Telemetria transforma hidrômetro comum em inteligente

Um hidrômetro antigo pode entrar na era digital sem ser substituído

Uma companhia de água do norte da Espanha acaba de receber o módulo de número 3 milhões de uma tecnologia capaz de transformar hidrômetros mecânicos compatíveis em equipamentos comunicantes. Mais importante que o marco comercial alcançado pela fabricante Itron é o conceito por trás da solução: digitalizar parte do parque existente sem necessariamente substituir imediatamente o medidor completo.

O equipamento foi destinado ao Consorcio de Aguas Bilbao Bizkaia (CABB), operador público que atende mais de 1 milhão de habitantes em mais de 100 municípios da província de Bizkaia, na Espanha.

Antes da implantação dos módulos de comunicação, segundo a divulgação da Itron, parte da operação dependia de leitura manual. Agora, dados podem ser coletados por infraestrutura AMI — Advanced Metering Infrastructure — ou por leitura móvel do tipo drive-by.

Isso muda muito mais do que a produtividade dos leituristas.

Quando a telemetria de hidrômetros é integrada ao faturamento, à gestão de perdas, aos sistemas comerciais e à operação, o hidrômetro deixa de ser apenas o equipamento que determina quantos metros cúbicos serão faturados.

Ele passa a funcionar também como um sensor da rede.

E é justamente nesse ponto que o caso espanhol merece atenção das companhias brasileiras.

O que aconteceu em Bilbao Bizkaia

A Itron informou em 21 de setembro de 2026 que entregou ao Consorcio de Aguas Bilbao Bizkaia seu módulo Cyble 5 de número 3 milhões.

O Cyble 5 é instalado sobre hidrômetros mecânicos compatíveis e transforma a informação gerada pelo medidor em dados que podem ser coletados remotamente.

A proposta é particularmente interessante porque separa duas funções que muitas vezes são tratadas como uma única decisão tecnológica: medir a água e comunicar a medição.

Em vez de necessariamente retirar um hidrômetro mecânico operacional para instalar um equipamento completamente novo, determinadas arquiteturas permitem acrescentar capacidade de comunicação ao medidor existente.

Segundo a Itron, o módulo pode operar tanto com leitura móvel quanto integrado a uma infraestrutura AMI. Os dados são posteriormente administrados pelo Temetra, plataforma de gerenciamento de dados de medição utilizada pela empresa.

No CABB, a mudança aumenta a disponibilidade das informações de consumo e pode apoiar faturamento, análise de comportamento, identificação de anomalias e respostas mais rápidas diante de possíveis vazamentos ou rompimentos.

Há, entretanto, uma distinção importante: o comunicado foi publicado pela própria fornecedora da tecnologia. Portanto, as afirmações sobre benefícios do projeto devem ser interpretadas como informações institucionais da implantação, e não como uma avaliação independente de desempenho econômico do sistema.

O que realmente muda com a telemetria de hidrômetros

Em um sistema tradicional, a informação permanece fisicamente no mostrador do hidrômetro até alguém chegar ao local e realizar a leitura.

Isso cria um intervalo entre o momento em que alguma coisa acontece e o momento em que a companhia percebe.

Imagine uma ligação que normalmente consome 15 m³ por mês e passa a registrar fluxo contínuo durante as madrugadas.

Com leitura mensal, o problema pode permanecer durante dias ou semanas.

Com dados mais frequentes, algoritmos relativamente simples podem identificar consumo contínuo em horários nos quais deveria existir pouco ou nenhum consumo.

A companhia passa então da lógica:

ler → faturar → descobrir o problema

para uma lógica potencialmente mais avançada:

medir → transmitir → analisar → identificar → agir → faturar.

Essa diferença transforma a telemetria de hidrômetros em ferramenta simultaneamente comercial e operacional.

Um hidrômetro inteligente não é apenas um hidrômetro eletrônico

Existe uma confusão frequente nesse debate.

Medição inteligente não significa necessariamente que todo hidrômetro precise ser substituído por um dispositivo eletrônico totalmente novo.

Existem diferentes arquiteturas.

Um hidrômetro mecânico compatível pode receber um módulo capaz de captar seus pulsos ou informações de medição e transmiti-los. Em outros projetos, instala-se um medidor já desenvolvido com comunicação incorporada.

Também existem diferentes formas de coletar os dados.

Na leitura drive-by, um veículo equipado com receptor percorre determinada região e coleta automaticamente as informações transmitidas pelos equipamentos.

Isso já elimina parte da leitura manual.

Uma infraestrutura AMI vai além. Os dispositivos transmitem informações através de uma rede de comunicação até sistemas centrais, permitindo coleta muito mais frequente e reduzindo a necessidade de passar fisicamente próximo de cada hidrômetro.

A escolha entre essas arquiteturas depende de cobertura, densidade urbana, custo de comunicação, bateria, disponibilidade de rede, frequência necessária dos dados e retorno econômico esperado.

O dado de consumo passa a ter vários clientes dentro da companhia

Esse talvez seja um dos aspectos menos percebidos da telemetria de hidrômetros.

Tradicionalmente, o principal usuário da leitura é a área comercial.

Ela precisa saber quanto o cliente consumiu para faturar.

Com medição inteligente, outras áreas passam a consumir o mesmo dado.

A gestão de perdas pode procurar fluxos contínuos e anomalias.

A operação pode cruzar comportamento de consumo com pressão e vazão dos setores.

O atendimento pode analisar o histórico antes de responder a uma reclamação de consumo.

A fiscalização pode selecionar situações atípicas para inspeção.

A área comercial pode identificar alterações relevantes no perfil de grandes consumidores.

A engenharia pode compreender melhor curvas reais de demanda.

E o cliente pode receber informações mais frequentes sobre o próprio consumo.

Consequentemente, o retorno de um projeto não deveria ser calculado exclusivamente pela economia com leitura.

O Reino Unido mostra o tamanho dessa transformação

A Inglaterra e o País de Gales fornecem um dos benchmarks mais importantes atualmente.

No ciclo regulatório PR24, a Ofwat autorizou mais de £1,7 bilhão para a implantação de 10,4 milhões de hidrômetros inteligentes entre 2025 e 2030.

O objetivo não está restrito ao faturamento.

A estratégia está diretamente relacionada à redução do consumo e das perdas. A Ofwat estabeleceu ainda expectativa de redução adicional de 17% nas perdas no período 2025-2030.

Os resultados já observados em algumas utilities ajudam a explicar essa estratégia.

Relatório sobre smart metering publicado pela Ofwat registra que análises da Anglian Water indicaram redução média de aproximadamente 10 litros por residência por dia em vazamentos do lado do consumidor para cada smart meter instalado.

O documento também registra que Anglian Water e Severn Trent observaram que aproximadamente 75% dos clientes corrigem vazamentos após serem notificados.

Outro dado chama atenção: a Severn Trent verificou que os smart meters permitiram identificar vazamentos ou fluxos contínuos 104 dias antes do que ocorreria utilizando dados de AMR.

Isso mostra por que frequência de informação pode valer tanto quanto a própria medição.

Brasil começa a ampliar a escala

A experiência brasileira também avançou significativamente.

Em fevereiro de 2026, a Sabesp anunciou um projeto para substituir 4,4 milhões de hidrômetros por equipamentos inteligentes em São Paulo e São José dos Campos.

Segundo o Governo do Estado de São Paulo, os novos equipamentos permitirão transmissão mais ágil dos dados e acompanhamento do consumo de água pelos clientes em intervalos de uma hora pelo aplicativo da companhia.

O movimento representa uma mudança de escala.

Em seu relatório de sustentabilidade referente a 2023, a Sabesp informava possuir 161.027 hidrômetros inteligentes instalados ao final daquele ano.

A passagem de projetos de centenas de milhares de dispositivos para milhões demonstra que a medição inteligente começa a deixar a condição de experimento tecnológico para entrar no planejamento estrutural das utilities.

Outras companhias brasileiras seguem caminhos diferentes

Não existe apenas um modelo de digitalização.

A Águas Guariroba, operação da Aegea em Campo Grande, desenvolveu um projeto denominado Hidrômetros Inteligentes: Telemetria em Rede Colaborativa.

A solução utiliza smartphones para captar e transmitir informações dos hidrômetros de grandes clientes para os servidores da concessionária.

O projeto mostra algo importante: infraestrutura inteligente não precisa necessariamente seguir uma única arquitetura de comunicação.

Enquanto isso, a Iguá informa utilizar o SmartMetric Sentinel, plataforma que combina machine learning e regras operacionais para identificar e priorizar anomalias de consumo a partir de alertas de smart meters e históricos de leitura.

A empresa também utiliza outras ferramentas de análise de dados, automação e telemetria na gestão de perdas.

Já a Sanepar adotou sensores, inteligência artificial, telemetria, monitoramento de pressão e outras ferramentas para direcionar a identificação de vazamentos.

São abordagens diferentes para o mesmo princípio: quanto maior a visibilidade sobre o comportamento da água, menor precisa ser o intervalo entre o surgimento de um problema e a resposta da companhia.

A regulação brasileira passou a reconhecer essa lógica

A transformação também chegou ao ambiente regulatório.

A Norma de Referência ANA nº 15/2025 estabelece diretrizes para gestão da redução progressiva e controle de perdas nos sistemas de distribuição de água.

A norma diferencia perdas reais e aparentes e exige que os prestadores estruturem diagnósticos e planos de gestão.

Mais importante para esse debate, a NR permite expressamente a inclusão de tecnologias inovadoras nesses planos.

Entre os exemplos citados estão:

  • sistemas de telemetria;
  • sensores de pressão;
  • sensores de vazão;
  • sensores de ruído;
  • modelos de previsão de vazamentos;
  • softwares de georreferenciamento;
  • medição inteligente.

Portanto, a discussão brasileira sobre telemetria de hidrômetros não é mais apenas uma questão de inovação tecnológica.

Ela começa a se relacionar diretamente com planejamento de perdas, indicadores, regulação e eficiência econômica.

O impacto comercial pode ser tão importante quanto o operacional

Para uma gerência comercial, a medição inteligente cria aplicações particularmente relevantes.

A primeira é reduzir estimativas de consumo provocadas por impossibilidade de leitura.

A segunda é melhorar a qualidade do faturamento.

A terceira é antecipar reclamações.

Considere um cliente que normalmente consome 12 m³ e passa repentinamente para 40 m³.

No modelo tradicional, a companhia pode descobrir a anomalia apenas no fechamento da leitura.

A conta é emitida.

O cliente se surpreende.

Abre uma reclamação.

O atendimento inicia uma investigação.

Uma equipe pode precisar realizar vistoria.

Com dados frequentes, determinados desvios podem ser identificados antes do faturamento.

Isso não significa que todo aumento seja vazamento ou erro. O consumo pode ser legítimo.

Entretanto, a informação cria uma oportunidade de análise preventiva.

Grandes consumidores podem ser o melhor ponto de partida

Nem toda companhia precisa começar instalando centenas de milhares de dispositivos.

Em determinadas situações, grandes consumidores podem produzir retorno mais rápido.

Hospitais, indústrias, shopping centers, hotéis, condomínios, órgãos públicos e grandes estabelecimentos comerciais possuem consumos suficientemente relevantes para justificar acompanhamento mais frequente.

Uma anomalia detectada rapidamente nesses clientes pode representar volumes significativamente maiores que centenas de pequenas ligações residenciais.

Além disso, acompanhar curvas de consumo ajuda a melhorar previsão de receita e relacionamento com contas estratégicas.

A telemetria de hidrômetros, portanto, pode ser implantada de forma segmentada antes da massificação.

O verdadeiro desafio começa depois da instalação

Comprar equipamentos é provavelmente a parte mais simples.

Transformar milhões de leituras em decisões operacionais é mais difícil.

Uma companhia que passa de uma leitura mensal para leituras horárias aumenta drasticamente o volume de dados produzido por cada ligação.

Multiplique isso por centenas de milhares ou milhões de hidrômetros.

Surge então uma nova infraestrutura digital que precisa envolver sistemas comerciais, bancos de dados, analytics, integração com GIS, segurança cibernética, gestão de dispositivos e processos operacionais.

Não basta gerar um alerta.

Alguém precisa receber o alerta.

É necessário definir sua prioridade.

Depois, decidir se o cliente será comunicado ou se uma equipe será enviada.

Posteriormente, é necessário registrar o resultado.

Caso contrário, a companhia cria milhares de alertas que ninguém consegue transformar em ação.

O que pode dar errado

Projetos de medição inteligente também apresentam riscos.

Um deles é instalar tecnologia antes de definir o problema que ela deve resolver.

Outro é calcular o retorno apenas pela redução do custo de leitura.

Também existem questões relacionadas a duração das baterias, cobertura de comunicação, interoperabilidade, integração com sistemas legados, obsolescência tecnológica, disponibilidade de peças, dependência de fornecedores e segurança dos dados.

Existe ainda uma questão metrológica fundamental.

Telemetria não corrige hidrômetro que mede mal.

Se o medidor estiver submedindo, adicionar comunicação apenas transmitirá com maior velocidade uma medição inadequada.

Por isso, gestão de idade do parque, dimensionamento dos hidrômetros, qualidade metrológica e estratégia de substituição continuam indispensáveis.

Como avaliar um projeto antes de comprar tecnologia

Para gestores, a decisão deveria começar pelo problema operacional, e não pelo equipamento.

Algumas perguntas ajudam a estruturar a análise:

  • Qual percentual das leituras atualmente é estimado?
  • Quanto custa realizar a leitura?
  • Quantas ocorrências de consumo anormal chegam ao atendimento?
  • Quanto tempo a companhia leva para detectar vazamentos internos?
  • Quais clientes representam maior receita?
  • Qual parcela das perdas aparentes está associada à medição?
  • Qual frequência de dados realmente gera valor?
  • A infraestrutura de comunicação cobre a área?
  • Os hidrômetros existentes são compatíveis com módulos?
  • O sistema comercial consegue receber dados mais frequentes?
  • Quem tratará os alertas?
  • Qual será o custo total durante todo o ciclo de vida?
  • Como será medida a economia obtida?

Essas perguntas podem evitar um erro comum: transformar digitalização em aquisição de equipamentos sem transformação dos processos.

Uma oportunidade pouco percebida: usar dados para priorizar equipes

A tecnologia não elimina a importância do profissional de campo.

Na realidade, pode aumentar sua produtividade.

O melhor resultado ocorre quando algoritmos e sensores reduzem o universo de possibilidades e direcionam equipes para locais com maior probabilidade de problema.

Em vez de procurar uma anomalia em milhares de ligações, o profissional recebe uma lista priorizada.

Esse conceito já aparece em outras aplicações brasileiras.

A Sanepar, por exemplo, informou utilizar tecnologias para direcionar pesquisas de vazamentos e aumentar a produtividade das equipes.

Digitalização, portanto, não significa substituir experiência operacional.

Significa usar dados para fazer essa experiência chegar mais rapidamente ao lugar certo.

A grande lição de Bilbao para o Brasil

O marco de 3 milhões de módulos Cyble 5 não deveria ser interpretado apenas como uma notícia sobre uma fabricante.

Existe uma questão estratégica muito maior.

Companhias possuem milhões de hidrômetros mecânicos instalados. Substituir todo esse parque simultaneamente pode exigir investimentos elevados, planejamento logístico complexo e anos de execução.

Tecnologias capazes de adicionar comunicação a medidores compatíveis criam uma possível estratégia intermediária.

Parte do parque pode ser digitalizada.

Novos hidrômetros podem nascer preparados para comunicação.

Clientes prioritários podem receber telemetria primeiro.

Áreas críticas podem utilizar AMI.

Outras regiões podem permanecer temporariamente com leitura móvel.

A transformação pode, portanto, ocorrer em camadas.

Lições para profissionais de saneamento

O caso oferece pelo menos cinco aprendizados.

Primeiro: o hidrômetro precisa ser visto como ativo de informação, e não apenas como equipamento de faturamento.

Segundo: medição inteligente pode beneficiar simultaneamente comercial, atendimento, perdas, operação, engenharia e clientes.

Terceiro: frequência de dados só produz resultado quando existe processo capaz de transformar anomalias em ações.

Quarto: a estratégia tecnológica não precisa ser igual para toda a base de clientes.

Quinto: a competência das equipes continuará sendo decisiva. Quanto mais digitalizada a operação, maior será a necessidade de profissionais capazes de interpretar dados, compreender hidráulica, medição, processos comerciais e comportamento dos consumidores.

Conclusão: o hidrômetro está mudando de função

Durante décadas, a principal pergunta feita ao hidrômetro foi simples:

quanto o cliente consumiu?

A telemetria de hidrômetros acrescenta novas perguntas.

O consumo está normal?

Existe fluxo contínuo?

O comportamento mudou?

Pode existir vazamento?

O dado é consistente?

Há alguma anomalia que precisa ser investigada?

A ligação está consumindo em horários inesperados?

É possível agir antes da próxima fatura?

Essa mudança transforma a medição em uma das principais fronteiras entre gestão comercial e operação.

Bilbao Bizkaia mostra que essa evolução não precisa necessariamente começar pela substituição completa de todo o parque. Dependendo da tecnologia, da compatibilidade dos equipamentos e da análise econômica, a inteligência pode ser adicionada progressivamente à infraestrutura existente.

No Brasil, a combinação entre grandes programas de smart metering, experiências de diferentes concessionárias e a nova estrutura regulatória para redução de perdas tende a acelerar essa discussão.

O desafio para as companhias será evitar que a transformação termine na instalação do equipamento.

Porque o verdadeiro valor da telemetria de hidrômetros não está em transmitir uma leitura.

Está em conseguir transformar cada nova informação em menos perdas, faturamento mais confiável, atendimento preventivo, maior produtividade e decisões melhores.

Fontes e referências

Itron / GlobeNewswire
Consorcio de Aguas de Bilbao Bizkaia in Northern Spain Receives Itron’s 3 Millionth Cyble 5 Module
21 de setembro de 2026
Acessar a publicação

ANA — Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
Resolução ANA nº 275/2025 — Norma de Referência nº 15/2025: gestão de redução progressiva e controle de perdas
18 de dezembro de 2025
Consultar a NR ANA nº 15/2025

ANA — Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
Manual orientativo sobre a Norma de Referência ANA nº 15/2025
2026
Consultar o manual da ANA

Governo do Estado de São Paulo / Sabesp
São Paulo inicia projeto de 4,4 milhões de hidrômetros inteligentes
11 de fevereiro de 2026
Consultar a publicação oficial

Sabesp
Relatório de Sustentabilidade 2023 — projetos de IoT e hidrômetros inteligentes
Consultar o relatório da Sabesp

Ofwat
Leakage — investimentos, metas e implantação de smart meters no ciclo PR24
Consultar os dados da Ofwat

Ofwat
Smart Metering Report — resultados e aprendizados de Anglian Water e Severn Trent
Consultar o relatório de smart metering

Iguá Saneamento
Relatório Integrado 2025 — SmartMetric Sentinel, telemetria, automação e gestão de perdas
Consultar o Relatório Integrado da Iguá

Sanepar
Paraná tem um dos menores índices de perdas de água do país — tecnologias de monitoramento, sensores e IA
Consultar a publicação da Sanepar

Aegea / Águas Guariroba
Hidrômetros Inteligentes: Telemetria em Rede Colaborativa
Consultar o projeto de hidrômetros inteligentes