, inteligência artificial, sensoriamento e tecnologias destinadas à localização de vazamentos. (Notícias Copasa)
Portanto, não se trata de uma empresa iniciando um processo de modernização do zero.
Existe uma estrutura técnica formada durante décadas.
Os números mostram também o tamanho do desafio
O primeiro trimestre de 2026 mostrou uma companhia investindo fortemente, mas enfrentando pressões operacionais e financeiras.
O volume de água ficou próximo de 170 milhões de metros cúbicos e o de esgoto em aproximadamente 118 milhões de metros cúbicos.
A receita líquida alcançou cerca de R$ 1,9 bilhão, enquanto o EBITDA ficou em aproximadamente R$ 787 milhões e o lucro líquido em R$ 368 milhões.
Ao mesmo tempo, o CAPEX atingiu aproximadamente R$ 695 milhões no trimestre, crescimento de 28%.
A dívida líquida chegou a aproximadamente R$ 7,1 bilhões, com relação dívida líquida/EBITDA de 2,4 vezes. (Mziq API)
Esses números demonstram que a Equatorial na Copasa encontrará uma operação de grande escala, com investimentos elevados e desafios complexos.
Consequentemente, eficiência operacional deverá ganhar ainda mais relevância.
Onde podem aparecer mudanças na operação?
A experiência da Equatorial em utilities poderá estimular discussões sobre produtividade, automação, gestão de ativos, digitalização, redução de perdas, planejamento de CAPEX e integração de processos.
Entretanto, qualquer transformação precisa respeitar uma particularidade fundamental do saneamento.
Uma rede de água não funciona como uma rede elétrica.
Uma estação de tratamento de esgoto não funciona como uma subestação.
Uma adutora não se comporta como uma linha de transmissão.
Embora existam sinergias importantes em gestão de ativos, atendimento, sistemas comerciais, telemetria, engenharia, compras, suprimentos e tecnologia, o saneamento possui características hidráulicas, sanitárias, ambientais e operacionais próprias.
Por isso, a experiência acumulada pelos profissionais da Copasa representa um ativo estratégico difícil de substituir.
Os profissionais serão fundamentais na nova Copasa
Nenhuma mudança societária reduz a importância do conhecimento técnico acumulado dentro da companhia.
Ao contrário.
Quanto maior a pressão por eficiência, investimentos e universalização, maior tende a ser a necessidade de profissionais capazes de transformar estratégias corporativas em resultados de campo.
São engenheiros, técnicos de saneamento, operadores de ETA e ETE, laboratoristas, eletricistas, mecânicos, equipes comerciais, leituristas, equipes de manutenção, profissionais de tecnologia, especialistas em perdas, equipes ambientais, profissionais de regulação, jurídico, engenharia, planejamento, suprimentos e atendimento.
A Equatorial na Copasa poderá modificar estruturas de governança, metas e processos de gestão. Entretanto, são esses profissionais que conhecem reservatórios, redes, elevatórias, estações, pressões, mananciais, comunidades, contratos e particularidades operacionais de cada município.
Além disso, a Lei Estadual nº 25.664/2025 estabeleceu manutenção dos contratos de trabalho dos empregados que integravam o quadro permanente da Copasa na data de publicação da lei pelo período de 18 meses após a conclusão da desestatização, excetuadas hipóteses de demissão por justa causa. (Assembleia MG)
A valorização desse conhecimento institucional será decisiva para evitar que ganhos financeiros de curto prazo comprometam resultados operacionais de longo prazo.
A golden share mantém poderes estratégicos para Minas Gerais
Apesar da desestatização, o Estado de Minas Gerais permaneceu com pouco mais de 5% do capital da companhia e uma ação preferencial especial, conhecida como golden share.
Essa ação concede direitos específicos de veto sobre determinados temas estratégicos.
Além disso, documentos da operação estabeleceram mecanismos de governança, incluindo limites ao exercício do direito de voto e regras relacionadas ao investidor de referência. (Assembleia MG)
Isso significa que a presença da Equatorial na Copasa não representa poder irrestrito sobre qualquer decisão corporativa.
A governança passa a envolver acionistas privados, mercado de capitais, órgãos reguladores, municípios titulares dos serviços, Estado, usuários e demais partes interessadas.
Universalização continuará sendo o principal teste
Independentemente da estrutura acionária, o desempenho deverá ser avaliado principalmente pelos resultados entregues à população.
A Lei nº 14.026/2020 estabelece metas nacionais de atendimento de 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033, observadas as condições legais e contratuais aplicáveis.
A Copasa já opera com cobertura de água superior a 99% em sua área atendida. Entretanto, o esgotamento sanitário ainda apresenta espaço relevante para expansão.
Além disso, existe potencial de ampliação do esgotamento sanitário em municípios onde historicamente a companhia atua principalmente com abastecimento de água.
Nesse cenário, investimentos em novas redes coletoras, interceptores, elevatórias, estações de tratamento, automação e eficiência operacional serão essenciais.
Portanto, o verdadeiro resultado da Equatorial na Copasa não deverá ser medido apenas pela valorização das ações.
Deverá aparecer em indicadores como cobertura, continuidade, qualidade, perdas, tratamento de esgoto, satisfação do usuário, produtividade, segurança operacional e modicidade tarifária.
O saneamento brasileiro caminha para grupos maiores
A decisão do Cade também oferece uma visão sobre o futuro do mercado.
O setor brasileiro está passando por consolidação.
Desestatizações, concessões regionais, PPPs e leilões transformaram o saneamento em um dos grandes mercados brasileiros de infraestrutura.
Nesse ambiente, operadores com capacidade financeira elevada conseguem disputar projetos que exigem bilhões de reais em investimentos.
Ao mesmo tempo, quanto maior a concentração de ativos em grandes grupos, maior deverá ser a atenção dos órgãos concorrenciais.
O processo envolvendo a Equatorial na Copasa demonstra exatamente essa nova realidade.
O Cade não identificou problemas suficientes para restringir a operação atual, mas reconheceu que grandes investidores passam a se encontrar em futuras disputas por concessões.
Esse detalhe merece atenção.
A competição do saneamento brasileiro deverá acontecer cada vez menos dentro dos municípios e cada vez mais nas grandes licitações realizadas antes do início das concessões.
O que os profissionais do saneamento devem acompanhar
Cinco pontos merecem acompanhamento especial nos próximos anos:
- Investimentos e execução do CAPEX: não basta anunciar bilhões. Obras precisam entrar em operação dentro do prazo, orçamento e desempenho previstos.
- Redução de perdas: gestão de pressão, troca de hidrômetros, combate a fraudes, setorização, telemetria, pesquisa de vazamentos e renovação de redes deverão continuar sendo prioridades.
- Expansão do esgoto: elevar a cobertura em direção à universalização exigirá enorme capacidade de engenharia e execução.
- Governança e dados: integração tecnológica precisa ocorrer com controles claros, segurança da informação e independência entre empresas.
- Valorização dos profissionais: produtividade sustentável depende de conhecimento técnico, capacitação, segurança, planejamento e preservação da memória operacional.
Equatorial na Copasa inicia um novo capítulo do saneamento
A aprovação do Cade fecha uma etapa importante da transformação societária da companhia, mas abre outra ainda mais complexa.
A pergunta deixa de ser apenas quem possui as ações.
A questão passa a ser como essa nova estrutura acionária conseguirá transformar capital, governança e eficiência em melhores indicadores de saneamento.
A entrada da Equatorial na Copasa amplia a presença de um grande grupo de utilities no setor e reforça uma tendência de consolidação que provavelmente continuará nas próximas concessões brasileiras.
Entretanto, sistemas de saneamento não são transformados exclusivamente em salas de conselho.
São transformados nas ETAs, ETEs, laboratórios, centros de controle operacional, áreas comerciais, oficinas, obras, redes e ruas onde milhares de profissionais trabalham diariamente.
Por isso, o maior ativo da nova fase da Copasa continuará sendo a combinação entre investimento, tecnologia e conhecimento técnico acumulado.
Capital pode acelerar projetos. Tecnologia pode aumentar produtividade. Governança pode melhorar decisões.
Mas são os profissionais do saneamento que transformam esses recursos em água segura, esgoto tratado, redução de perdas, eficiência operacional e qualidade de vida.
Esse será o verdadeiro indicador para avaliar, ao longo dos próximos anos, os resultados da Equatorial na Copasa.
Fontes consultadas
- Conselho Administrativo de Defesa Econômica — decisão sobre a aquisição de 30% da Copasa pela Gerais Saneamento, Grupo Equatorial, publicada em 5 de agosto de 2026.
- Copasa — Relações com Investidores — composição acionária e perfil corporativo.
- Governo de Minas Gerais — informações oficiais sobre a conclusão da desestatização da Copasa.
- Assembleia Legislativa de Minas Gerais — Lei Estadual nº 25.664/2025.
- Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais — acompanhamento do processo de desestatização.
- Copasa — resultados operacionais e financeiros do primeiro trimestre de 2026.
- Copasa — dados operacionais e investimentos referentes a 2025.
- Sabesp — Relações com Investidores — composição acionária.
- Grupo Equatorial — informações sobre a participação na Sabesp e atuação no setor de saneamento.



