301 bilhões de litros recuperados mostram uma mudança no saneamento
A redução das perdas de água ganhou um exemplo de grande escala no Rio de Janeiro. Segundo dados divulgados pela Águas do Rio e publicados pelo Correio da Manhã, a concessionária afirma ter recuperado 301 bilhões de litros de água tratada desde o início da operação, no fim de 2021. O volume seria suficiente para abastecer uma cidade de 1,1 milhão de habitantes durante aproximadamente três anos.

A estratégia combina monitoramento por satélite, inteligência artificial, válvulas inteligentes, telemetria, macromedição, controle de pressão, renovação de redes e atuação permanente de equipes de campo.
Entretanto, o dado mais importante talvez não esteja apenas no volume recuperado. Ele revela uma mudança de lógica operacional.
Em vez de esperar o vazamento aparecer na rua, a operação passa a identificar anomalias, selecionar trechos prioritários e agir antes que pequenas falhas evoluam para grandes rompimentos, falta d’água e aumento dos custos operacionais.
Para o profissional de saneamento, essa mudança representa a passagem de uma manutenção predominantemente reativa para uma gestão cada vez mais orientada por dados.
De 65% de perdas para uma estratégia de recuperação da rede
Quando a Águas do Rio assumiu a operação, a concessionária informou ter encontrado um índice de perdas de água da ordem de 65% em sua área de atuação. A operação envolve uma extensa rede de distribuição e regiões marcadas por infraestrutura antiga, grandes diferenças de cota, ocupação urbana complexa e históricos problemas de abastecimento.
Desde então, a companhia afirma ter recuperado os 301 bilhões de litros anteriormente perdidos. Paralelamente, aproximadamente 1,9 mil quilômetros de redes de água foram instalados ou substituídos, dentro de um conjunto de R$ 6,4 bilhões em investimentos em saneamento informado pela concessionária.
Entretanto, existe uma distinção fundamental.
Tecnicamente, “perda de água” não significa somente vazamento.
A Norma de Referência nº 15/2025 da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico divide as perdas em duas grandes categorias.
As perdas reais representam água tratada fisicamente perdida por vazamentos, extravasamentos ou rompimentos.
Já as perdas aparentes decorrem, entre outras causas, de fraudes, ligações clandestinas, submedição dos hidrômetros, erros de leitura e falhas cadastrais.
Portanto, qualquer programa realmente eficiente precisa olhar tanto para a rede quanto para medição, cadastro e gestão comercial.
No caso fluminense, entretanto, a tecnologia que ganhou destaque está principalmente ligada ao combate às perdas físicas.
Satélite transforma 17 mil quilômetros de rede em prioridades
Um dos recursos mais chamativos é o monitoramento por satélite.
A malha operada pela Águas do Rio possui aproximadamente 17 mil quilômetros de tubulações. Inspecionar continuamente toda essa extensão apenas com equipes percorrendo ruas e utilizando equipamentos acústicos seria uma operação extremamente complexa.
É justamente nesse ponto que o sensoriamento remoto ganha importância.
A tecnologia utilizada nesse tipo de aplicação analisa dados de radar obtidos por satélite e procura características do subsolo compatíveis com a presença de água. Posteriormente, as áreas consideradas suspeitas são cruzadas com o cadastro georreferenciado da rede.
Tecnologias comerciais desse tipo foram originalmente desenvolvidas a partir de estudos relacionados à identificação de água subterrânea em outros planetas e posteriormente adaptadas para redes de abastecimento.
Entretanto, existe um detalhe técnico essencial: o satélite não substitui a pesquisa de vazamento em campo.
Ele funciona principalmente como uma ferramenta de priorização.
A partir dos pontos suspeitos, entram em ação técnicos de pesquisa de vazamentos, operadores, engenheiros e equipes de manutenção. Geofones, correlacionadores, inspeções locais e análises hidráulicas podem ser empregados para confirmar a ocorrência e determinar o ponto adequado para intervenção.
Portanto, a tecnologia reduz o território de busca, enquanto o conhecimento dos profissionais transforma a informação em reparo efetivo.
Ciência mostra potencial — e também limites — do satélite
A aplicação não se limita ao caso brasileiro.
Uma pesquisa publicada em 2026 no Journal of Environmental Management avaliou imagens de radar por satélite associadas a técnicas de aprendizado de máquina para identificar vazamentos sob superfícies pavimentadas.
No estudo, o melhor modelo conseguiu identificar aproximadamente 81% dos vazamentos analisados e reduziu em cerca de 93% o esforço de inspeção de campo, embora também tenham ocorrido falsos positivos.
Essa informação é especialmente importante para profissionais do saneamento.
A inteligência artificial não deve ser entendida como uma ferramenta infalível que simplesmente aponta onde abrir o pavimento.
Sua principal contribuição pode ser outra: aumentar drasticamente a produtividade das equipes especializadas.
Em vez de pesquisar quilômetros de rede sem indicação prévia, o profissional passa a receber setores priorizados por probabilidade.
A decisão final, contudo, continua dependendo da engenharia e da experiência operacional.
1.161 vazamentos ocultos encontrados em apenas um ano
Segundo a Águas do Rio, somente em 2025 o uso do satélite contribuiu para identificar e reparar 1.161 vazamentos ocultos.
A concessionária atribui às intervenções a preservação de 21,8 bilhões de litros de água tratada naquele ano.
Transformado em uma unidade mais familiar à operação, esse volume representa aproximadamente:
59,7 milhões de litros por dia.
Ou cerca de:
59,7 mil m³ por dia.
Em termos de vazão média:
aproximadamente 691 litros por segundo.
A dimensão é expressiva.
Em muitos sistemas brasileiros, recuperar algo próximo de 700 litros por segundo poderia representar a vazão de uma nova captação, uma ampliação significativa de estação de tratamento ou um novo sistema produtor.
Nesse caso, porém, o ganho ocorre aproveitando melhor uma água que já foi captada, tratada, bombeada e introduzida no sistema.
Por isso, reduzir perdas de água pode funcionar, do ponto de vista da disponibilidade hídrica, quase como a criação de uma nova fonte dentro da infraestrutura existente.
Válvulas inteligentes atacam uma das causas do problema
Encontrar vazamentos é somente parte do desafio.
Caso uma rede continue operando constantemente com pressões excessivas, novos vazamentos e rompimentos podem continuar surgindo.
Por essa razão, outro eixo da estratégia adotada no Rio é a gestão automatizada de pressão.
A concessionária instalou mais de 200 válvulas inteligentes em pontos estratégicos do sistema de distribuição. Os equipamentos ajudam a separar trechos da rede e permitem ajustar automaticamente o fornecimento conforme a demanda de cada região.
Imagine uma região cuja demanda cai significativamente durante a madrugada.
Não existe necessariamente necessidade hidráulica de manter a rede operando durante toda a noite com a mesma pressão utilizada durante os maiores horários de consumo.
Uma pressão excessivamente elevada aumenta o esforço sobre tubulações, conexões e ramais.
Além disso, quanto maior a pressão em determinados sistemas, maior pode ser a vazão que escapa pelos vazamentos já existentes.
Por outro lado, reduzir pressão indiscriminadamente também não é solução.
É necessário garantir pressão adequada para abastecer pontos elevados, extremidades da rede e consumidores localizados em condições hidráulicas desfavoráveis.
Por isso, gestão de pressão é engenharia — não apenas redução de pressão.
Gestão de pressão é uma das principais ferramentas contra perdas
A International Water Association considera a gestão de pressão um dos instrumentos fundamentais nos programas modernos de controle de água não faturada.
Uma operação madura tende a caminhar de uma atuação reativa para outra preventiva, utilizando controle de pressão para reduzir vazamentos existentes, diminuir ocorrências de rompimentos e melhorar a eficiência da distribuição.
Quando conectada a sensores, telemetria e sistemas de controle, portanto, uma válvula deixa de ser apenas um equipamento hidráulico.
Ela passa a funcionar como um atuador de uma rede digital.
Pressão e vazão são medidas.
Os dados são transmitidos.
O comportamento da demanda é interpretado.
Por fim, ajustes podem ser realizados praticamente em tempo real.
É a hidráulica tradicional sendo potencializada pela automação.
COI recebe mais de 75 mil informações em tempo real
Outro elemento relevante é o Centro de Operações Integradas, o COI.
Segundo a companhia, aproximadamente 1,5 mil unidades operacionais são acompanhadas pelo centro, incluindo sistemas de bombeamento, elevatórias, reservatórios, estações e outras instalações.
Além disso, mais de 75 mil informações são analisadas em tempo real.
Contudo, quantidade de dados não significa necessariamente inteligência operacional.
O verdadeiro ganho aparece quando pressão, vazão, níveis de reservatórios, estado de bombas, alarmes, energia, macromedição, ordens de serviço e ocorrências são convertidos em decisões.
Uma queda repentina de pressão associada ao crescimento anormal da vazão, por exemplo, pode sinalizar rompimento.
Já o aumento persistente da vazão mínima noturna de determinado setor pode indicar um vazamento ainda não percebido pela população.
Da mesma maneira, oscilações recorrentes de pressão podem revelar problemas de configuração hidráulica, necessidade de setorização ou inadequação da infraestrutura.
Nesse cenário, a rede começa a “falar”.
Entretanto, quem precisa entender essa linguagem continua sendo o profissional de saneamento.
Macromedição continua sendo uma das bases do controle
Embora satélite e inteligência artificial sejam tecnologias que naturalmente chamam atenção, existe um fundamento muito menos futurista e absolutamente indispensável: medir corretamente a água.
Sem macromedição confiável, não existe balanço hídrico confiável.
Macromedidores instalados em sistemas produtores, adutoras, reservatórios e entradas de setores permitem saber quanto volume efetivamente circula pelo sistema.
Em junho de 2026, por exemplo, a Cedae instalou macromedidores no Sistema Ribeirão das Lajes com o objetivo de reforçar sua eficiência operacional.
Além disso, a setorização por Distritos de Medição e Controle transforma redes gigantescas em áreas menores e gerenciáveis.
Se determinado setor começa a apresentar aumento significativo da vazão noturna sem crescimento correspondente do consumo, surge um sinal importante para a equipe de perdas de água.
Consequentemente, a pesquisa deixa de ser aleatória e passa a ser orientada.
A regulação brasileira também está ficando mais tecnológica
A transformação operacional está acontecendo ao mesmo tempo em que a regulação brasileira aumenta suas exigências.
A Norma de Referência nº 15/2025 da ANA, aprovada pela Resolução nº 275/2025, estabeleceu diretrizes específicas para a redução progressiva e o controle de perdas nos sistemas de distribuição de água potável.
Entre outros pontos, a norma prevê diagnóstico com balanço hídrico padronizado, acompanhamento separado das perdas reais e aparentes e controle de indicadores relacionados à macromedição e hidrometração.
Além disso, os prestadores deverão estruturar Planos de Gestão de Redução e Controle de Perdas de Água.
Esses planos precisam reunir diagnóstico, ações previstas, cronograma físico-financeiro, justificativas técnico-econômicas, indicadores e estrutura operacional para execução.
A norma chega inclusive a reconhecer explicitamente tecnologias inovadoras como telemetria, sensores de pressão, vazão e ruído, modelos de previsão de vazamentos, softwares de georreferenciamento e medição inteligente.
Ou seja, várias tecnologias que até poucos anos atrás eram classificadas como experiências digitais estão chegando ao centro da regulação do setor.
Meta nacional aumenta a pressão sobre as companhias
Outro fator aumenta a importância econômica do tema.
A Portaria MCID nº 788/2024 estabeleceu parâmetros de perdas relacionados ao acesso a determinados recursos públicos federais e financiamentos destinados ao abastecimento de água.
Entre 2026 e 2032, os limites estabelecidos são:
até 30% de perdas na distribuição;
e
até 263 litros por ligação por dia.
A partir de 2033, os valores passam para:
25%;
e
216 litros por ligação por dia.
O desafio ainda é significativo.
No SINISA 2024, o indicador agregado de perdas totais de água na distribuição no Estado do Rio de Janeiro foi de 52,2%.
Entretanto, esse número não deve ser comparado diretamente aos indicadores divulgados por uma concessionária específica, porque áreas de abrangência, bases de dados, períodos e metodologias podem ser diferentes.
Ainda assim, o resultado demonstra a dimensão do problema.
Portanto, reduzir perdas de água deixou de ser apenas uma agenda ambiental.
É uma questão operacional, financeira, regulatória e de segurança hídrica.
Toda água perdida já acumulou custos
Existe ainda uma dimensão econômica frequentemente esquecida.
Quando a água desaparece por um vazamento na distribuição, ela não desaparece sem custo.
Antes disso, foi necessário captar água bruta.
Depois, utilizar produtos químicos.
Consumir energia.
Operar estações.
Bombear.
Reservar.
Transportar.
Manter infraestrutura.
Quando parte desse volume é perdida fisicamente, uma parcela desses custos não entrega benefício ao consumidor e não gera faturamento correspondente.
Além disso, um rompimento pode provocar novos gastos com escavação, equipes, materiais, máquinas, recomposição de pavimento, sinalização, interrupção do abastecimento, caminhões-pipa e atendimento ao cliente.
Consequentemente, programas eficientes de perdas de água podem reduzir OPEX e, em determinadas condições, postergar investimentos relacionados ao aumento da capacidade de produção.
Nem todo vazamento deve receber a mesma prioridade
Isso não significa, entretanto, que toda tubulação antiga precise ser imediatamente substituída ou que qualquer vazamento justifique grandes investimentos tecnológicos.
Gestão eficiente depende de análise de custo-benefício.
Uma rede com histórico recorrente de rompimentos, grande vazão perdida e elevado número de consumidores afetados pode justificar substituição.
Outra pode ser controlada por redução de pressão.
Em determinada região, a principal solução pode estar na setorização.
Em outra, a prioridade pode ser substituir hidrômetros ou eliminar fraudes porque o problema predominante está nas perdas aparentes.
É justamente nesse ponto que os profissionais de saneamento assumem um papel ainda mais estratégico.
O objetivo deixa de ser simplesmente “combater perdas” e passa a ser identificar qual intervenção produz o maior benefício por real investido.
Tecnologia sem profissionais qualificados não reduz vazamentos
Talvez essa seja a principal lição do caso do Rio.
Satélites podem indicar áreas suspeitas.
Sensores podem transmitir pressão.
Sistemas podem gerar alarmes.
Algoritmos podem encontrar padrões.
Entretanto, nenhum desses recursos conhece sozinho a realidade de uma rede.
É o profissional que avalia se uma queda de pressão ocorreu por vazamento, manobra operacional, aumento de consumo, falta de energia ou falha de instrumentação.
É a equipe de campo que diferencia ruídos produzidos por um vazamento daqueles provocados pelo ambiente urbano.
É o operador que reconhece um comportamento fora do padrão em determinado reservatório.
É o engenheiro que decide se determinado problema deve ser resolvido por reparo, setorização, controle de pressão, reforço hidráulico ou substituição de tubulação.
Portanto, a transformação digital do saneamento tende a valorizar profissionais capazes de combinar hidráulica, operação, manutenção, automação, análise de dados e visão econômica.
O saneamento inteligente não significa saneamento sem pessoas.
Significa profissionais trabalhando com informações melhores.
O que outras companhias podem aprender com o Rio
A experiência mostra que um programa moderno de perdas de água não deveria ser estruturado como uma atividade isolada de pesquisa de vazamentos.
Os melhores resultados tendem a surgir da integração entre:
- balanço hídrico;
- macromedição;
- micromedição;
- Distritos de Medição e Controle;
- controle de pressão;
- telemetria;
- cadastro técnico e GIS;
- pesquisa ativa de vazamentos;
- rapidez de reparo;
- renovação de redes;
- manutenção de ativos;
- combate às perdas aparentes;
- modelagem hidráulica;
- análise de dados.
Essa abordagem está alinhada à experiência acumulada internacionalmente na gestão de água não faturada, que combina controle ativo de vazamentos, gestão de pressão, infraestrutura e qualidade e velocidade dos reparos.
Além disso, cada ocorrência reparada deveria gerar conhecimento.
Material da tubulação, idade, diâmetro, pressão, tipo de falha, localização, reincidência, tipo de solo e condições operacionais podem alimentar bancos de dados capazes de orientar decisões futuras.
É assim que a manutenção começa a se aproximar de uma lógica preditiva.
A próxima etapa será prever a falha antes do vazamento
O próximo salto tecnológico tende justamente a ocorrer antes do rompimento.
Com bases de dados suficientes, algoritmos podem cruzar idade da tubulação, material, pressão, histórico de falhas, características do solo, consumo, temperatura, ocorrências anteriores, reclamações e comportamento hidráulico para identificar ativos com maior probabilidade de falhar.
Pesquisas publicadas recentemente também demonstram potencial de modelos de inteligência artificial para localizar vazamentos utilizando séries de pressão e vazão de redes monitoradas.
A evolução pode ser resumida em três grandes fases:
Primeira fase: reparar depois que o vazamento aparece.
Segunda fase: localizar o vazamento antes que ele apareça na superfície.
Terceira fase: identificar qual tubulação tem maior probabilidade de falhar antes mesmo do início do vazamento.
É nessa terceira fase que manutenção preditiva, inteligência artificial e gestão de ativos tendem a se encontrar.
Reduzir perdas pode ser equivalente a produzir mais água
Os 301 bilhões de litros recuperados ajudam a traduzir uma ideia extremamente importante para o setor.
Eficiência hídrica pode aumentar a quantidade de água disponível para a população sem exigir, na mesma proporção, novas captações e novos sistemas de produção.
Entretanto, tecnologia isolada não explica esse resultado.
O ganho depende de infraestrutura, medição confiável, controle hidráulico, manutenção, velocidade de reparo, planejamento e integração entre equipes.
Por isso, programas de perdas de água não deveriam ser responsabilidade exclusiva de um único departamento.
Operação, manutenção, engenharia, comercial, automação, cadastro, tecnologia da informação, planejamento e regulação possuem participação direta.
Quanto maior a integração, maior a capacidade de transformar informações em água efetivamente entregue.
E justamente aí está a valorização dos profissionais do saneamento.
A rede do futuro será mais instrumentada, conectada, automatizada e preditiva. Porém, continuará sendo o conhecimento técnico dos profissionais que transformará mapas, alarmes, sensores e algoritmos em decisões capazes de preservar água, reduzir custos e melhorar o abastecimento.
Fontes consultadas
Correio da Manhã — reportagem publicada em 27 de agosto de 2026 sobre os 301 bilhões de litros recuperados pela Águas do Rio.
Águas do Rio — informações técnicas sobre satélite, válvulas inteligentes, pesquisa de vazamentos e Centro de Operações Integradas.
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico — Resolução ANA nº 275/2025 e Norma de Referência nº 15/2025.
Ministério das Cidades — SINISA 2024 e dados nacionais de abastecimento de água.
Ministério das Cidades — Portaria MCID nº 788/2024 e parâmetros de redução de perdas.
International Water Association — referências técnicas sobre gestão de pressão, controle de vazamentos e água não faturada.
Journal of Environmental Management — estudo científico de 2026 sobre detecção de vazamentos utilizando radar por satélite e aprendizado de máquina.



