Rompimento de adutora: lições do caso Copasa em BH

Cinco ocorrências em pouco mais de um mês. O novo rompimento de adutora registrado nesta segunda-feira (21) no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, colocou novamente a infraestrutura de abastecimento de água da Região Metropolitana sob atenção. A água atingiu imóveis, alagou a Rua Cedro, dificultou a circulação e obrigou a interrupção do abastecimento enquanto equipes trabalhavam no reparo. 

O episódio ganha relevância porque não está isolado. Segundo levantamento da Band, quatro outros rompimentos haviam ocorrido desde 19 de agosto, em Nova Granada, Cidade Nova, Milionários e no bairro Kennedy, em Contagem. Paralelamente, a Polícia Civil investiga uma suspeita apresentada pela Copasa de eventual ação deliberada nos quatro episódios anteriores. A hipótese de sabotagem permanece sob investigação e não há, até o momento, comprovação de que ela explique o rompimento de 21 de setembro. 

Para profissionais de saneamento, portanto, a questão mais importante não é procurar uma conclusão antes da investigação. É outra: como transformar uma sequência de falhas em inteligência para impedir a próxima ocorrência?

Esse é o ponto em que um rompimento deixa de ser apenas uma ordem de serviço emergencial e passa a ser um problema de gestão de ativos, hidráulica, manutenção, segurança operacional, atendimento ao cliente e resiliência.

O que aconteceu no Aglomerado da Serra

O vazamento ocorreu durante a madrugada de 21 de setembro na Rua Cedro, na Vila Fazendinha, no Aglomerado da Serra, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Imagens e relatos mostraram grande volume de água percorrendo a rua e atingindo imóveis. O episódio ocorreu próximo ao Centro de Saúde São Miguel Arcanjo. A Copasa informou que mobilizou atendimento prioritário e posteriormente comunicou que a manutenção estava em andamento, com previsão de conclusão ainda naquele dia. Após o serviço, o abastecimento seria restabelecido gradualmente. A empresa também informou que suas equipes vistoriaram imóveis para verificar possíveis impactos. 

Há uma diferença importante entre as primeiras informações disponíveis: a Band descreveu o ativo como uma adutora, enquanto a Rede 98 o classificou como rede de distribuição. Até as informações consultadas para esta reportagem, não havia sido localizada manifestação oficial detalhando material, diâmetro, idade ou causa da falha.

Essa diferença não é meramente semântica. Em engenharia de abastecimento, determinar exatamente qual ativo falhou é fundamental para avaliar pressão de operação, criticidade, população exposta, consequências hidráulicas e estratégia de renovação.

Cinco rompimentos em pouco mais de um mês

A sequência relatada pela imprensa foi:

  • 19 de agosto — Nova Granada, Belo Horizonte: rompimento na Rua Xapuri.
  • 5 de setembro — Cidade Nova, Belo Horizonte: rompimento na Praça Guimarães Rosa.
  • 7 de setembro — Milionários, Belo Horizonte: problema na Rua Caetano Pirri.
  • 8 de setembro — Kennedy, Contagem: ocorrência às margens da BR-040.
  • 21 de setembro — Aglomerado da Serra, Belo Horizonte: rompimento na Rua Cedro. 

O caso de Nova Granada mostra como uma falha pode desencadear consequências muito maiores que a troca de um trecho de tubo.

A Copasa informou que a estrutura envolvia uma tubulação de grande porte de 600 milímetros. A situação exigiu intervenção emergencial, mobilização contínua de equipes e posteriormente a implantação de um novo trecho. Durante uma etapa da obra, 43 bairros tiveram o abastecimento interrompido. A companhia chegou a mobilizar 17 equipes operacionais, seis equipes de logística e dez caminhões-pipa. 

Esse é um exemplo de por que a criticidade de uma adutora não pode ser medida apenas pelo seu valor patrimonial.

Uma tubulação pode representar poucos milhões de reais no cadastro de ativos, mas sua falha pode afetar dezenas de bairros, hospitais, escolas, trânsito, imóveis, comércio e a reputação da prestadora.

A causa de um rompimento raramente deve ser presumida

Em uma ocorrência desse tipo, existe uma tentação operacional perigosa: localizar o ponto, fechar registros, escavar, instalar uma peça de reparo, pressurizar novamente a rede e considerar o problema resolvido.

O reparo pode estar concluído. A investigação da falha, não.

Sistemas pressurizados estão sujeitos a diversos mecanismos de deterioração. Entre os fatores reconhecidos tecnicamente estão condição e idade da tubulação, corrosão, forças externas, características do solo e tráfego, além das condições hidráulicas de operação. Alterações bruscas na velocidade da água causadas por fechamento de válvulas, desligamento de bombas ou outros eventos também podem gerar transientes de pressão — o conhecido golpe de aríete. 

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, por exemplo, destaca que o gerenciamento de pressão ajuda simultaneamente a reduzir perdas, rompimentos e consumo energético. A International Water Association também trata o gerenciamento de pressão como uma das ferramentas centrais dos programas maduros de redução de perdas. 

Isso não significa afirmar que pressão elevada provocou os rompimentos da Copasa. Não existe informação pública suficiente para essa conclusão.

Significa apenas que uma investigação técnica robusta deveria eliminar ou confirmar hipóteses a partir de dados.

Da manutenção corretiva para a análise de causa raiz

Depois de uma sequência de ocorrências, avaliar cada rompimento isoladamente pode ser insuficiente.

O caminho mais consistente é procurar padrões.

Para cada falha, uma companhia pode cruzar informações como idade, fabricante, material, classe de pressão e histórico da tubulação; ocorrências anteriores no mesmo trecho; registros de pressão e vazão antes do rompimento; partidas e desligamentos de bombas; manobras de válvulas; obras executadas nas proximidades; histórico geotécnico; reclamações de vazamento; alterações recentes na configuração hidráulica; e estado físico do material retirado.

O trecho rompido pode, inclusive, ser tratado como evidência técnica.

Fratura, corrosão, deformação, espessura remanescente e condições das juntas podem contar uma história que não aparece no sistema corporativo.

Para os gestores, essa mudança é fundamental: consertar o tubo devolve o sistema à operação; compreender por que ele rompeu reduz a probabilidade de repetir a ocorrência.

O risco da reincidência no mesmo local

No Aglomerado da Serra, uma liderança comunitária afirmou à Rede 98 que o local já teria recebido intervenções diversas vezes e relatou episódios anteriores de falta d’água. Trata-se de relato de moradora, e não de confirmação técnica da Copasa, mas a informação merece atenção justamente porque reincidência é um dos sinais que um sistema de gestão de ativos deve investigar. 

Quando equipes retornam repetidamente ao mesmo trecho, uma pergunta precisa ser feita:

o problema está sendo eliminado ou apenas reparado?

Reincidências podem justificar investigação ampliada do trecho, da pressão da zona, do material, das conexões, das condições do terreno e até da estratégia de isolamento hidráulico.

Em determinados casos, substituir alguns metros sucessivamente custa mais ao longo do tempo do que renovar um segmento inteiro.

A regulação também transforma o rompimento em questão de gestão

A Resolução Arsae-MG nº 129 estabelece que o prestador deve assegurar a continuidade do abastecimento de água. A norma admite paralisações emergenciais diante de ameaça à integridade de pessoas, bens ou situações de emergência, mas determina registro de interrupções superiores a 12 horas e prevê abastecimento alternativo para áreas submetidas à intermitência, com prioridade para usuários que prestem serviços essenciais. 

Já a Resolução Arsae-MG nº 131 define continuidade como a disponibilização de água em quantidade satisfatória 24 horas por dia e atribui ao prestador a responsabilidade pela operação e manutenção. A norma ainda exige registro das situações de emergência e contingência e das providências adotadas, com manutenção dessas informações por 60 meses. 

Isso reforça outra lição.

Um rompimento precisa gerar dados estruturados, não apenas relatórios de conclusão da manutenção.

Esses registros alimentam análise de risco, planejamento de renovação, fiscalização, dimensionamento de equipes e futuras decisões de investimento.

A própria Copasa já investe em tecnologia contra perdas

O desafio não começa do zero.

A Copasa informou que encerrou 2025 com investimentos de aproximadamente R$ 2,9 bilhões e redução do indicador de perdas na distribuição de 38,1% para 35,6%. Entre as iniciativas citadas pela companhia estão detecção de vazamentos com satélite e inteligência artificial, substituição de redes por métodos não destrutivos, automação e fortalecimento de controles operacionais. Parte da redução do indicador também decorreu de alteração metodológica regulatória, fato reconhecido pela própria empresa. 

Para 2026, o plano de investimentos corporativo prevê R$ 3,1 bilhões no conjunto das atividades da companhia. 

A oportunidade, portanto, está em integrar ainda mais essas tecnologias à gestão da saúde dos ativos críticos.

Detectar vazamentos é importante. Detectar sinais que antecedem uma ruptura de alta consequência pode ser ainda mais valioso.

Sanepar mostra como inspecionar adutoras sem interromper o serviço

Um benchmark brasileiro diretamente relacionado ao problema está no Paraná.

A Sanepar iniciou em 2025 um programa para inspecionar 110 quilômetros de adutoras que atendem mais de 4,1 milhões de pessoas, utilizando sensores inteligentes em formato de esfera que percorrem as tubulações.

O objetivo é identificar vazamentos e bolsas de ar com precisão, sem necessidade de interromper o abastecimento. 

A companhia também utiliza hidrofones, sensores de pressão, imagens de satélite e outras tecnologias para investigação de perdas. Em municípios do litoral paranaense, cem pontos de telemetria monitoram redes de água em tempo real. 

O conceito é simples: quanto maior a consequência da falha, menor deve ser a dependência de descobrir o problema apenas depois que a água aparece na superfície.

Aegea testa o conceito de gêmeo digital em Manaus

Outro exemplo brasileiro vem de Manaus.

Caso divulgado pela International Water Association descreve a aplicação de uma plataforma de gêmeo digital em uma área com aproximadamente 10 mil clientes e 61,4 quilômetros de rede.

A solução integrou informações de GIS, faturamento, supervisão operacional e modelo hidráulico. Entre as aplicações estavam a simulação de rompimentos, desligamentos de bombas, operação de válvulas e outros eventos.

Segundo o estudo de caso, a integração reduziu o tempo de percepção e resposta aos eventos da rede. 

Essa abordagem pode ser especialmente interessante para adutoras críticas.

Antes mesmo da ocorrência, modelos hidráulicos permitem responder perguntas como: quais bairros ficarão sem água se determinado trecho romper? Quais registros precisam ser fechados? Quanto tempo o isolamento levará? Há rota alternativa? Qual reservatório perderá autonomia primeiro?

Em uma emergência real, minutos economizados nessa tomada de decisão podem representar milhares ou milhões de litros de água e menor impacto aos clientes.

O que Londres está fazendo com sensores, satélite e IA

Em agosto de 2026, a Thames Water informou possuir mais de 75 mil sensores acústicos instalados em sua rede.

A empresa também relatou que um teste com tecnologia de satélite ajudou a identificar mais de 800 vazamentos, com economia estimada em 8,7 milhões de litros de água por dia. Segundo a companhia, as perdas foram reduzidas em mais de 15% desde 2019/2020 e mais de mil vazamentos estavam sendo reparados semanalmente. 

O resultado não demonstra que sensores eliminam rompimentos. Nenhuma tecnologia faz isso.

O aprendizado é outro: redes extensas demais para serem inspecionadas manualmente exigem um sistema permanente de vigilância.

Singapura monitora sinais hidráulicos antes da emergência

O sistema WaterWiSe, desenvolvido pela PUB de Singapura, é outro exemplo.

A infraestrutura reúne dados de pressão, acústica, vazão e qualidade da água em centenas de pontos da rede. Pesquisadores também desenvolveram métodos capazes de interpretar transientes de pressão associados a vazamentos e rompimentos simulados, ajudando a localizar anomalias. 

A lógica muda completamente a manutenção.

Em vez de esperar o cliente avisar que existe água correndo pela rua, o próprio sistema identifica que alguma coisa hidráulica anormal acabou de acontecer.

A tendência internacional é medir a saúde do ativo

O regulador britânico Ofwat trata rompimentos de redes por mil quilômetros como indicador de saúde dos ativos e vem ampliando a cobrança sobre a capacidade das companhias de conhecer condição, criticidade e risco de sua infraestrutura. 

Em maio de 2026, o regulador propôs uma nova obrigação para que empresas demonstrem que seus sistemas de gestão de ativos são adequados, inclusive por certificação ou avaliação independente qualificada. A lógica apresentada pelo Ofwat é direta: boa gestão de ativos deve evitar que envelhecimento da infraestrutura se transforme em rompimentos, interrupções e reparos reativos no futuro. 

É uma tendência relevante para o saneamento brasileiro.

O indicador estratégico não deveria ser somente “quantos vazamentos foram consertados”.

Também importa saber quantos foram prevenidos.

O que gestores de saneamento deveriam acompanhar

Uma sequência de rompimentos oferece oportunidade para rever indicadores. Entre os mais úteis estão:

  1. rompimentos por 100 quilômetros ou 1.000 quilômetros de rede, separados por material, idade e diâmetro;
  2. percentual de ocorrências reincidentes no mesmo trecho;
  3. tempo entre início do evento, detecção, isolamento e reparo;
  4. volume estimado perdido durante grandes ocorrências;
  5. quantidade de clientes e minutos de abastecimento interrompido;
  6. percentual das adutoras críticas com avaliação atualizada de condição;
  7. número e intensidade de transientes hidráulicos registrados;
  8. quantidade de ativos classificados como alto risco pela combinação entre probabilidade e consequência;
  9. prazo de atendimento com abastecimento alternativo a hospitais, escolas e unidades essenciais;
  10. custo total da falha, incluindo reparo, recomposição urbana, logística, atendimento e eventuais danos.

Esse último indicador é frequentemente subestimado.

Uma tubulação barata pode ser um ativo extremamente caro quando falha.

Cinco ações corretivas que uma sequência assim deveria provocar

A primeira é realizar análise de causa raiz individual e sistêmica. Não basta registrar “rompimento de rede”. É necessário identificar mecanismo provável de falha e verificar se ele aparece em outros ativos semelhantes.

A segunda é construir um ranking de criticidade das adutoras, combinando probabilidade de falha e consequência. Diâmetro, pressão, idade, redundância, população abastecida, hospitais, travessias, edificações próximas e dificuldade de manutenção devem entrar na análise.

A terceira é ampliar monitoramento contínuo de pressão e vazão, principalmente nos corredores mais críticos. Alarmes inteligentes podem identificar padrões incompatíveis com a operação normal.

A quarta é testar modelos hidráulicos e planos de contingência antes da emergência. Uma sala de controle deveria saber previamente como isolar cada trecho crítico e como redistribuir água.

A quinta é conectar manutenção ao relacionamento com o cliente. Comunicação de previsão, atualização frequente, abastecimento alternativo, atendimento aos imóveis atingidos e acompanhamento pós-evento são partes da resposta operacional — não atividades periféricas.

O profissional de campo continua sendo decisivo

Digitalização não elimina a importância das equipes.

Sensores podem apontar uma anomalia. Algoritmos podem localizar a região provável. Modelos podem indicar a melhor manobra.

Mas é o conhecimento de engenheiros, técnicos, operadores, encanadores, mecânicos e equipes de campo que interpreta o sistema real, reconhece condições não cadastradas, trabalha dentro da vala, identifica o modo de falha e devolve a infraestrutura à operação.

Quanto mais digital se torna uma companhia, mais valioso se torna o profissional capaz de combinar experiência operacional com dados.

Esse talvez seja um dos principais aprendizados para quem trabalha no saneamento.

Conclusão: o quinto rompimento precisa gerar mais que o quinto reparo

A ocorrência no Aglomerado da Serra ainda precisa de esclarecimentos técnicos. Não há informação pública suficiente para atribuir causa ao episódio, e seria precipitado associá-lo automaticamente às suspeitas investigadas nos quatro rompimentos anteriores.

Mas cinco ocorrências em pouco mais de um mês oferecem motivo suficiente para uma avaliação mais ampla.

O rompimento de adutora deve ser tratado como evento de gestão de ativos, e não somente de manutenção corretiva.

As experiências da Sanepar, da operação de Manaus, da Thames Water e da PUB mostram que o setor está avançando para redes mais instrumentadas, modelos hidráulicos integrados, inspeção interna, sensores acústicos, inteligência artificial, telemetria e decisões baseadas em risco.

Nenhuma dessas ferramentas consegue garantir que uma tubulação nunca romperá.

O objetivo é outro: descobrir quais ativos apresentam maior risco, reconhecer sinais antecipadamente, reduzir a frequência das falhas e diminuir drasticamente suas consequências quando elas ocorrerem.

Para uma companhia de saneamento, o melhor rompimento não é aquele reparado rapidamente.

É aquele que a gestão de ativos conseguiu evitar.

Fontes e referências

Estado de Minas — Tubulação da Copasa rompe e água invade casas no Aglomerado da Serra — 21/09/2026.
Acessar reportagem⁠

Band Minas — 5º rompimento de adutora da Copasa em pouco mais de um mês — 21/09/2026.
Acessar reportagem⁠

Rede 98 — Rompimento de adutora alaga rua no Aglomerado da Serra; região segue sem água — 21/09/2026.
Acessar reportagem⁠

Copasa — Manutenção da adutora de Nova Granada e assistência à família afetada — 20/08/2026.
Acessar publicação oficial⁠

Copasa — Boletim diário de abastecimento da RMBH, 11ª edição — 06/09/2026.
Acessar publicação oficial⁠

ARSAE-MG — Resolução nº 129/2019, condições para prestação do abastecimento de água.
Acessar resolução⁠

ARSAE-MG — Resolução nº 131/2019, condições gerais da prestação dos serviços.
Acessar resolução⁠

Copasa — Resultados de 2025: investimentos, perdas e tecnologias para detecção de vazamentos — 09/03/2026.
Acessar publicação oficial⁠

Sanepar — Uso de esferas inteligentes para inspeção de 110 km de adutoras — 04/09/2025.
Acessar publicação oficial⁠

Sanepar — Sensores inteligentes e telemetria para monitoramento de redes — 05/02/2026.
Acessar publicação oficial⁠

International Water Association — Digital twin/OpenFlows WaterSight aplicado em Manaus.
Acessar estudo de caso⁠

International Water Association — Pressure Management for Network Optimization.
Acessar referência técnica⁠

Thames Water — Satellites, AI and acoustic sensors for leakage detection — 24/08/2026.
Acessar publicação⁠

PUB Singapore — WaterWiSe e monitoramento de transientes e rompimentos.
Acessar referência técnica⁠

U.S. EPA — Drinking Water Distribution System: Pressure Management.
Acessar referência técnica⁠

American Water Works Association — Engineering Modeling Applications: Transient Modeling.
Acessar referência técnica⁠

Ofwat — Asset Health e gestão de infraestrutura do setor de água.
Acessar referência regulatória⁠

Ofwat — Proposta de novas obrigações sobre competência em gestão de ativos — 20/05/2026.
Acessar publicação⁠