5 Inovações que vêm com força no tratamento de água

 setor de saneamento entrou em 2026 pressionado por desafios que os sistemas convencionais nem sempre conseguem enfrentar com facilidade. Microplásticos, compostos químicos persistentes, salinização dos mananciais, efluentes industriais complexos e aumento da demanda por água potável exigem processos mais seletivos, sustentáveis e economicamente viáveis.

Ao contrário da transformação digital, que se concentra em sensores, automação e inteligência artificial, uma nova geração de pesquisas avança diretamente sobre os processos físicos, químicos, eletroquímicos e biológicos utilizados no tratamento de água.

Entre as novidades científicas divulgadas em 2026 estão um coagulante produzido com sementes de moringa, um material capaz de capturar substâncias PFAS, membranas com poros de aproximadamente um nanômetro, um sistema eletroquímico de dessalinização sem membranas de troca iônica e uma tecnologia solar que transforma água do mar em água doce sem gerar uma corrente líquida de salmoura.

É importante esclarecer que o desenvolvimento dessas soluções pode ter começado antes. Entretanto, os resultados técnicos analisados foram publicados ou apresentados oficialmente em 2026. Portanto, trata-se de inovações que ganharam validação científica e visibilidade técnica neste ano, embora ainda estejam em diferentes níveis de maturidade.

Por que o tratamento de água precisa de novas tecnologias?

As estações convencionais foram desenvolvidas principalmente para remover turbidez, partículas suspensas, matéria orgânica, microrganismos e outros contaminantes historicamente conhecidos. Em geral, os processos incluem coagulação, floculação, sedimentação, filtração, desinfecção e correção química.

Esse modelo continua sendo indispensável. Contudo, novos contaminantes apresentam características diferentes. Microplásticos podem possuir dimensões extremamente reduzidas. Os PFAS, por sua vez, apresentam elevada persistência ambiental. Além disso, águas salobras exigem processos específicos de remoção de sais, enquanto determinados efluentes industriais contêm moléculas muito semelhantes entre si, dificultando sua separação.

Consequentemente, a evolução do tratamento de água depende de materiais mais seletivos, processos com menor consumo energético e tecnologias capazes de reduzir a geração de resíduos.

As cinco inovações apresentadas a seguir não representam soluções comerciais prontas para implantação imediata em grandes estações. Ainda assim, indicam caminhos relevantes para o futuro do saneamento.

1. Moringa brasileira pode ajudar a remover microplásticos

Uma das principais inovações de 2026 no tratamento de água foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista, a Unesp, com apoio da FAPESP.

O estudo avaliou o uso de um extrato salino obtido das sementes da Moringa oleifera para promover a coagulação de microplásticos presentes na água. Os resultados foram publicados em janeiro de 2026 na revista científica ACS Omega e divulgados pela Agência FAPESP em abril.

Como a tecnologia funciona?

Os microplásticos apresentam cargas elétricas superficiais que dificultam sua agregação. Como essas partículas tendem a permanecer separadas, podem atravessar determinadas etapas de tratamento.

O extrato da semente de moringa atua como um coagulante natural. Em termos simples, seus compostos neutralizam as cargas das partículas, fazendo com que os microplásticos se aproximem e formem agregados maiores.

Depois disso, os agregados podem ser retidos em filtros de areia.

O processo avaliado foi a filtração em linha, utilizada principalmente para águas de baixa turbidez. Nessa configuração, o coagulante é adicionado antes da filtração, sem a necessidade obrigatória de uma grande unidade de sedimentação.

O que os testes demonstraram?

Os pesquisadores adicionaram microplásticos de policloreto de vinila, o PVC, à água utilizada nos experimentos. Antes dos ensaios, as partículas foram envelhecidas artificialmente com radiação ultravioleta, buscando reproduzir características semelhantes às encontradas no ambiente.

Em seguida, foram realizados testes de coagulação e filtração com o extrato de moringa e com o sulfato de alumínio, um dos produtos mais utilizados no tratamento de água.

O estudo concluiu que o extrato apresentou desempenho semelhante ao sulfato de alumínio. Além disso, em condições mais alcalinas, o coagulante natural demonstrou desempenho superior ao produto químico convencional. A análise microscópica não encontrou diferenças significativas entre os dois produtos na remoção das partículas avaliadas. (Agência Fapesp⁠)

Qual é o potencial para o saneamento?

A moringa pode ser particularmente interessante para pequenas comunidades, propriedades rurais e sistemas descentralizados. A planta é adaptada a regiões tropicais e suas sementes podem ser transformadas em coagulante por procedimentos relativamente simples.

Portanto, a inovação brasileira pode contribuir para modelos de tratamento de água com menor dependência de produtos químicos industriais.

Entretanto, existe uma limitação importante. O uso do extrato pode elevar a concentração de matéria orgânica dissolvida. Caso essa matéria orgânica não seja devidamente removida, poderá aumentar a demanda de desinfetante, favorecer alterações de sabor e odor ou contribuir para a formação de subprodutos da desinfecção.

Assim, a solução ainda precisa ser testada em diferentes mananciais, faixas de pH, níveis de turbidez e condições operacionais. A equipe já iniciou avaliações com água do rio Paraíba do Sul. (Agência Fapesp⁠)

2. Gaiola molecular captura PFAS de cadeia curta

Outra inovação apresentada em 2026 foi desenvolvida por pesquisadores da Flinders University, na Austrália, em colaboração com outras instituições.

A tecnologia utiliza uma estrutura molecular nanométrica semelhante a uma pequena gaiola. Essa estrutura foi incorporada à sílica mesoporosa para formar um material adsorvente capaz de capturar PFAS.

PFAS é a sigla utilizada para substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas. Esses compostos foram empregados em diferentes aplicações industriais e produtos resistentes à água, gordura e calor.

Por que os PFAS são difíceis de remover?

Os PFAS são conhecidos pela elevada resistência de suas ligações químicas. Consequentemente, podem permanecer no ambiente durante longos períodos.

Além disso, os PFAS de cadeia curta apresentam maior mobilidade na água e, em determinadas condições, são mais difíceis de reter por materiais convencionais. Processos baseados em carvão ativado ou resinas podem apresentar desempenho variável, especialmente quando existem outros compostos competindo pelos mesmos pontos de adsorção.

Como funciona a gaiola molecular?

A estrutura criada pelos pesquisadores possui uma cavidade com características químicas específicas. Quando as moléculas de PFAS entram nessa cavidade, são induzidas a se agrupar.

Esse mecanismo aumenta a força de retenção do contaminante. Portanto, o material não depende apenas de uma adsorção superficial comum. A própria geometria interna da gaiola contribui para aprisionar as moléculas.

A gaiola foi incorporada à sílica mesoporosa. Isoladamente, a sílica utilizada não apresentava capacidade significativa de retenção de PFAS. Entretanto, depois da incorporação da estrutura molecular, o material passou a remover diferentes tipos desses compostos.

Qual foi o desempenho?

Em testes laboratoriais realizados com água de torneira simulada e concentrações ambientalmente relevantes, o material removeu até 98% dos PFAS avaliados.

Além disso, o adsorvente permaneceu altamente eficiente após pelo menos cinco ciclos de reutilização. Os pesquisadores indicaram que a solução poderá ser integrada a sistemas de filtração como uma etapa final de polimento da água potável. (News⁠)

Onde a tecnologia pode ser aplicada?

A inovação não foi apresentada como substituta da coagulação, da filtração ou da desinfecção. A aplicação mais provável seria em uma etapa avançada do tratamento de água, instalada depois dos processos convencionais.

Essa configuração permitiria tratar águas contaminadas por compostos específicos sem exigir a reconstrução completa da estação.

Contudo, ainda será necessário avaliar a capacidade do material em águas reais, nas quais matéria orgânica, sais, metais e outros contaminantes podem competir pelos pontos de adsorção. Também precisarão ser analisados os custos de fabricação, a regeneração do adsorvente e a destinação do PFAS concentrado.

A captura do contaminante não significa sua destruição. Portanto, qualquer aplicação futura deverá incluir uma solução segura para o resíduo gerado.

3. POMbranes realizam separações com poros de um nanômetro

As chamadas POMbranes estão entre as inovações mais sofisticadas apresentadas em 2026.

A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores do CSIR-Central Salt and Marine Chemicals Research Institute, do Indian Institute of Technology Gandhinagar, da Nanyang Technological University, de Singapura, e de outras instituições.

Os resultados foram publicados no Journal of the American Chemical Society.

O que diferencia essas membranas?

Membranas poliméricas tradicionais podem apresentar poros com pequenas diferenças de tamanho. Embora essa variação pareça insignificante, ela reduz a seletividade quando se busca separar moléculas muito semelhantes.

As POMbranes utilizam estruturas chamadas polioxometalatos. Esses agrupamentos moleculares apresentam uma abertura central permanente de aproximadamente um nanômetro.

Para transformar essas estruturas em uma membrana, os pesquisadores adicionaram cadeias químicas flexíveis aos agrupamentos. Quando posicionadas sobre a água, as estruturas se organizaram e formaram filmes finos e contínuos.

Dessa maneira, bilhões de aberturas moleculares foram organizadas em uma superfície de separação.

Qual foi o resultado técnico?

As membranas conseguiram distinguir moléculas com diferenças de massa entre aproximadamente 100 e 200 daltons. Esse nível de precisão é difícil de alcançar em membranas poliméricas convencionais.

Determinadas configurações apresentaram eficiência de separação aproximadamente dez vezes superior à das tecnologias utilizadas como referência no estudo. Além disso, os materiais demonstraram flexibilidade, estabilidade em diferentes condições de pH e possibilidade de fabricação em superfícies maiores. (American Chemical Society Publications⁠)

Como isso se relaciona ao tratamento de água?

A aplicação mais imediata não seria necessariamente em uma estação convencional de abastecimento. O maior potencial está no reúso de água industrial e na recuperação de substâncias.

Na indústria têxtil, por exemplo, uma membrana seletiva poderia separar moléculas de corantes e permitir que a água retornasse ao processo produtivo.

Na indústria farmacêutica, a tecnologia poderá auxiliar na purificação de compostos e na recuperação de solventes. Consequentemente, haveria redução do consumo de água, de energia e de matérias-primas.

A inovação amplia o conceito de tratamento de água. Em vez de simplesmente remover todos os componentes presentes em um efluente, a membrana poderá separar moléculas específicas e recuperar materiais de valor.

Porém, ainda será necessário comprovar a resistência à incrustação, o comportamento com efluentes complexos, a vida útil e o custo por metro quadrado de membrana.

4. Dessalinização eletroquímica funciona sem membranas de troca iônica

Pesquisadores europeus apresentaram, em 2026, um sistema eletroquímico de desionização baseado em dois polímeros com seletividades complementares.

A proposta foi publicada na revista Environmental Science & Technology e tem como principal objetivo o tratamento de águas salobras.

Como o sistema remove o sal?

O sal comum dissolvido na água se separa principalmente em íons de sódio, com carga positiva, e íons de cloreto, com carga negativa.

O sistema utiliza um eletrodo de cloreto de polianilina, chamado PAni-Cl, e outro eletrodo formado por um polímero conhecido como PNDIE.

Enquanto um material favorece a captura de determinados íons, o outro atua sobre os íons de carga oposta. Assim, sódio e cloreto são removidos simultaneamente.

A tecnologia pertence ao campo da desionização faradaica. Nesse processo, reações eletroquímicas reversíveis armazenam temporariamente os íons nos materiais dos eletrodos.

Qual é a inovação principal?

Sistemas eletroquímicos de dessalinização podem utilizar membranas de troca iônica para controlar o movimento dos sais. Embora sejam importantes, essas membranas aumentam o custo, a complexidade e a possibilidade de incrustação.

O sistema de 2026 eliminou essas membranas e utilizou um separador mais simples.

Nos testes, o eletrodo de polianilina preservou 84% do desempenho inicial após 800 ciclos, equivalentes a 15 dias de operação experimental. A configuração com dois polímeros alcançou capacidade de remoção de sal de até 64 miligramas por grama de material depois de 80 ciclos em solução de cloreto de sódio a 50 milimoles por litro.

O equipamento também apresentou resultados promissores em água salobra simulada contendo diferentes tipos de cátions. (Portal de Pesquisa Wageningen⁠)

Qual é o potencial operacional?

A solução poderá ser interessante para poços salobros, sistemas descentralizados e aplicações industriais.

Águas salobras possuem concentração de sais inferior à da água do mar. Por isso, podem ser tratadas com menor demanda energética do que a dessalinização oceânica, dependendo da tecnologia empregada.

Contudo, o sistema ainda precisa avançar em escala, produtividade hidráulica, durabilidade, eficiência energética e controle da corrente concentrada de sais.

Mesmo sem membranas de troca iônica, a tecnologia não elimina automaticamente a necessidade de administrar o concentrado. A água tratada perde sais, mas esses íons precisam ser retirados dos eletrodos durante a regeneração.

5. Dessalinização solar transforma salmoura em sais sólidos

A quinta inovação foi apresentada pela University of Rochester, nos Estados Unidos.

O sistema utiliza uma superfície metálica negra tratada com lasers de femtossegundos. O processamento cria microestruturas e nanoestruturas capazes de absorver quase toda a radiação solar incidente e transportar água por capilaridade.

Como o processo funciona?

Uma fina película de água do mar sobe pela superfície metálica. Ao receber radiação solar, essa camada é aquecida e evaporada.

O vapor pode ser condensado e coletado como água doce. Enquanto isso, os sais permanecem sobre a superfície.

O grande desafio dos sistemas solares de evaporação é a incrustação. À medida que a água evapora, os sais podem formar uma crosta sobre a região ativa, reduzindo a absorção de luz e impedindo a chegada de mais água.

A inovação de Rochester direciona os sais para regiões laterais, onde podem ser coletados. O princípio aproveita um fenômeno semelhante ao anel formado quando uma gota de café seca sobre uma superfície.

Quais foram os resultados?

O sistema foi testado com água real dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.

Nos experimentos publicados, a tecnologia operou durante semanas e alcançou uma taxa média de evaporação de aproximadamente 1,76 quilograma de água por metro quadrado por hora sob radiação solar equivalente a um sol.

A taxa de recuperação de sais sólidos ficou próxima de 61,74 gramas por metro quadrado por hora. Além disso, o estudo indicou eficiência de evaporação aproximada de 74% e extração de quase 100% dos sais, sem aditivos químicos e sem geração de uma descarga líquida de salmoura. (Nature⁠)

A equipe também demonstrou a possibilidade de recuperar minerais. Em um estudo relacionado, aproximadamente 50% do lítio presente nos sais de amostras do Great Salt Lake foi extraído com uma versão modificada do material. (University of Rochester⁠)

A tecnologia pode substituir a osmose reversa?

Ainda não existe evidência suficiente para afirmar que a solução substituirá grandes plantas de osmose reversa.

A tecnologia foi demonstrada em dispositivos de pequena escala. Portanto, ainda precisam ser avaliados a área necessária para grandes produções, a eficiência da condensação, o comportamento em períodos sem sol, os custos do tratamento a laser e a qualidade final da água.

Entretanto, a ausência de uma corrente líquida de salmoura representa um diferencial relevante. A gestão do concentrado é um dos desafios ambientais da dessalinização, especialmente quando a salmoura é lançada em ambientes marinhos.

No futuro, a tecnologia poderá ser aplicada em comunidades costeiras, ilhas, regiões remotas e instalações industriais que necessitem de água e recuperação de minerais.

O que essas inovações representam para as companhias de saneamento?

As tecnologias de 2026 mostram que o futuro do tratamento de água deverá combinar diferentes processos.

Não existe uma única solução capaz de remover todos os contaminantes com baixo custo, alta eficiência e nenhuma geração de resíduos. Portanto, a tendência é a formação de barreiras múltiplas.

Uma estação poderá continuar utilizando coagulação, filtração e desinfecção, mas poderá incorporar adsorventes para PFAS, membranas seletivas ou unidades eletroquímicas conforme a qualidade do manancial.

Além disso, algumas tecnologias serão mais adequadas para pequenas comunidades do que para grandes sistemas metropolitanos. Outras deverão permanecer concentradas no setor industrial.

Para os profissionais do saneamento, o principal aprendizado está na necessidade de acompanhar cinco indicadores antes de qualquer adoção:

  • nível de maturidade tecnológica;
  • desempenho em água real;
  • consumo de energia e produtos químicos;
  • geração e destinação de resíduos;
  • custo total durante a vida útil.

Resultados laboratoriais elevados não garantem desempenho em uma estação. A água bruta contém misturas complexas de partículas, matéria orgânica, sais, microrganismos e contaminantes.

Por isso, pilotos em escala real serão fundamentais.

Qual inovação está mais próxima da realidade brasileira?

A moringa apresenta uma conexão direta com o Brasil, pois o estudo foi conduzido por pesquisadores da Unesp e já avançou para testes com água de manancial.

Além disso, a planta é adaptada a regiões tropicais e pode contribuir para sistemas simplificados. Entretanto, o controle da matéria orgânica dissolvida deverá ser tratado com atenção.

A tecnologia para PFAS poderá ganhar importância caso o monitoramento desses compostos seja ampliado nos mananciais brasileiros. Porém, materiais avançados de adsorção podem apresentar custos elevados nas etapas iniciais de comercialização.

As POMbranes possuem grande potencial para indústrias que buscam reúso de água e redução do consumo energético. Já a desionização eletroquímica pode ser relevante para águas salobras do semiárido.

Por fim, a dessalinização solar sem descarga líquida de salmoura apresenta forte interesse ambiental, mas ainda precisa comprovar viabilidade econômica em grandes volumes.

O futuro do tratamento de água será mais seletivo

As inovações divulgadas em 2026 indicam uma mudança importante. O tratamento de água deixa de ser visto apenas como um processo de remoção geral de impurezas e passa a incluir separação molecular, captura seletiva de contaminantes e recuperação de recursos.

Ao mesmo tempo, materiais naturais voltam a ganhar espaço, como demonstra o estudo brasileiro com sementes de moringa.

Essa combinação entre conhecimentos tradicionais, química avançada, nanotecnologia, eletroquímica e energia solar poderá ampliar as alternativas disponíveis para operadores, projetistas e gestores.

Entretanto, a prudência técnica continuará sendo essencial. Antes da implantação, cada solução deverá comprovar segurança sanitária, estabilidade operacional, capacidade de produção, viabilidade econômica e conformidade regulatória.

O avanço do tratamento de água dependerá menos de promessas isoladas e mais da capacidade de transformar pesquisas em sistemas confiáveis, operáveis e acessíveis.

Fontes