A CORSAN começou a adotar um novo modelo de fatura de água e esgoto, com mudanças visuais e fiscais destinadas a facilitar a leitura das informações pelos clientes. Embora a alteração possa parecer apenas gráfica, ela representa uma transformação importante na gestão comercial, tributária e tecnológica do saneamento brasileiro.
O novo documento inclui um QR Code para consulta da Nota Fiscal de Água e Saneamento Eletrônica, conhecida como NFAg. Além disso, passa a apresentar informações tributárias de maneira mais detalhada, acompanhando as mudanças implantadas durante a transição da Reforma Tributária do Consumo.
Entretanto, a CORSAN esclareceu que a mudança não altera o valor das tarifas, os critérios de cobrança, a leitura do hidrômetro, o vencimento das contas ou as formas de pagamento. Portanto, a presença de novos campos fiscais não significa, por si só, aumento da conta de água.

A atualização foi divulgada pela companhia em 25 de julho de 2026. Segundo a CORSAN, o objetivo é ampliar a transparência, facilitar o acesso às informações e adequar o faturamento às novas diretrizes tributárias nacionais. (Corsan)
O que mudou na nova fatura da CORSAN?
A principal novidade é a incorporação de informações relacionadas à NFAg, o documento fiscal eletrônico criado especificamente para os serviços de abastecimento de água e saneamento.
Na prática, o cliente continuará recebendo uma conta que permite consultar consumo, vencimento, valores cobrados e meios de pagamento. Contudo, o documento passa a funcionar também como representação auxiliar da nota fiscal eletrônica emitida pela prestadora.
Entre as principais mudanças estão:
- inclusão de QR Code para consulta da nota fiscal;
- apresentação de informações tributárias;
- maior detalhamento dos serviços cobrados;
- identificação fiscal mais estruturada;
- adequação ao padrão nacional de documentos eletrônicos;
- reforço das informações cadastrais do titular da ligação.
O QR Code direciona o usuário para o ambiente de consulta da nota fiscal vinculada à fatura. Dessa forma, torna-se possível verificar a autenticidade do documento e acessar informações fiscais que não caberiam de maneira organizada na conta impressa.
Por outro lado, é importante diferenciar o QR Code fiscal do QR Code de pagamento. Em diversos modelos de contas de saneamento, um código é usado para pagar a fatura via Pix, enquanto outro serve exclusivamente para acessar a nota fiscal. Essa distinção precisa ser explicada de maneira clara para evitar pagamentos incorretos, dúvidas e tentativas de fraude.
O que é a Nota Fiscal de Água e Saneamento Eletrônica?
A Nota Fiscal de Água e Saneamento Eletrônica é um documento fiscal digital identificado tecnicamente como modelo 75. Sua finalidade é estabelecer um padrão nacional para o registro fiscal dos serviços de abastecimento de água, coleta de esgoto, tratamento e outras atividades relacionadas ao saneamento.
A NFAg existe em formato eletrônico e possui validade jurídica garantida pela assinatura digital do emissor. Além disso, o documento pode ser autorizado e acompanhado eletronicamente pelas administrações tributárias.
O projeto foi desenvolvido para substituir sistemas fragmentados, nos quais cada companhia utilizava modelos próprios de documentos fiscais. Assim, a padronização tende a simplificar obrigações acessórias, aumentar a rastreabilidade das operações e permitir um acompanhamento mais estruturado pelo Fisco. (DFE Portal)
A conta recebida pelo cliente não é necessariamente a nota fiscal completa. Na maioria dos casos, ela funciona como um documento auxiliar, apresentando os principais dados necessários para conferência, pagamento e consulta.
A nota fiscal propriamente dita permanece armazenada eletronicamente. Para acessá-la, utiliza-se o QR Code ou a chave numérica impressa na fatura.
Por que a CORSAN precisou mudar a fatura?
A alteração está diretamente relacionada à Reforma Tributária do Consumo e à implantação de novos padrões nacionais de documentos fiscais eletrônicos.
A reforma criou a Contribuição sobre Bens e Serviços, chamada CBS, de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços, chamado IBS, administrado de forma compartilhada por estados e municípios.
Durante o processo de transição, os documentos fiscais precisam ser adaptados para receber novos campos, códigos de classificação, bases de cálculo e informações tributárias. Consequentemente, companhias de saneamento precisam atualizar sistemas comerciais, plataformas de arrecadação, bancos de dados, sistemas contábeis e integrações com as Secretarias da Fazenda.
A Receita Federal informa que 2026 funciona como um período inicial de testes e implantação das obrigações relacionadas ao IBS e à CBS. Além disso, a NFAg está entre os novos documentos com leiaute técnico definido e com vigência estabelecida por documentos e regras específicas. (Serviços e Informações do Brasil)
Portanto, a mudança feita pela CORSAN não ocorre de maneira isolada. Trata-se de uma movimentação nacional que alcança companhias estaduais, autarquias municipais e concessionárias privadas.
Os novos tributos aumentam a conta da CORSAN?
A simples inclusão de IBS, CBS e outros campos tributários na fatura não representa aumento automático da conta.
A CORSAN informou que o novo modelo altera somente a apresentação das informações. Os valores cobrados, os critérios tarifários, a leitura do hidrômetro, o vencimento e as formas de pagamento permanecem os mesmos. (Corsan)
Essa explicação é fundamental porque o consumidor pode interpretar o surgimento de novas colunas como uma cobrança adicional. Entretanto, durante a fase de implantação, parte dos valores pode aparecer apenas para fins informativos, de teste e de adequação dos sistemas fiscais.
Além disso, tarifa e tributo são componentes diferentes.
A tarifa de água e esgoto remunera a prestação dos serviços, incluindo captação, tratamento, distribuição de água, coleta de esgoto, tratamento, manutenção das redes, energia elétrica, mão de obra, produtos químicos, investimentos e demais custos reconhecidos pela regulação.
Já os tributos decorrem da legislação fiscal. Sua incidência, apropriação e apresentação precisam seguir as regras estabelecidas pelos órgãos responsáveis pela Reforma Tributária.
Consequentemente, qualquer impacto futuro sobre o valor final das contas dependerá da legislação efetivamente aplicada, das alíquotas, dos créditos tributários, do tratamento regulatório e da forma como os custos serão reconhecidos nas revisões ou reajustes tarifários. Não se deve, portanto, interpretar o novo leiaute da CORSAN como anúncio de reajuste.
A atualização cadastral passa a ser ainda mais importante
A nova fatura também evidencia um problema recorrente do saneamento: a baixa qualidade dos cadastros comerciais.
A CORSAN orienta os clientes a manterem atualizados dados como nome, CPF, telefone e endereço eletrônico. Essas informações são importantes para identificar corretamente o titular da ligação, enviar comunicados, emitir documentos fiscais e permitir o acesso aos canais digitais. (Corsan)
Em um sistema comercial tradicional, uma conta poderia ser emitida mesmo quando o cadastro apresentasse informações incompletas. No modelo eletrônico, entretanto, inconsistências de CPF, CNPJ, endereço, titularidade ou categoria podem provocar rejeições, divergências fiscais e dificuldades de atendimento.
Para a gestão comercial, a implantação da NFAg cria uma oportunidade para realizar um amplo saneamento cadastral. Entre as ações necessárias estão:
- identificação de ligações sem CPF ou CNPJ;
- correção de cadastros duplicados;
- revisão de titularidades antigas;
- padronização dos endereços;
- validação de telefones e e-mails;
- vinculação correta entre matrícula, imóvel e titular;
- tratamento específico para órgãos públicos;
- conferência dos dados de pessoas jurídicas.
Dessa maneira, a implantação deixa de ser apenas um projeto da área fiscal. Ela envolve atendimento, faturamento, arrecadação, tecnologia da informação, contabilidade, regulação, jurídico e comunicação.
A nova fatura exige mudanças profundas nos sistemas comerciais
A emissão de uma nota fiscal eletrônica envolve um fluxo tecnológico mais complexo do que a simples impressão de uma conta.
Primeiramente, o sistema comercial calcula o consumo e os serviços vinculados à matrícula. Em seguida, os valores precisam ser classificados conforme os códigos fiscais aplicáveis. Depois disso, o sistema gera um arquivo eletrônico com os dados da operação.
Esse arquivo deve ser assinado digitalmente e transmitido ao ambiente autorizador. Caso todas as informações estejam corretas, o documento recebe autorização, número, série, chave de acesso e protocolo. Somente depois dessa etapa o documento auxiliar pode ser disponibilizado ao cliente.
Consequentemente, uma falha na comunicação com o ambiente fiscal pode comprometer a emissão de milhares ou até milhões de contas. Por isso, as prestadoras precisam desenvolver procedimentos de contingência, monitoramento e reprocessamento.
Além disso, torna-se necessário integrar diferentes plataformas:
- sistema comercial;
- leitura e faturamento;
- ERP contábil;
- gestão tributária;
- arrecadação bancária;
- atendimento digital;
- emissão de segunda via;
- aplicativo e agência virtual;
- armazenamento dos arquivos fiscais;
- integração com o ambiente autorizador.
O portal técnico da NFAg já disponibiliza manuais, schemas, tabelas, validadores e notas técnicas. Entretanto, também informa que o projeto continua recebendo atualizações e que a documentação definitiva depende da consolidação dos atos normativos. Isso demonstra que as equipes de tecnologia e tributação precisam acompanhar continuamente as novas versões. (DFE Portal)
Transparência pode reduzir reclamações comerciais
Uma fatura difícil de entender gera dúvidas, contatos nos canais de atendimento, reclamações nas agências reguladoras e pedidos de revisão.
Por outro lado, uma conta bem estruturada permite que o cliente identifique com maior facilidade:
- período de consumo;
- leitura anterior e atual;
- quantidade de metros cúbicos consumidos;
- valor referente à água;
- valor referente ao esgoto;
- outros serviços cobrados;
- tributos informados;
- contas pendentes;
- forma de pagamento;
- canais de atendimento;
- autenticidade do documento.
Nesse sentido, a iniciativa da CORSAN pode produzir resultados comerciais relevantes. A transparência tende a reduzir dúvidas simples e permite que os atendentes concentrem esforços em situações mais complexas, como vazamentos internos, consumo elevado, alterações cadastrais e negociações de débitos.
Entretanto, a mudança precisa ser acompanhada por comunicação adequada. Caso o novo documento apresente muitos códigos, siglas ou informações fiscais sem explicação, a quantidade de contatos pode aumentar durante os primeiros ciclos de faturamento.
Por isso, torna-se recomendável publicar guias visuais, vídeos curtos, perguntas frequentes e comparações entre a conta antiga e a nova.
Segurança contra golpes deve receber atenção especial
A inclusão de mais de um QR Code pode criar oportunidades para golpistas. Criminosos podem tentar substituir documentos, alterar códigos de pagamento ou encaminhar faturas falsas por mensagens e e-mails.
Assim, a CORSAN e as demais companhias precisam orientar os clientes a verificar:
- nome do beneficiário;
- CNPJ do recebedor;
- instituição financeira;
- valor cobrado;
- matrícula da ligação;
- endereço do imóvel;
- origem da mensagem;
- autenticidade da nota fiscal;
- domínio oficial utilizado na consulta.
A Embasa, por exemplo, passou a destacar na fatura os dados do recebedor e do banco autorizado para o pagamento via Pix. A companhia também diferenciou o QR Code de pagamento daquele usado para consultar a nota fiscal, fortalecendo a prevenção contra fraudes. (Bahia.gov.br)
Portanto, o novo modelo não deve ser tratado somente como obrigação tributária. Ele também precisa fazer parte das estratégias de segurança digital e proteção ao consumidor.
Como outras companhias de saneamento estão avançando?
A implantação da NFAg ocorre em diferentes ritmos. Algumas empresas já entregam documentos adaptados, enquanto outras anunciaram a mudança para agosto de 2026.
Embasa: modelo implantado desde janeiro de 2026
A Embasa começou a entregar o novo modelo de conta em janeiro de 2026. O documento passou a funcionar também como auxiliar da Nota Fiscal de Água e Saneamento Eletrônica.
Além do QR Code para pagamento via Pix, a conta apresenta outro QR Code para consulta fiscal, bem como chave de acesso e informações relacionadas à nota. Portanto, a Embasa está entre as companhias estaduais que se anteciparam na mudança visual e comercial. (Bahia.gov.br)
Status: novo leiaute implantado e distribuído aos clientes desde janeiro de 2026.
Copasa: NFAg implantada em abril de 2026
A Copasa divulgou a implantação de sua nova conta em abril de 2026. O documento passou a apresentar QR Code fiscal e detalhamento dos valores relacionados ao serviço e aos tributos.
A companhia também incluiu campos para IBS estadual, IBS municipal e CBS, além de informações sobre retenções aplicáveis a órgãos públicos. (Notícias Copasa)
Status: modelo implantado e comunicado oficialmente desde abril de 2026.
CAERD: implantação iniciada em julho de 2026
A Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia anunciou que suas faturas teriam leiaute atualizado, chave de acesso e QR Code para consulta da NFAg a partir de julho de 2026.
Segundo a CAERD, a alteração não modificou as formas de pagamento nem os procedimentos de atendimento. (Portal CAERD)
Status: implantação anunciada para julho de 2026.
CASAN: entrada prevista para agosto de 2026
A CASAN informou que, a partir de agosto de 2026, a conta passaria a ser emitida como Documento Auxiliar da Nota Fiscal de Água e Saneamento Eletrônica.
O modelo anunciado inclui número, série, chave de acesso com 44 dígitos, QR Code de autenticidade e colunas destinadas ao IBS e à CBS. As formas de pagamento e o vencimento seriam mantidos. (Casan)
Status: implantação programada para agosto de 2026.
Semae Piracicaba: adequação iniciada em 2026
O Serviço Municipal de Água e Esgoto de Piracicaba anunciou a adequação de suas faturas à NFAg em 2026. A autarquia também realizou campanha para atualização de CPF, CNPJ, telefone, endereço eletrônico e documentos de vínculo com o imóvel. (Portal do Município de Piracicaba)
Status: processo de adequação e atualização cadastral iniciado em 2026.
Iguá: implantação em diferentes operações
A Iguá anunciou que suas faturas passariam a apresentar informações da NFAg a partir de 1º de agosto de 2026.
A mudança abrangeu operações como Iguá Rio, Iguá Sergipe, Águas Cuiabá, Paranaguá Saneamento, Sanessol, Águas Andradina e Águas Castilho. A concessionária esclareceu que não haveria alteração no vencimento, na estrutura tarifária, na leitura do hidrômetro ou nas opções de pagamento. (Iguá SA)
Status: implantação programada para agosto de 2026 em várias concessões.
Saneago: participação nos primeiros testes nacionais
A Saneago teve participação relevante na fase de testes da NFAg. O portal nacional informou que a primeira nota autorizada no ambiente de homologação foi emitida pela Saneamento de Goiás em novembro de 2025.
Posteriormente, documentos corporativos da companhia registraram a preparação para a obrigatoriedade do novo documento em agosto de 2026 e identificaram possíveis impactos fiscais, financeiros e operacionais decorrentes da Reforma Tributária. (DFE Portal)
Status: companhia pioneira nos testes nacionais e em preparação operacional para a nova fase.
Sabesp, Sanepar e Caesb
Até 26 de julho de 2026, não foram localizados, nas páginas oficiais consultadas durante esta apuração, comunicados específicos e detalhados sobre a implantação da NFAg equivalentes aos publicados por CORSAN, Embasa, Copasa, CAERD, CASAN e Iguá.
Essa ausência de comunicado público não comprova que as companhias estejam atrasadas ou que não tenham realizado adaptações internas. Significa apenas que não foi identificado um anúncio institucional específico nas fontes pesquisadas. Sistemas fiscais podem estar em homologação ou implantação sem divulgação ampla ao público.
O que a CORSAN ensina para gestores comerciais?
A experiência da CORSAN mostra que uma mudança fiscal precisa ser tratada como projeto corporativo.
A implantação adequada exige governança, definição de responsabilidades, cronograma, testes e comunicação. Além disso, torna-se necessário monitorar indicadores antes e depois da entrada do novo documento.
Entre os indicadores recomendados estão:
- quantidade de notas rejeitadas;
- tempo médio de autorização;
- percentual de contas emitidas em contingência;
- cadastros sem CPF ou CNPJ;
- solicitações de segunda via;
- reclamações sobre o novo leiaute;
- chamadas relacionadas a QR Code;
- pagamentos direcionados incorretamente;
- divergências entre sistema comercial e contabilidade;
- tempo necessário para reprocessar documentos;
- volume de atualizações cadastrais;
- disponibilidade dos canais digitais.
Além disso, torna-se essencial realizar testes com clientes reais, equipes de atendimento e profissionais que atuam na leitura de campo. Um documento tecnicamente correto pode continuar difícil de interpretar. Portanto, a experiência do usuário precisa ser considerada desde a fase de desenho.
A fatura passa a ser uma ferramenta de relacionamento
Historicamente, muitas companhias trataram a fatura apenas como instrumento de cobrança. Contudo, o documento também é um dos principais pontos de contato entre a prestadora e o cliente.
A conta pode ser usada para informar sobre consumo, qualidade da água, campanhas de negociação, tarifa social, manutenção cadastral, riscos de fraude, uso consciente e canais digitais.
Com a nova estrutura, a CORSAN poderá ampliar essa função educativa. Entretanto, o excesso de informações deve ser evitado. Uma boa fatura precisa apresentar hierarquia visual, linguagem simples, valores destacados e separação clara entre pagamento, consumo e dados fiscais.
Consequentemente, a modernização não deve resultar em uma conta visualmente poluída. O desafio é combinar conformidade fiscal com facilidade de leitura.
A transformação vai além do papel
A nova fatura da CORSAN representa uma etapa de um processo maior de digitalização do saneamento.
A NFAg permite maior integração entre faturamento, tributação e fiscalização. Além disso, cria condições para automatizar consultas, conciliações, auditorias e controles contábeis.
Para grandes consumidores, empresas e órgãos públicos, o documento eletrônico também pode facilitar o recebimento automático das informações fiscais e a integração com sistemas de contas a pagar.
No futuro, a estrutura poderá se relacionar com mecanismos de pagamento vinculados ao documento fiscal, conciliação automatizada e novos controles previstos na Reforma Tributária. As notas técnicas publicadas em 2026 já tratam da vinculação entre documentos fiscais e transações financeiras, inclusive em preparação para o chamado split payment. (DFE Portal)
Portanto, a alteração visual percebida pelo cliente é apenas a parte mais visível de uma transformação tecnológica muito mais ampla.
CORSAN avança, mas comunicação será decisiva
A nova fatura coloca a CORSAN entre as prestadoras que estão tornando visível ao consumidor a transição para o novo padrão fiscal do saneamento.
A companhia acertou ao esclarecer que não existem alterações imediatas nas tarifas, vencimentos, leituras ou formas de pagamento. Essa mensagem reduz ruídos e evita que novos campos tributários sejam confundidos com cobranças adicionais.
Entretanto, o sucesso da implantação dependerá da estabilidade dos sistemas, da qualidade cadastral, da segurança dos QR Codes, da capacitação dos atendentes e da capacidade de explicar as mudanças de maneira simples.
Assim, a modernização da CORSAN não deve ser avaliada somente pela aparência da conta. O verdadeiro resultado será medido pela redução de dúvidas, pela confiabilidade das informações, pela integração fiscal e pela melhoria da experiência do cliente.
Em um setor que enfrenta cobranças crescentes por eficiência, transparência e qualidade, uma fatura mais clara pode parecer uma mudança pequena. Contudo, quando integrada a sistemas confiáveis e processos comerciais bem estruturados, ela se transforma em uma ferramenta estratégica de relacionamento, conformidade e modernização do saneamento.
Fontes consultadas
- CORSAN — Novo modelo de fatura amplia transparência e facilita o acesso às informações. (Corsan
)
- Portal Nacional da Nota Fiscal de Água e Saneamento Eletrônica — informações técnicas, documentos e atualizações da NFAg. (DFE Portal
)
- Receita Federal — Orientações da Reforma Tributária para 2026. (Serviços e Informações do Brasil
)
- Copasa — Implantação da Nota Fiscal de Água e Saneamento. (Notícias Copasa
)
- Governo da Bahia e Embasa — Novo modelo de conta entregue aos clientes. (Bahia.gov.br
)
- CASAN — Conta de água passa a ser nota fiscal eletrônica. (Casan
)
- CAERD — Modernização das faturas com a NFAg. (Portal CAERD
)
- Prefeitura de Piracicaba — Implantação da NFAg pelo Semae. (Portal do Município de Piracicaba
)
- Iguá Saneamento — Novas informações fiscais nas faturas a partir de agosto. (Iguá SA
)
- Saneago — Relatório com avaliação dos impactos da Reforma Tributária e da NFAg. (Saneago
)



