O Brasil investiu cerca de R$ 28,27 bilhões em abastecimento de água e esgotamento sanitário em 2024, considerando os valores informados ao SINISA. Ao mesmo tempo, inteligência artificial, sensores, telemetria, hidrômetros inteligentes, análise de dados e automação começam a mudar profundamente a maneira como companhias de saneamento operam.

Entretanto, um número chama ainda mais atenção: 39,5% do volume de água produzido foi perdido na distribuição, segundo o SINISA 2025, ano de referência 2024. Além disso, apenas 51,8% do volume de esgoto gerado foi tratado. Portanto, embora a tecnologia avance rapidamente, ainda existe uma enorme distância entre aquilo que o setor já consegue fazer e aquilo que precisa entregar à sociedade. (Serviços e Informações do Brasil)
É justamente nesse espaço entre potencial e resultado que aparece um dos ativos mais importantes do setor: o profissional.
O saneamento do futuro dependerá de grandes investimentos, novas tecnologias e melhores regras. Porém, dependerá principalmente da capacidade dos profissionais de transformar dinheiro, dados, equipamentos e planejamento em água chegando à torneira, esgoto efetivamente tratado, perdas reduzidas, clientes atendidos e sistemas funcionando todos os dias.
2033 parece distante. Para o saneamento, não é
A legislação brasileira estabelece uma meta conhecida pelo setor: até o final de 2033, o país deverá buscar atendimento de 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto. A Norma de Referência nº 8/2024 da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico também estruturou indicadores e mecanismos para acompanhar a evolução dessas metas. (Serviços e Informações do Brasil)
Entretanto, 2033 está cada vez mais próximo.
O SINISA 2025, utilizando informações de 2024, aponta que 84,1% da população total estava atendida por rede de abastecimento de água, equivalente a aproximadamente 174 milhões de habitantes. Nas áreas urbanas, o indicador chegava a 92,3%. (Serviços e Informações do Brasil)
No esgotamento sanitário, o desafio é ainda maior. O mesmo sistema aponta que 62,3% da população total estava atendida por rede coletora de esgoto, aproximadamente 117,3 milhões de habitantes. Quando se observa o tratamento em relação ao volume de esgoto gerado, o indicador informado foi de 51,8%. (Serviços e Informações do Brasil)
É importante observar que indicadores baseados em redes não representam, isoladamente, todas as formas adequadas de atendimento, especialmente em áreas rurais onde soluções individuais e alternativas podem ser utilizadas. Ainda assim, os números mostram claramente a dimensão do trabalho que permanece pela frente.
Por isso, a universalização não pode ser tratada apenas como uma grande agenda de obras. É também uma enorme agenda de gestão, operação e pessoas.
Bilhões em investimentos não operam sistemas sozinhos
Os dados ajudam a entender a dimensão financeira dessa transformação.
No abastecimento de água, o SINISA registrou aproximadamente R$ 14,59 bilhões em investimentos em 2024. Desse total, cerca de R$ 5,06 bilhões foram direcionados à distribuição de água e R$ 2,30 bilhões à captação ou ao tratamento, além de outras aplicações e despesas capitalizáveis. (Serviços e Informações do Brasil)
No esgotamento sanitário, foram aproximadamente R$ 13,68 bilhões, sendo R$ 4,12 bilhões destinados à coleta e ao transporte de esgoto e R$ 2,58 bilhões ao tratamento, além de outras aplicações no sistema. (Serviços e Informações do Brasil)
Somados, os dois componentes representam cerca de R$ 28,27 bilhões.
Entretanto, uma estação de tratamento não funciona apenas porque foi construída. Uma adutora não se mantém simplesmente porque foi instalada. Um sistema de telemetria não reduz perdas sozinho. Um software comercial não melhora a arrecadação sem processos adequados. Da mesma forma, um hidrômetro inteligente não corrige um cadastro desatualizado automaticamente.
Atrás de praticamente todos esses resultados existem operadores, técnicos, engenheiros, laboratoristas, profissionais comerciais, analistas de dados, equipes de manutenção, gestores, fiscais de contratos, reguladores e muitos outros especialistas.
Assim, talvez um dos maiores equívocos na discussão sobre o saneamento do futuro seja imaginar que a transformação será essencialmente tecnológica. Na prática, ela será tecnológica e humana.
O saneamento do futuro será muito mais digital
A transformação digital já deixou de significar simplesmente trocar papel por computador.
A International Water Association vem destacando aplicações de inteligência artificial e análise avançada de dados em sistemas urbanos de água. Entre as possibilidades estão manutenção preditiva de bombas e ativos, identificação de vazamentos a partir de dados de pressão e vazão, previsão de demanda, otimização de bombeamento e detecção antecipada de alterações na qualidade da água. (IWA Network)
Em outras palavras, o sistema começa a deixar de apenas informar o que aconteceu para tentar informar o que provavelmente acontecerá.
Essa mudança é enorme.
Durante décadas, muitas decisões foram essencialmente reativas. Um vazamento surgia e, posteriormente, uma equipe era mobilizada. Uma bomba quebrava e depois se iniciava a manutenção. Uma anormalidade no consumo aparecia na leitura e somente então começava a investigação.
No saneamento do futuro, a lógica tende a ser diferente.
Dados de pressão poderão indicar risco de rompimento antes da ocorrência. Algoritmos poderão identificar padrões de consumo incompatíveis com o histórico de determinada ligação. Sensores poderão indicar alterações de qualidade em tempo quase real. Modelos poderão recomendar horários de bombeamento que reduzam custos de energia.
Porém, existe uma diferença fundamental entre recomendar e decidir.
Inteligência artificial aumenta a importância do conhecimento técnico
Quanto mais inteligência artificial entrar no saneamento, maior será a necessidade de profissionais capazes de questioná-la.
Algoritmos trabalham com dados. Caso os dados estejam errados, incompletos ou mal interpretados, a tecnologia poderá simplesmente acelerar decisões equivocadas.
Por isso, profissionais precisarão entender o processo físico, operacional ou comercial por trás da informação.
Um algoritmo poderá identificar determinada região como área provável de vazamento. Entretanto, caberá a profissionais compreender pressão, idade da rede, material das tubulações, histórico de ocorrências, características do terreno e comportamento hidráulico.
Da mesma maneira, um sistema poderá apontar determinada conta como anormal. Entretanto, a avaliação adequada dependerá de conhecimento sobre leitura, hidrômetros, cadastro, consumo, regras tarifárias, relacionamento com clientes e processos comerciais.
Consequentemente, a inteligência artificial não reduz o valor dos profissionais do saneamento. Ao contrário, tende a aumentar o valor daqueles que conseguem combinar experiência técnica com interpretação de dados.
O saneamento do futuro deverá premiar cada vez mais essa combinação.
Um caso mostra o que acontece quando tecnologia encontra gestão
Um exemplo internacional ajuda a visualizar essa transformação.
Em relato publicado pela International Water Association em maio de 2026, a companhia Murang’a Water and Sanitation Company, do Quênia, informou ter reduzido sua água não faturada de 58% para 24% em três anos durante um processo de transformação digital. Segundo o relato, foram utilizados mapas de ativos baseados em GIS, sensores IoT para acompanhamento de pressão, vazão e níveis de reservatórios, aplicativos de autosserviço e medidores inteligentes. (IWA Network)
O aspecto mais interessante, entretanto, não é simplesmente a existência das tecnologias.
A própria experiência destaca a necessidade de capacitação das equipes, integração dos sistemas e transferência de conhecimento. Além disso, aponta desafios como custos iniciais, cibersegurança e déficit de competências digitais. (IWA Network)
Portanto, comprar tecnologia é apenas uma parte do processo.
Transformá-la em resultado exige pessoas.
O profissional que conhece operação e dados terá enorme valor
Durante muitos anos, especialização significava conhecer profundamente determinada área. Esse conhecimento continuará sendo indispensável. Entretanto, o saneamento do futuro deverá exigir também maior capacidade de integração.
Um engenheiro continuará precisando conhecer hidráulica.
Um operador continuará precisando entender profundamente o funcionamento da estação.
Um profissional comercial continuará precisando compreender faturamento, cadastro, medição e relacionamento com clientes.
Um laboratorista continuará precisando dominar os parâmetros de qualidade.
Porém, além disso, cada vez mais será necessário compreender indicadores, sistemas digitais, dados, riscos e impactos financeiros.
Essa combinação tende a formar profissionais extremamente valiosos para as organizações.
Perdas mostram por que a experiência humana continuará indispensável
Poucos indicadores exemplificam melhor esse desafio do que as perdas.
O SINISA 2025 informa que 39,5% do volume produzido foi perdido na distribuição em 2024. Além disso, a perda de faturamento indicada no relatório chegou a 39,1%. (Serviços e Informações do Brasil)
Entretanto, perda de água não é um problema único.
Pode existir vazamento em rede. Pode haver ramal rompido. Pode haver pressão excessiva. Pode ocorrer submedição de hidrômetros. Pode existir fraude. Pode existir ligação clandestina. Pode haver erro cadastral ou de leitura.
Consequentemente, reduzir perdas exige integração entre áreas que muitas vezes foram administradas separadamente.
Operação precisa conversar com manutenção.
Manutenção precisa conversar com engenharia.
Engenharia precisa conversar com tecnologia.
Tecnologia precisa conversar com a área comercial.
A área comercial precisa conversar com cadastro, faturamento e atendimento.
Além disso, a regulação precisa compreender todo esse conjunto.
Não por acaso, a ANA publicou em 2025 a Norma de Referência nº 15, voltada à gestão da redução progressiva e ao controle das perdas nos sistemas de distribuição de água, com diretrizes para diagnóstico, planejamento, monitoramento e gestão. (Serviços e Informações do Brasil)
Portanto, o saneamento do futuro será cada vez menos construído por departamentos isolados e cada vez mais por equipes que compreendem processos completos.
O setor comercial também está no centro da transformação
Quando se fala em inovação no saneamento, frequentemente aparecem imagens de sensores, estações automatizadas, redes inteligentes e centros de controle.
Entretanto, existe outra transformação igualmente importante ocorrendo na gestão comercial.
Teleleitura, hidrômetros inteligentes, inteligência artificial aplicada à análise de consumo, canais digitais de atendimento, automação de cobrança, georreferenciamento, atualização cadastral e análise de comportamento de pagamento começam a alterar profundamente a relação entre prestadores e clientes.
Essa transformação tem impacto direto sobre a sustentabilidade financeira.
Água produzida e entregue, mas não corretamente medida ou faturada, também representa perda econômica.
Por isso, o profissional comercial deixa gradualmente de ser associado somente a processos administrativos. Ele passa a ocupar posição estratégica na gestão de receita, perdas aparentes, experiência dos clientes e qualidade dos dados.
Nesse contexto, o saneamento do futuro dependerá tanto de excelência hidráulica quanto de excelência comercial.
Dados confiáveis serão parte da infraestrutura
Durante muito tempo, infraestrutura significou essencialmente tubos, bombas, reservatórios e estações.
Esse conceito está mudando.
Dados confiáveis também estão se tornando infraestrutura.
O próprio SINISA demonstra essa evolução. O sistema passou a organizar informações de abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos, drenagem e gestão municipal e ampliou a participação dos reguladores na análise das informações. No ciclo de 2025, 25 entidades reguladoras participaram do processo, abrangendo 2.544 municípios regulados em pelo menos um dos componentes do saneamento. (Serviços e Informações do Brasil)
Além disso, a coleta de 2026 permanece em andamento, com prazo até 3 de setembro para municípios e prestadores enviarem informações referentes ao ano-base 2025. (Serviços e Informações do Brasil)
Isso demonstra uma mudança importante: decisões de bilhões de reais serão cada vez mais orientadas por indicadores.
Consequentemente, registrar corretamente uma informação deixa de ser simples burocracia. Pode influenciar planejamento, regulação, acesso a recursos, investimentos e avaliação de desempenho.
O Banco Mundial coloca pessoas no centro da “Utility of the Future”
Outra evidência interessante vem do programa Utility of the Future, desenvolvido pelo Banco Mundial.
Desde 2019, o programa vem trabalhando com empresas de água e saneamento em diferentes países. Segundo o Banco Mundial, 85 utilities em 33 países já haviam recebido apoio do programa. (Connect4Impact)
O conceito de empresa do futuro envolve serviços confiáveis, seguros, inclusivos, transparentes, eficientes, resilientes, inovadores e sustentáveis.
Entretanto, um detalhe merece atenção.
Entre os objetivos centrais do programa estão o fortalecimento das capacidades internas das empresas, desenvolvimento de competências gerenciais e operacionais, habilidades humanas, liderança, engajamento das equipes e troca de conhecimento entre profissionais. (Connect4Impact)
Ou seja, uma iniciativa internacional dedicada a preparar empresas para o futuro não coloca apenas tecnologia no centro da transformação.
Coloca pessoas.
Essa constatação reforça uma conclusão importante: o saneamento do futuro não será construído somente pela melhor empresa de software, pelo maior financiamento ou pelo equipamento mais moderno. Será construído por organizações capazes de desenvolver pessoas para utilizar tudo isso de maneira inteligente.
Mudanças climáticas acrescentam uma nova camada de complexidade
Além da universalização e da transformação digital, existe outro desafio crescente: o clima.
Secas prolongadas podem reduzir disponibilidade hídrica. Chuvas extremas podem comprometer captações, redes, estações e sistemas de drenagem. Enchentes podem provocar extravasamentos, interromper unidades e afetar a qualidade da água.
A UN-Water destaca que uma gestão sustentável da água é essencial para adaptação climática, resiliência, proteção da saúde e redução de riscos. (UN-Water)
Portanto, profissionais precisarão trabalhar cada vez mais considerando cenários, riscos e resiliência.
Uma estação não poderá ser planejada apenas para funcionar em condições médias. Uma rede não poderá ser gerenciada olhando somente para históricos. Uma captação não poderá depender exclusivamente da hidrologia do passado.
O saneamento do futuro será, necessariamente, mais preparado para incertezas.
O desafio brasileiro também faz parte de um problema mundial
A dimensão global ajuda a colocar o trabalho do setor em perspectiva.
O relatório mais recente do Programa Conjunto de Monitoramento da OMS e do UNICEF informa que, em 2024, aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas ainda não possuíam acesso a serviços de água potável gerenciados com segurança.
Além disso, cerca de 3,4 bilhões de pessoas não tinham acesso a serviços de saneamento gerenciados com segurança. (UNICEF DATA)
Mesmo com avanços importantes desde 2015, o mundo continua fora da trajetória necessária para alcançar universalização dos serviços seguros de água e saneamento até 2030. (UNICEF DATA)
Portanto, o trabalho realizado diariamente em companhias, autarquias, concessionárias, agências reguladoras, prefeituras, laboratórios, universidades e empresas fornecedoras faz parte de uma das maiores agendas de infraestrutura e saúde pública do planeta.
O profissional do saneamento está mudando junto com o setor
O profissional valorizado no passado era, frequentemente, aquele que conhecia profundamente determinado processo.
Esse conhecimento continuará valioso.
Entretanto, o profissional de maior impacto nos próximos anos deverá acrescentar outras competências: capacidade analítica, visão sistêmica, conhecimento digital, interpretação regulatória, entendimento financeiro, comunicação, liderança e disposição para aprender continuamente.
Isso não significa que todos precisarão se tornar especialistas em inteligência artificial.
Significa que será cada vez mais difícil ignorar a transformação.
Um operador precisará entender os dados do sistema supervisório.
Um gestor precisará compreender indicadores.
Um engenheiro precisará avaliar novas tecnologias.
Um profissional comercial precisará compreender analytics e automação.
Um regulador precisará interpretar sistemas cada vez mais complexos.
Um líder precisará integrar diferentes especialidades.
Consequentemente, aprender deixará de ser uma atividade complementar. Será parte permanente da profissão.
A tecnologia mais importante pode ser uma equipe preparada
Existe uma tendência natural de procurar a próxima grande solução do saneamento.
Pode ser inteligência artificial.
Pode ser digital twin.
Pode ser telemetria avançada.
Pode ser hidrômetro inteligente.
Pode ser reúso.
Pode ser automação.
Pode ser uma nova tecnologia de tratamento.
Todas podem produzir enormes ganhos.
Entretanto, talvez a pergunta mais importante seja outra: existe uma equipe preparada para transformar essa tecnologia em resultado?
Sem pessoas qualificadas, sensores geram dados que ninguém utiliza.
Dashboards mostram indicadores que ninguém interpreta.
Planos estratégicos produzem metas que ninguém executa.
Equipamentos sofisticados se tornam ativos subutilizados.
Projetos milionários podem produzir resultados inferiores ao potencial planejado.
Por outro lado, uma equipe capacitada consegue transformar até pequenas melhorias em ganhos relevantes de eficiência.
É justamente por isso que desenvolver profissionais do saneamento precisa ser entendido como investimento estratégico.
Segunda-feira pode parecer apenas o começo de outra semana
Para milhões de pessoas, abrir uma torneira continuará sendo um gesto simples.
Entretanto, para que esse gesto permaneça simples, milhares de decisões complexas precisarão ser tomadas.
Algum profissional analisará a qualidade da água.
Outro verificará pressão.
Outro procurará um vazamento.
Outro programará uma bomba.
Outro analisará uma leitura.
Outro atualizará um cadastro.
Outro atenderá uma reclamação.
Outro projetará uma expansão.
Outro acompanhará um contrato.
Outro analisará um indicador.
Outro tomará uma decisão que talvez somente revele seus resultados meses ou anos depois.
É assim que o saneamento do futuro começa a ser construído.
Não apenas nas grandes obras que aparecem em inaugurações, mas principalmente nas milhares de decisões técnicas, operacionais, comerciais e gerenciais tomadas diariamente.
O futuro do saneamento começa com quem trabalha nele hoje
O setor brasileiro atravessa uma das maiores transformações de sua história.
Existe uma meta de universalização.
Existem bilhões em investimentos.
Existe um novo ambiente regulatório.
Existe uma revolução digital em andamento.
Existe inteligência artificial chegando às operações.
Existe pressão por redução de perdas.
Existe necessidade de melhorar a experiência do cliente.
Existem desafios climáticos cada vez maiores.
E existe uma enorme quantidade de trabalho pela frente.
Porém, existe também algo que frequentemente recebe menos destaque do que deveria: uma comunidade de profissionais do saneamento acumulando conhecimento, experiência e capacidade de resolver problemas extremamente complexos.
Será essa combinação entre experiência e inovação que definirá os próximos anos.
Máquinas poderão prever falhas. Sistemas poderão processar bilhões de dados. Algoritmos poderão recomendar decisões.
Entretanto, propósito, responsabilidade, julgamento técnico, liderança e compromisso com o serviço continuarão pertencendo às pessoas.
Por isso, talvez a principal tecnologia do saneamento do futuro não esteja instalada em uma estação, em um servidor ou em uma tubulação.
Ela está sendo desenvolvida todos os dias no conhecimento dos profissionais do saneamento.
E cada nova semana representa mais uma oportunidade para transformar esse conhecimento em eficiência, inovação, saúde pública e qualidade de vida.
O futuro ainda não está pronto.
No saneamento, ele está sendo operado, projetado, analisado, fiscalizado, medido, tratado e construído agora.
Fontes
- Ministério das Cidades — SINISA 2025: Abastecimento de Água, ano de referência 2024. Dados de atendimento, perdas, medição e investimentos. Relatório SINISA 2025 — Abastecimento de Água
- Ministério das Cidades — SINISA 2025: Esgotamento Sanitário, ano de referência 2024. Indicadores de coleta, tratamento e investimentos. Relatório SINISA 2025 — Esgotamento Sanitário
- Ministério das Cidades — Marco Legal do Saneamento. Metas nacionais de universalização para 2033. Marco Legal do Saneamento
- Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico — Norma de Referência nº 8/2024. Metas progressivas e indicadores de universalização. Norma de Referência nº 8/2024
- Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico — Norma de Referência nº 15/2025. Gestão da redução progressiva e controle de perdas. Norma de Referência nº 15/2025
- WHO/UNICEF Joint Monitoring Programme — Progress on Household Drinking Water, Sanitation and Hygiene 2000–2024. Panorama mundial mais recente de água, saneamento e higiene. Relatório JMP 2025
- International Water Association — From Data to Decision. Digitalização, IoT, perdas, inteligência artificial e formação de equipes. IWA — From Data to Decision
- Banco Mundial — Utility of the Future. Programa internacional voltado à transformação das utilities e ao desenvolvimento de capacidades humanas, técnicas e gerenciais. World Bank — Utility of the Future
- UN-Water — Water and Climate Change. Relação entre gestão hídrica, resiliência, clima e proteção da saúde. UN-Water — Water and Climate Change



