Infraestrutura como Serviço: solução ou modismo?

A próxima grande virada do saneamento pode não estar apenas em uma nova obra, em um novo equipamento ou em uma nova plataforma digital. Ela pode estar na forma como a infraestrutura é financiada, implantada, mantida e cobrada por desempenho ao longo do tempo. O conceito de IaaS no saneamento, sigla para Infrastructure as a Service, começa a ganhar força porque promete atacar uma dor conhecida por qualquer profissional do setor: ativos envelhecidos, orçamento apertado, manutenção postergada, dados incompletos e pressão crescente por eficiência.

A ideia central é simples, mas poderosa. Em vez de comprar uma infraestrutura, instalar o sistema e depois lidar sozinho com manutenção, atualização tecnológica, integração de dados e risco de desempenho, o prestador passa a contratar uma solução como serviço. Ou seja, paga por uma infraestrutura entregue, operada, monitorada e mantida dentro de um acordo de longo prazo. No caso da água, isso pode envolver hidrômetros inteligentes, telemetria, AMI, sensores, softwares, integração com faturamento, painéis de controle, detecção de vazamentos, manutenção programada e suporte permanente.

O tema ganhou destaque internacional após a WaterWorld publicar uma análise sobre Infrastructure as a Service aplicada a sistemas públicos de água. A publicação apresentou o modelo como mais do que uma alternativa financeira: trata-se de uma forma diferente de entregar e sustentar infraestrutura essencial, com planejamento, implantação, manutenção e suporte contínuo. (Waterworld⁠)

O que é IaaS no saneamento

IaaS no saneamento é um modelo em que a infraestrutura deixa de ser tratada apenas como um investimento pontual de capital e passa a ser tratada como serviço contínuo. Na prática, isso muda a lógica tradicional. Em vez de a companhia assumir todo o investimento inicial, contratar a implantação e depois carregar sozinha o risco de obsolescência, falha, manutenção e integração, o contrato pode prever uma solução completa, com pagamento recorrente, metas, manutenção e suporte.

No setor de água, uma das aplicações mais evidentes é o Metering as a Service, ou medição como serviço. Nesse formato, o parque de hidrômetros, a rede de comunicação, os coletores, os softwares e a integração com faturamento podem ser estruturados como serviço. A proposta é reduzir barreiras de investimento inicial e, ao mesmo tempo, garantir que o sistema continue funcionando depois da instalação.

Essa diferença é decisiva. Muitos projetos de saneamento falham não porque a tecnologia é ruim, mas porque a implantação não é bem planejada, a base cadastral não está saneada, a comunicação com o cliente é frágil, a manutenção não é contínua e a operação não se apropria dos dados. Portanto, IaaS no saneamento só faz sentido quando fortalece a rotina dos profissionais que conhecem o sistema: operadores, leituristas, fiscais, equipes comerciais, engenheiros, analistas de perdas, atendimento, manutenção eletromecânica e gestores.

Por que o modelo está chamando atenção

O setor de água enfrenta uma combinação pesada: infraestrutura antiga, necessidade de investimento, restrição tarifária, pressão regulatória, eventos climáticos extremos, perdas elevadas e cobrança social por serviço confiável. A AWWA apontou em 2026 que renovação e substituição de infraestrutura seguem entre os principais desafios do setor, junto com o financiamento das melhorias de capital. (American Water Works Association⁠)

Além disso, a própria AWWA destacou que as utilities estão sob pressão crescente em infraestrutura, financiamento, segurança hídrica, contaminantes emergentes, custos de tratamento, regulação e cibersegurança. O relatório também aponta que tecnologias como inteligência artificial passam a ser analisadas com cautela, porque oferecem benefícios, mas exigem controle de risco, governança e segurança. (American Water Works Association⁠)

Nesse cenário, IaaS no saneamento aparece como uma alternativa para tornar investimentos mais previsíveis. Entretanto, não deve ser visto como solução mágica. O modelo só entrega valor quando existe diagnóstico técnico, contrato bem estruturado, dados confiáveis, indicadores claros e gestão ativa pelo prestador. Afinal, nenhuma tecnologia substitui o julgamento do profissional de saneamento. Pelo contrário, a tecnologia precisa ampliar sua capacidade de enxergar o sistema e agir antes da crise.

Como funciona na prática

O funcionamento do IaaS no saneamento pode ser entendido em cinco etapas. Primeiro, ocorre o diagnóstico: idade dos hidrômetros, perdas aparentes, perdas reais, falhas de leitura, inconsistências cadastrais, inadimplência, reclamações, áreas críticas, pressão, macromedição e integração com faturamento. Depois, vem o desenho da solução: tipo de hidrômetro, rede de comunicação, frequência de leitura, painéis, alertas, integração com sistemas comerciais, protocolos de manutenção e indicadores de desempenho.

Em seguida, ocorre a implantação. Essa etapa exige cuidado extremo. Troca de hidrômetros em massa, atualização cadastral, testes de comunicação, treinamento de equipes, validação de leituras, comunicação com clientes e tratamento de exceções são atividades críticas. Depois, entra a operação assistida, na qual os dados começam a gerar valor: consumo anormal, vazamento interno, possível fraude, hidrômetro parado, leitura incoerente, consumo zero suspeito, pressão fora do padrão e falhas de comunicação.

Por fim, vem a fase mais importante: manutenção contínua. Esse é o ponto que diferencia um projeto tradicional de uma solução como serviço. A WaterWorld enfatiza que infraestrutura não pode ser tratada como algo que se instala e abandona; todo ativo precisa de atenção contínua para manter desempenho ao longo do tempo. (Waterworld⁠)

O papel da medição inteligente

A medição inteligente é uma das portas de entrada mais fortes para IaaS no saneamento. Isso ocorre porque o hidrômetro é, ao mesmo tempo, ativo operacional, comercial e regulatório. Ele afeta faturamento, percepção do cliente, balanço hídrico, perdas aparentes, análise de consumo, cobrança, atendimento e planejamento de rede.

O Banco Mundial destaca que soluções digitais podem apoiar utilities com smart metering, e-billing, sensoriamento remoto, integração de dados, GIS, manutenção preditiva, detecção ativa de vazamentos, cibersegurança e plataformas de gestão. (Banco Mundial⁠)

Quando bem aplicada, a AMI permite leitura frequente, redução de erros manuais, alertas de consumo fora do padrão, maior transparência ao cliente e melhor base para análise de perdas. Porém, o valor não está apenas no equipamento. O valor está no uso inteligente do dado. Um alerta de vazamento só reduz perda se houver equipe preparada para analisar, priorizar, comunicar, atender e resolver.

Por isso, IaaS no saneamento precisa ser tratado como projeto de transformação operacional, e não apenas como troca de medidores.

O caso Jackson: quando a medição vira confiança pública

O caso de Jackson, no Mississippi, é um dos exemplos mais citados. A cidade enfrentou um projeto de medição anterior malsucedido, com leituras pouco confiáveis, faturamento impreciso, perda de receita e queda de confiança dos usuários. Em 2020, Jackson adotou um modelo de Metering as a Service por meio de um acordo com a Sustainability Partners para substituir e manter um sistema abrangente de medição, incluindo mais de 65 mil hidrômetros, coletores, software, integração de faturamento, treinamento e manutenção contínua. (Sustainability Partners⁠)

Os resultados chamam atenção. A Sustainability Partners informa que, após o primeiro mês de implantação dos novos hidrômetros inteligentes, a arrecadação mensal de água passou de US$ 3,6 milhões para US$ 7,2 milhões. (Sustainability Partners⁠) Já a Water Online relata que, ao longo dos três anos seguintes, a receita se estabilizou em aproximadamente US$ 8 milhões por mês, resultado associado a medição mais precisa e faturamento mais consistente, não a reajuste tarifário. (Water Online⁠)

A WaterWorld também apontou que a melhoria da cobrança em Jackson saiu de aproximadamente 54% para 90%, fortalecendo a sustentabilidade financeira da operação. (Waterworld⁠)

Esse caso mostra uma lição importante para companhias brasileiras: a medição não é apenas uma atividade comercial. Ela é uma infraestrutura de confiança. Quando a leitura falha, a conta vira conflito. Quando a conta perde credibilidade, a arrecadação cai. Quando a arrecadação cai, a manutenção sofre. Quando a manutenção sofre, o sistema inteiro entra em ciclo reativo.

O caso Roosevelt County: vazamento visto antes da conta

Outro exemplo citado pela WaterWorld é o da Roosevelt County Water Co-op, no Novo México. No sistema manual anterior, um vazamento iniciado logo após uma leitura poderia permanecer invisível por quase um mês. Com a modernização da medição, a cooperativa passou a identificar consumo irregular mais cedo e comunicar os usuários antes que pequenos vazamentos virassem contas elevadas. Segundo a publicação, a cooperativa estimou economia de 29 milhões de galões de água em 2024 em comparação com 2023, primeiro ano completo após a instalação dos novos medidores. (Waterworld⁠)

Esse ponto tem forte relação com a rotina brasileira. Em muitas companhias, o cliente só descobre um vazamento interno quando a conta chega alta. Nesse momento, a água já foi perdida, o cliente está insatisfeito, o atendimento fica pressionado e a equipe comercial precisa tratar revisão, contestação, parcelamento, vistoria e desgaste de imagem. Com dados mais frequentes, a lógica muda: o sistema pode gerar alerta, a equipe pode orientar o cliente, o desperdício pode ser reduzido e a relação de confiança pode melhorar.

O que isso ensina para o Brasil

O Brasil tem um desafio enorme em perdas de água. Dados divulgados pela CNN Brasil, com base em estudo do Instituto Trata Brasil e GO Associados, apontam que o país desperdiça cerca de 40% da água tratada antes de chegar às torneiras; a média nacional informada no estudo foi de 39,53%, com 16 estados acima desse patamar. (CNN Brasil⁠)

Além disso, o Ranking do Saneamento 2026 mostrou que, entre as 100 maiores cidades do Brasil, apenas quatro municípios combinavam universalização dos serviços com perdas abaixo de 25%, enquanto a média nacional de perda de água tratada foi apontada em 41,5%. (UOL Notícias⁠)

Nesse contexto, IaaS no saneamento pode ser uma alternativa para acelerar projetos de medição inteligente, automação, controle de perdas e modernização comercial. No entanto, o modelo precisa respeitar a realidade institucional brasileira: regulação infranacional, contratos de concessão ou programa, regras de licitação, modicidade tarifária, controle social, auditoria de dados, segurança da informação e metas de universalização.

A ANA também avançou na pauta ao aprovar a Norma de Referência nº 15/2025, que trata da gestão de redução progressiva e controle de perdas nos subsistemas de distribuição de água potável. A norma estabelece diretrizes para diagnóstico padronizado e para elaboração, implementação e monitoramento de planos de redução de perdas. (Serviços e Informações do Brasil⁠)

Portanto, qualquer adoção de IaaS no saneamento no Brasil deve estar conectada ao plano de perdas, à regulação, ao balanço hídrico, à setorização, à macromedição, à micromedição, à gestão comercial e à operação de campo.

Ganhos possíveis para a operação

O primeiro ganho é sair da lógica reativa. Em vez de esperar a reclamação do cliente, o estouro de consumo, o rompimento visível ou a queda abrupta de pressão, a companhia pode usar dados para antecipar falhas. Isso não elimina a necessidade de equipes em campo. Ao contrário, torna o trabalho dessas equipes mais estratégico.

O segundo ganho é melhorar a priorização. Profissionais de saneamento sabem que nem toda ocorrência tem o mesmo impacto. Um vazamento em área crítica, uma pressão fora do padrão em setor sensível, uma anomalia em grande consumidor ou uma falha de comunicação em massa precisam ser hierarquizadas. Sistemas digitais bem implantados ajudam a separar ruído de sinal.

O terceiro ganho está no faturamento. Medidores mais confiáveis, dados mais frequentes e integração com sistemas comerciais podem reduzir submedição, estimativas indevidas, leituras inconsistentes e perdas aparentes. Isso fortalece a receita sem depender necessariamente de aumento tarifário.

O quarto ganho está no atendimento. Quando a companhia consegue explicar o consumo com dados, gráficos, alertas e histórico, a conversa com o usuário muda. A conta deixa de ser apenas cobrança e passa a ser informação.

Riscos que precisam ser tratados

Apesar do potencial, IaaS no saneamento exige cautela. O primeiro risco é contratar tecnologia sem diagnóstico. Isso pode gerar uma solução bonita, mas desalinhada com os problemas reais. O segundo risco é deixar indicadores vagos. Sem SLA, metas, responsabilidades, penalidades, governança de dados e critérios de aceite, o contrato pode virar despesa recorrente sem desempenho comprovado.

O terceiro risco é a dependência tecnológica. A companhia precisa preservar soberania sobre seus dados, conhecer a arquitetura, exigir interoperabilidade e evitar aprisionamento a fornecedor único. O quarto risco é a cibersegurança. Quanto mais conectado o sistema, maior a necessidade de políticas de acesso, segmentação de rede, gestão de credenciais, resposta a incidentes e treinamento. O Banco Mundial inclui cibersegurança como um dos componentes da digitalização de utilities, justamente porque a modernização precisa vir acompanhada de proteção. (Banco Mundial⁠)

O quinto risco é subestimar a mudança cultural. Medição inteligente, dashboards e alertas não substituem o conhecimento acumulado dos profissionais que conhecem a rede, as pressões, os bairros, os clientes, os ciclos de leitura e as fragilidades do cadastro. O melhor resultado ocorre quando a tecnologia respeita e potencializa esse conhecimento.

Caminho de implantação para companhias de saneamento

A adoção de IaaS no saneamento pode seguir um roteiro prático.

Primeiro, deve-se definir o problema prioritário: perdas aparentes, baixa arrecadação, leitura manual cara, reclamações por conta alta, hidrômetros antigos, fraudes, baixa visibilidade de consumo, falta de dados por setor ou manutenção reativa.

Depois, é necessário organizar a base de dados. Cadastro comercial, ligações ativas, economias, idade dos hidrômetros, histórico de consumo, rotas de leitura, categorias, grandes consumidores e áreas críticas precisam estar minimamente confiáveis.

Em seguida, a companhia deve definir indicadores: redução de perdas aparentes, aumento de volume medido, redução de estimativas, tempo de detecção de vazamento, falhas de comunicação, acurácia de leitura, reclamações, incremento de arrecadação, economia operacional e disponibilidade do sistema.

Na sequência, deve-se escolher uma área piloto com massa crítica. O piloto precisa ser grande o suficiente para gerar dados reais, mas controlado o bastante para permitir acompanhamento próximo. A operação, o comercial, a TI, a engenharia, o atendimento e a regulação devem participar desde o desenho.

Por fim, o contrato precisa prever manutenção, atualização, suporte, integração, propriedade e acesso aos dados, segurança, treinamento, transparência e critérios de saída. IaaS no saneamento não pode ser apenas uma assinatura. Precisa ser uma parceria de desempenho.

A inteligência artificial entra onde?

A inteligência artificial pode ampliar o valor do modelo ao identificar padrões de consumo, prever falhas, apoiar manutenção preditiva, classificar anomalias, sugerir priorização de campo e gerar relatórios operacionais. Estudos recentes sobre redes de distribuição mostram a integração entre modelagem hidráulica, sensores, SCADA, gêmeos digitais e agentes de IA para monitoramento contínuo e decisão operacional. Um estudo publicado em 2026 demonstrou prova de conceito com EPANET, gêmeo digital e IA em uma rede com 1.164 nós, identificando uma simulação de vazamento de 30,1 L/s por meio de anomalias locais de vazão. (arXiv⁠)

Entretanto, IA sem dado confiável pode apenas acelerar decisões ruins. Por isso, antes de falar em algoritmo, é preciso falar em cadastro, medição, macromedição, setorização, regras operacionais, governança e capacitação. O profissional de saneamento continua sendo o centro da decisão. A IA deve ajudar a enxergar mais cedo, comparar cenários e reduzir tempo de resposta, mas a responsabilidade técnica permanece humana.

Por que os profissionais de saneamento são decisivos

Nenhum modelo de infraestrutura como serviço terá sucesso se ignorar quem mantém o saneamento funcionando todos os dias. O operador que percebe uma pressão fora do normal, o leiturista que conhece comportamento de consumo, o técnico que identifica ligação irregular, o engenheiro que interpreta o balanço hídrico, o atendente que traduz a conta para o cliente e o gestor que equilibra orçamento, regulação e operação são peças centrais.

A tecnologia pode trazer dados. Mas são os profissionais que transformam dados em decisão. A tecnologia pode emitir alerta. Mas são os profissionais que avaliam prioridade, risco, impacto e solução. A tecnologia pode automatizar leitura. Mas são os profissionais que garantem que o sistema seja justo, auditável e útil para a população.

Por isso, IaaS no saneamento deve ser visto como uma ferramenta de fortalecimento institucional. Quando bem implantado, o modelo pode reduzir improviso, dar previsibilidade financeira, antecipar vazamentos, melhorar faturamento, proteger o cliente e liberar as equipes para atuar de forma mais inteligente.

Conclusão

IaaS no saneamento representa uma mudança importante: sair da compra isolada de ativos para a gestão contínua de desempenho. O modelo pode ajudar companhias públicas e privadas a modernizar infraestrutura sem depender apenas de grandes desembolsos iniciais, especialmente em áreas como medição inteligente, controle de perdas, integração de dados e manutenção preventiva.

No entanto, o verdadeiro avanço não está na sigla. Está na capacidade de transformar infraestrutura em serviço confiável, dados em decisão e manutenção em rotina permanente. Para o Brasil, onde perdas de água, pressão regulatória e metas de universalização exigem respostas mais rápidas, o tema merece atenção.

A implantação precisa ser técnica, transparente e bem governada. Além disso, deve valorizar quem conhece o sistema por dentro. O futuro do saneamento não será construído apenas com sensores, dashboards e contratos inovadores. Será construído com profissionais preparados, dados confiáveis, operação forte e compromisso permanente com a água que chega à população.

Fontes consultadas

WaterWorld — Infrastructure as a Service aplicado a sistemas públicos de água. (Waterworld⁠)

Sustainability Partners — Caso Jackson, Mississippi, com AMI e Metering as a Service. (Sustainability Partners⁠)

Water Online — Resultados do Metering as a Service em Jackson. (Water Online⁠)

Sustainability Partners — Página técnica sobre Advanced Metering Infrastructure e Metering as a Service. (Sustainability Partners⁠)

AWWA — Infrastructure replacement e financing como desafios centrais do setor. (American Water Works Association⁠)

AWWA — State of the Water Industry 2026. (American Water Works Association⁠)

EPA — Drinking Water Infrastructure Needs Survey, com necessidade estimada de US$ 625 bilhões em 20 anos. (US EPA⁠)

Banco Mundial — Digital Water e digitalização de utilities. (Banco Mundial⁠)

Banco Mundial — Contratos baseados em desempenho para redução de perdas e transformação digital. (Banco Mundial⁠)

ANA — Norma de Referência nº 15/2025 sobre redução e controle de perdas. (Serviços e Informações do Brasil⁠)

CNN Brasil — Estudo sobre perdas de água tratada no Brasil. (CNN Brasil⁠)

UOL — Ranking do Saneamento 2026 e perdas nas 100 maiores cidades. (UOL Notícias⁠)

ArXiv — Estudo de 2026 sobre IA, gêmeos digitais, EPANET e gestão adaptativa de redes de água. (arXiv⁠)