Um projeto europeu de € 4,43 milhões pretende enfrentar um problema que começa justamente onde grande parte das tecnologias atuais termina: o que fazer com os PFAS depois que eles são retirados da água? O LIFEDESTINY combinará concentração, tratamento de solos e lodos, feixe de elétrons, processos térmicos, validação analítica e tratamento dos resíduos resultantes com o objetivo de avançar na destruição de PFAS, em vez de simplesmente transferi-los de uma fase para outra. (iba-worldwide.com)
A iniciativa, coordenada pela belga IBA, começou em setembro de 2026 e está prevista para seguir até agosto de 2030. Do custo elegível de aproximadamente € 4,428 milhões, até € 2,652 milhões serão financiados pela União Europeia, correspondentes a 60% do projeto. A ambição de longo prazo é criar as bases técnicas para um centro industrial capaz de receber diferentes correntes contaminadas por PFAS. (Iba Worldwide)
Para profissionais de saneamento, porém, o ponto mais relevante não está no valor investido.
Está no conceito.
Estações de tratamento conseguem remover determinados PFAS com carvão ativado granular, resinas de troca iônica ou membranas. Entretanto, o contaminante não necessariamente desaparece: pode terminar no carvão exaurido, na resina, no concentrado da osmose reversa, no lodo ou em outro fluxo residual.
O LIFEDESTINY pretende avançar justamente nesse elo ainda incompleto da cadeia.
O que aconteceu
LIFEDESTINY significa DEmonstration of Sustainable Technologies for INnovative PFAS remediation strategy. O consórcio pretende demonstrar um sistema integrado aplicável a águas residuárias industriais, solos contaminados, lodos e carvão ativado granular — GAC — já utilizado e carregado de PFAS. (iba-worldwide.com)
A cadeia proposta começa na preparação da matriz contaminada, passa pela extração ou concentração dos PFAS, segue para tecnologias de destruição e chega à validação analítica, neutralização dos compostos de flúor produzidos e avaliação da possibilidade de reutilização de resíduos tratados. (Atlas WTS)
A IBA entra com uma tecnologia de feixe de elétrons baseada em seu acelerador Rhodotron. A Haemers Technologies participa da rota de tratamento térmico de solos e lodos. A NOVOBIOM trabalhará com biossurfactantes para extração e concentração. CEBEDEAU atuará na concentração de PFAS em efluentes industriais e na validação do processo. Carmeuse Europe desenvolverá soluções para neutralização de efluentes contendo fluoreto. BESIX Environment, DEME Environnement e outros parceiros trabalharão na integração, obtenção de correntes reais e aumento de escala. (Iba Worldwide)
É uma arquitetura relevante porque reconhece que destruição de PFAS não pode ser avaliada olhando apenas a concentração no efluente final.
Remover PFAS não significa destruir PFAS
Essa distinção é essencial.
Nos Estados Unidos, a EPA considera carvão ativado granular, troca iônica seletiva e osmose reversa/nanofiltração entre as tecnologias disponíveis para controle de PFAS em água potável. Elas podem ser extremamente eficientes para produzir água com baixas concentrações do contaminante. (US EPA)
Entretanto, são predominantemente tecnologias de separação.
No carvão ativado, os PFAS ficam adsorvidos no meio filtrante.
Nas resinas, acumulam-se no material de troca iônica.
Na osmose reversa, grande parte migra para uma corrente concentrada.
Portanto, uma ETA pode apresentar água tratada excelente e, simultaneamente, criar uma segunda questão operacional: como gerenciar o resíduo concentrado?
Esse problema tende a ficar mais relevante à medida que limites regulatórios diminuem e mais sistemas implantam tratamento.
A própria EPA, em sua orientação atualizada de 2026 sobre destruição e destinação de materiais contendo PFAS, ressalta a importância de avaliar não apenas a redução dos compostos-alvo, mas também emissões, produtos de transformação, destinação final e possibilidade de liberação ambiental. A agência ainda considera várias tecnologias emergentes como áreas que demandam validação adicional. (US EPA)
É nesse cenário que o LIFEDESTINY ganha importância.
Como funciona a destruição de PFAS por feixe de elétrons
PFAS são conhecidos pela grande estabilidade das ligações entre carbono e flúor. Essa característica ajuda a explicar tanto suas aplicações industriais quanto sua persistência ambiental.
O feixe de elétrons utiliza radiação ionizante para provocar reações extremamente rápidas no meio tratado. Quando os elétrons interagem com a água ocorre radiálise, formando espécies químicas muito reativas, incluindo elétrons hidratados e radicais.
Essas espécies podem atacar moléculas de PFAS e iniciar processos de quebra molecular e defluoração.
O princípio não é puramente teórico.
Um estudo publicado em 2026 na revista Environmental Science & Technology avaliou feixes de elétrons de alta energia em PFOA, PFOS e outros PFAS. Sob condições otimizadas — incluindo meio fortemente alcalino e baixo oxigênio dissolvido — os pesquisadores observaram destruição superior a 99% de PFOA e PFOS em determinadas doses. Ensaios com água subterrânea, efluente, regenerado de troca iônica e concentrado de osmose reversa também mostraram forte influência da composição da matriz sobre o desempenho. Em um concentrado de RO rico em matéria orgânica, por exemplo, a remoção total ficou em torno de 50%, mostrando que água real pode se comportar de maneira muito diferente da água de laboratório. (ACS Publications)
Esse detalhe é decisivo.
Desaparecer da análise não basta
Um dos maiores riscos na avaliação de tecnologias para destruição de PFAS é confundir redução do composto original com mineralização efetiva.
Um PFOA que deixa de aparecer na análise pode ter sido transformado em outro composto fluorinado.
Nesse caso, houve transformação — não necessariamente destruição completa.
Estudo publicado em 2024 utilizando acelerador de 9 MeV encontrou degradação superior a 90% de PFOA e PFOS em condições otimizadas abaixo de 500 kGy. Entretanto, o balanço de fluoreto indicou que a defluoração completa ocorreu apenas próxima de 1.000 kGy. Além disso, PFAS de cadeia curta apresentaram maior resistência ao processo. O trabalho estimou valores de energia elétrica por ordem entre 45 e 504 kWh/m³ por ordem, dependendo das condições avaliadas. (ScienceDirect)
Esse resultado ajuda a entender por que o LIFEDESTINY incluiu explicitamente validação analítica e neutralização do fluoreto.
A pergunta correta não é apenas:
“Quanto PFOS desapareceu?”
A pergunta tecnicamente mais robusta é:
“Para onde foi todo o flúor originalmente presente?”
Esse balanço de massa poderá separar uma tecnologia realmente destrutiva de uma tecnologia que apenas converte PFAS conhecidos em moléculas menores e menos facilmente monitoradas.
O tratamento convencional de esgoto não resolve sozinho
Para ETEs, o desafio é ainda mais complexo.
Tratamento biológico convencional não foi desenvolvido para eliminar PFAS. Estudos recentes mostram que precursores podem sofrer transformações durante o tratamento, fazendo com que determinados PFAS persistentes apareçam em maiores concentrações depois de algumas etapas.
Uma revisão de 2026 sobre PFAS em estações de tratamento destaca que processos biológicos convencionais frequentemente apresentam remoção limitada e, em determinados casos, remoção aparentemente negativa devido à transformação de precursores. PFAS de cadeia longa também podem se acumular no lodo, enquanto compostos de cadeia curta permanecem mais facilmente na fase líquida. (ScienceDirect)
Outro estudo em instalação municipal de escala real equipada com tratamento biológico, MBR e osmose reversa mostrou rejeição superior a 94% de PFAS pela RO. Porém, a massa não desapareceu: parte foi concentrada na salmoura e outra parte migrou para os biossólidos. (ScienceDirect)
Ou seja, uma ETE avançada pode remover PFAS da corrente destinada ao reúso e ainda assim não eliminá-los do sistema.
Esse é provavelmente um dos conceitos mais importantes para os gestores.
O carvão ativado usado pode se tornar ativo estratégico
O LIFEDESTINY inclui deliberadamente carvão ativado granular exaurido entre as matrizes a serem estudadas.
Isso merece atenção das companhias de água.
O GAC está entre as alternativas mais consolidadas para remoção de PFAS, particularmente compostos de cadeia mais longa, como PFOA e PFOS. Entretanto, sua capacidade é limitada e o meio precisa ser substituído ou regenerado. (US EPA)
Quando dezenas ou centenas de ETAs passam a utilizar adsorção para atender limites cada vez menores, o volume de carvão carregado de PFAS também aumenta.
Portanto, uma tecnologia capaz de receber GAC exaurido, destruir a carga fluorada e eventualmente permitir recuperação ou reutilização do material pode alterar significativamente a economia do tratamento.
Mas isso ainda precisa ser demonstrado.
O LIFEDESTINY não publicou, até o momento da elaboração desta reportagem, resultados que provem custo competitivo, eficiência energética ou desempenho industrial dessa cadeia em operação contínua.
O projeto começou agora.
O que outros operadores estão fazendo
Enquanto tecnologias destrutivas avançam, utilities já estão gastando bilhões para retirar PFAS da água por rotas tradicionais.
O Orange County Water District, na Califórnia, desenvolveu um grande programa de tratamento de poços utilizando principalmente sistemas de adsorção. Em 2026, o distrito estimava em aproximadamente US$ 1,8 bilhão o custo para enfrentar PFAS ao longo de 30 anos e informava ter assegurado cerca de US$ 283 milhões em subsídios, acordos judiciais e outras fontes de financiamento. (Orange County Water District)
Somente sistemas previstos para alguns poços de Santa Ana aparecem no orçamento do OCWD com custos estimados de US$ 25 milhões e US$ 30 milhões. (Orange County Water District)
Esse benchmarking deixa claro que PFAS não são apenas problema de laboratório.
Eles podem transformar-se em CAPEX, OPEX, troca recorrente de meios adsorventes, contratação de análises ultrassensíveis, logística de resíduos, comunicação aos consumidores e discussão sobre quem deve pagar pelo passivo.
Uma experiência relatada pela American Water Works Association em Wisconsin ilustra outro ponto. Uma instalação utilizou troca aniônica como solução temporária, com custo de manutenção próximo de US$ 800 mil por ano, enquanto era implantado um sistema de carvão ativado granular de US$ 17 milhões. (American Water Works Association)
É exatamente esse tipo de despesa que torna a etapa de destruição de PFAS economicamente estratégica.
Europa aperta o monitoramento
O ambiente regulatório também explica por que projetos desse tipo estão surgindo.
A Diretiva Europeia de Água Potável estabeleceu valores paramétricos de 0,10 µg/L para a soma de um conjunto de PFAS e 0,50 µg/L para PFAS total. O cumprimento desses parâmetros passou a ser exigido a partir de 12 de janeiro de 2026, conforme as regras e metodologias aplicáveis nos Estados-membros. (Eur-Lex)
Além disso, a nova Diretiva Europeia de Tratamento de Águas Residuárias Urbanas prevê desenvolvimento de metodologia para medição de “PFAS Total” e “Soma de PFAS” em águas residuárias, com ato de implementação previsto até janeiro de 2027. (Eur-Lex)
Ao mesmo tempo, a ECHA avançou em 2026 na avaliação da ampla proposta europeia de restrição de PFAS. (ECHA)
Portanto, existe um vetor simultâneo de restrição na origem, monitoramento e desenvolvimento de tecnologias de tratamento.
E o Brasil?
No Brasil, a discussão ainda está em estágio diferente.
O Ministério da Saúde informa que a norma federal vigente de qualidade da água para consumo humano continua sendo o Anexo XX da Portaria de Consolidação GM/MS nº 5/2017, atualizado principalmente pelas Portarias GM/MS nº 888/2021 e nº 2.472/2021. A regulamentação atual não estabelece um parâmetro federal específico de potabilidade para PFAS comparável aos limites adotados na União Europeia e nos Estados Unidos. (Serviços e Informações do Brasil)
Isso não significa ausência do contaminante.
Estudo publicado em 2026 investigou águas subterrâneas rasas na região central da cidade de São Paulo. Pelo menos um PFAS foi detectado acima do limite de quantificação em 83% das amostras avaliadas. PFOS atingiu até 45,7 ng/L e PFOA até 18,9 ng/L. Os autores encontraram associação entre maiores concentrações, período seco e indicadores relacionados à influência de esgoto doméstico. (Springer)
É fundamental não extrapolar o resultado: o trabalho analisou aquíferos rasos urbanos e não demonstra que a água distribuída à população de São Paulo apresente essas concentrações.
Entretanto, serve como alerta sobre a presença ambiental do contaminante.
Durante esta apuração, não foi localizado um projeto público de companhia brasileira de abastecimento diretamente comparável ao LIFEDESTINY operando destruição de PFAS em escala industrial. Em vez de inventar um benchmarking inexistente, a ausência de caso consolidado deve ser entendida como uma possível antecipação de pauta para as empresas brasileiras.
O que muda na prática para companhias de saneamento
A mudança mais importante é conceitual: PFAS precisam ser tratados como problema de balanço de massa, e não apenas como resultado laboratorial da água tratada.
Uma companhia que queira se preparar pode começar antes mesmo de existir obrigação nacional específica.
O primeiro passo é identificar vulnerabilidades. Mananciais próximos a aeroportos, instalações militares, áreas industriais, aterros sanitários, áreas de treinamento de combate a incêndios e determinadas atividades produtivas merecem avaliação diferenciada.
Em ETEs, atenção adicional deve ser dada a contribuições industriais, lixiviados de aterros, lodos, biossólidos e sistemas de reúso.
Quando um sistema utiliza carvão ativado, resina ou membranas, o projeto de tratamento deve incluir desde o início o destino do contaminante concentrado.
Essa mudança aparentemente simples altera especificações técnicas, custos e contratos.
O que gestores e profissionais devem observar
Para uma companhia avaliar tecnologias de destruição de PFAS, alguns critérios tornam-se particularmente importantes:
- balanço de massa de flúor, e não somente redução de PFOA ou PFOS;
- eficiência sobre PFAS de cadeia curta, longa e precursores;
- formação de intermediários fluorados durante o processo;
- consumo energético por massa efetivamente destruída;
- influência de matéria orgânica, sais, sólidos e alcalinidade;
- tratamento de gases, líquidos e resíduos secundários;
- desempenho com água e resíduos reais, não apenas soluções sintéticas;
- capacidade operacional contínua;
- segurança radiológica ou térmica, conforme a tecnologia;
- custo total de ciclo de vida, incluindo transporte e destinação.
Esse tipo de análise exigirá integração de equipes de operação, engenharia, laboratório, meio ambiente, contratação, regulação e gestão financeira.
O que pode dar errado
A principal ameaça é transformar uma tecnologia promissora em solução comercial antes da validação necessária.
Feixes de elétrons conseguem degradar PFAS em laboratório, mas matriz, dose, pH, concentração e composição da água alteram significativamente o resultado. Estudos já mostraram que compostos de cadeia curta podem ser mais resistentes e que a redução do composto original pode ocorrer antes da completa defluoração. (ScienceDirect)
Outro desafio é energético.
Utilizar um equipamento de alta potência para tratar volumes gigantescos de água com PFAS presentes em níveis de ng/L provavelmente não é a aplicação economicamente mais lógica em todos os cenários.
É justamente nesse ponto que o conceito de “concentrar primeiro e destruir depois” pode fazer sentido.
Em vez de irradiar milhões de metros cúbicos de água relativamente diluída, a companhia separaria o contaminante utilizando GAC, resina, membrana ou outra tecnologia e destinaria apenas uma fração muito menor e mais concentrada para destruição.
Essa hipótese precisa ser validada economicamente, mas representa uma das aplicações mais interessantes da estratégia.
Por que o LIFEDESTINY merece acompanhamento
A verdadeira inovação do projeto não é cada tecnologia isoladamente.
É a tentativa de conectar as etapas.
Extração.
Concentração.
Destruição.
Controle dos subprodutos.
Balanço analítico.
Neutralização.
Destino ou reutilização dos resíduos.
Essa visão pode antecipar uma mudança importante na engenharia de contaminantes emergentes: o desempenho de um sistema deixará de ser medido apenas pela qualidade da água que sai da ETA ou da ETE e passará a considerar também o destino definitivo da massa contaminante que entrou no processo.
A orientação de 2026 da EPA segue lógica semelhante ao recomendar que novas tecnologias sejam avaliadas de forma ampla, incluindo produtos de destruição incompleta, emissões e demais saídas do processo. (US EPA)
Oportunidade para o saneamento brasileiro
Companhias brasileiras não precisam esperar uma eventual regulamentação específica para desenvolver conhecimento.
Existe oportunidade para estabelecer linhas de base em mananciais vulneráveis, capacitar laboratórios, avaliar metodologias analíticas, mapear fontes potenciais e estudar previamente o comportamento de carvão ativado, membranas e resíduos em cenários envolvendo PFAS.
Também há uma questão contratual.
Futuros editais para fornecimento de GAC, resinas ou tecnologias avançadas poderão precisar definir claramente quem assume o meio filtrante exaurido, onde ocorre a regeneração, como é comprovada a destruição, quais análises são exigidas e quem permanece responsável pelo resíduo.
Sem essa definição, uma solução para a água pode simplesmente criar um passivo ambiental para outra área da empresa.
Lições para quem trabalha no saneamento
O caso LIFEDESTINY traz uma mensagem particularmente útil para engenheiros, operadores, químicos, gestores e profissionais ambientais: novas exigências de qualidade da água não terminam dentro da ETA.
Cada contaminante capturado precisa ir para algum lugar.
Essa compreensão amplia o papel do profissional de saneamento. O trabalho deixa de ser apenas atingir determinado resultado analítico e passa a envolver gestão integrada da massa contaminante, ciclo de vida dos insumos, resíduos, energia, emissões e responsabilidade ambiental.
Também reforça a importância dos laboratórios.
Para tecnologias de destruição de PFAS, medir apenas alguns compostos conhecidos pode produzir uma falsa sensação de eficiência. Métodos capazes de identificar precursores, produtos de transformação e balanço de flúor serão cada vez mais importantes para comprovar que o contaminante efetivamente deixou de existir como composto orgânico fluorinado problemático.
Conclusão
O LIFEDESTINY ainda não provou que encontrou uma solução definitiva para PFAS.
O projeto está começando e deverá produzir evidências até 2030. Não existem, neste momento, resultados que permitam afirmar qual será o custo industrial, a eficiência energética, a vida útil dos equipamentos ou a capacidade de operar continuamente em todas as matrizes propostas.
Mas o projeto faz uma pergunta que o saneamento provavelmente terá de enfrentar cada vez mais:
depois de remover um contaminante persistente da água, o que a empresa fará com ele?
A experiência internacional mostra que retirar PFAS da água já pode exigir investimentos de centenas de milhões ou bilhões de dólares. A próxima fronteira tecnológica será reduzir o custo e o risco associados ao passivo que fica depois desse tratamento. (Orange County Water District)
Por isso, a destruição de PFAS deve ser acompanhada não como uma curiosidade científica, mas como possível próxima etapa da engenharia de tratamento.
Caso tecnologias como feixe de elétrons, processos térmicos, oxidação em água supercrítica, plasma ou outras rotas destrutivas consigam demonstrar escala, segurança, balanço de massa e custo competitivo, a pergunta poderá deixar de ser “como retirar PFAS da água?” e passar a ser:
“como eliminar definitivamente o contaminante sem transferir o problema para o próximo processo?”
Para quem trabalha no saneamento, essa mudança de pergunta pode ser tão importante quanto a própria tecnologia.
Fontes e referências
IBA Group
IBA to coordinate LIFEDESTINY, a new European LIFE project to advance sustainable PFAS remediation
25 de setembro de 2026
Acessar fonte
Atlas Water Treatment Solutions
EU LIFEDESTINY Project Targets PFAS Destruction Across Wastewater, Soil, Sludge and Spent GAC
25 de setembro de 2026
Acessar fonte
U.S. Environmental Protection Agency — EPA
Fact Sheet for the 2026 Interim Guidance on the Destruction and Disposal of PFAS
23 de abril de 2026
Acessar fonte
U.S. Environmental Protection Agency — EPA
Interim Guidance on the Destruction and Disposal of PFAS — 2026 Version
2026
Acessar documento
Environmental Science & Technology / ACS
Electron Beam-Based Remediation of PFAS-Contaminated Waters: Optimization, Mechanisms, and Application to Real Matrices
2026
Acessar estudo
Environmental Pollution
Application of electron beam technology to decompose per- and polyfluoroalkyl substances in water
2024
Acessar estudo
U.S. Environmental Protection Agency — EPA
Best Available Technologies and Small System Compliance Technologies for PFAS in Drinking Water
2024
Acessar documento
União Europeia — EUR-Lex
Directive (EU) 2020/2184 on the quality of water intended for human consumption
16 de dezembro de 2020
Acessar diretiva
União Europeia — EUR-Lex
Directive (EU) 2024/3019 concerning urban wastewater treatment
27 de novembro de 2024
Acessar diretiva
Ministério da Saúde — Brasil
Norma de Qualidade da Água para Consumo Humano
Consulta atualizada em setembro de 2026
Acessar fonte oficial
Environmental Monitoring and Assessment
Per- and polyfluoralkylated substances (PFAS) and other emerging contaminants in groundwater from central urban areas of São Paulo city, Brazil
2026
Acessar estudo
Orange County Water District — OCWD
PFAS response, legislation and regulations
Consulta em setembro de 2026
Acessar fonte
American Water Works Association — AWWA
New treatment plant addresses PFAS in Wisconsin city’s water supply
2023
Acessar caso



