PFAS no saneamento: alerta da Thames Water em Londres

Um projeto criado para aumentar a segurança hídrica de Londres revelou um problema que tende a ganhar importância crescente para companhias de água e esgoto em todo o mundo: a presença de PFAS em sistemas de reúso e nos efluentes de estações de tratamento.

Testes realizados para um projeto da Thames Water identificaram concentrações de PFOS de 6,3 nanogramas por litro e 8,7 nanogramas por litro após etapas experimentais de tratamento. Para comparação, o padrão ambiental médio anual aplicável ao PFOS em águas superficiais interiores no Reino Unido é de 0,65 nanograma por litro.

Portanto, os resultados corresponderam aproximadamente a 9,7 vezes e 13,4 vezes esse valor ambiental, respectivamente. Além disso, documentos técnicos analisados pelo Guardian indicaram ocorrência de “breakthrough”, ou seja, passagem do contaminante pelo sistema de adsorção, em menos de um mês de operação.

A descoberta coloca os PFAS no saneamento no centro de uma discussão muito maior. O problema não se resume a encontrar uma tecnologia capaz de retirar contaminantes da água. É necessário saber por quanto tempo essa tecnologia funciona, quanto custa manter sua eficiência, para onde vai o contaminante removido e quem deverá pagar pela solução.

E justamente nesse ponto está uma das principais lições para profissionais do setor.

O projeto pretende garantir água para Londres durante secas

O projeto é conhecido como Teddington Direct River Abstraction, ou TDRA, e faz parte da estratégia de segurança hídrica da Thames Water.

A proposta prevê retirar até 75 milhões de litros por dia do rio Tâmisa, a montante da barragem de Teddington, durante períodos de seca prolongada. Essa água seguiria para o sistema de reservatórios da companhia e, posteriormente, poderia integrar o abastecimento após passar pelos processos necessários de tratamento.

Ao mesmo tempo, aproximadamente o mesmo volume seria compensado por água residuária tratada na estação de tratamento de esgoto de Mogden. Antes do lançamento, o efluente receberia um tratamento terciário adicional e seria conduzido novamente ao Tâmisa.

Portanto, não se trata simplesmente de lançar esgoto tratado no rio nem de realizar reúso potável direto.

O projeto utiliza o próprio ambiente fluvial como parte de uma estratégia de gestão de recursos hídricos. Justamente por isso, a qualidade do efluente lançado assume enorme importância ecológica e regulatória.

A Thames Water afirma que o sistema seria utilizado principalmente durante períodos de seca e que a instalação permaneceria em operação reduzida fora desses períodos para permanecer pronta para situações críticas.

Contudo, o teste trouxe uma pergunta difícil: o que acontece quando contaminantes extremamente persistentes atravessam uma estação de tratamento e retornam ao ciclo da água?

PFAS não são contaminantes convencionais

PFAS é a sigla utilizada para substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas. Trata-se de uma ampla família de compostos sintéticos utilizados durante décadas em diferentes aplicações industriais e comerciais.

Entre elas estão espumas de combate a incêndios, revestimentos resistentes à água e óleo, embalagens, tecidos, processos industriais, componentes eletrônicos e diversos produtos de uso cotidiano.

A característica química que tornou essas substâncias tão úteis também criou o problema ambiental.

As ligações entre carbono e flúor presentes em muitos PFAS são extremamente resistentes. Consequentemente, vários desses compostos permanecem durante longos períodos no ambiente.

Por essa razão, tornaram-se conhecidos internacionalmente como “forever chemicals”, ou “químicos eternos”.

Entre os PFAS mais conhecidos estão o PFOA e o PFOS. A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde, classificou o PFOA como carcinogênico para humanos, Grupo 1, enquanto o PFOS foi classificado como possivelmente carcinogênico para humanos, Grupo 2B. Essa classificação identifica perigo carcinogênico e não significa que qualquer exposição produzirá câncer, pois o risco depende da dose, duração e forma de exposição.

Essa precisão é importante para que a discussão sobre PFAS no saneamento seja conduzida tecnicamente, sem alarmismo e sem minimizar o problema.

O ponto crítico: a ETE convencional não foi projetada para PFAS

Esta talvez seja a informação mais importante para os profissionais que operam sistemas de esgotamento sanitário.

Uma estação convencional de tratamento de esgoto é projetada principalmente para remover matéria orgânica, sólidos, nutrientes e microrganismos conforme sua configuração.

PFAS representam outro desafio.

Uma ampla revisão publicada em 2026 avaliou dados de 402 estações de tratamento em 17 países e encontrou eficiências extremamente variáveis para PFAS. Em determinadas situações, a concentração calculada no efluente chegou a ser maior do que no afluente.

Isso não significa necessariamente que a estação esteja “fabricando” PFAS do zero.

Alguns compostos precursores podem ser transformados durante os processos de tratamento em PFAS que posteriormente aparecem nas análises. Além disso, as diferentes características químicas dos compostos influenciam sua distribuição entre água, lodo e outras correntes do processo.

Outra meta-análise internacional publicada em 2026, envolvendo dados de 717 estações, também concluiu que estações convencionais são, de maneira geral, pouco eficientes para remover PFAS.

Portanto, quando o reúso passa a integrar estratégias de segurança hídrica, a análise dos PFAS no saneamento precisa começar antes da escolha da tecnologia.

Por que o carvão ativado enfrentou dificuldades?

O episódio da Thames Water oferece uma aula prática sobre adsorção.

O carvão ativado granular, conhecido pela sigla GAC, possui enorme quantidade de poros. Esses poros oferecem superfície para que determinados contaminantes sejam adsorvidos.

Entretanto, o carvão possui capacidade limitada.

Depois de determinado período, começam a surgir concentrações do contaminante no efluente do filtro. Esse fenômeno é conhecido como breakthrough.

Nos testes associados ao projeto britânico, documentos técnicos indicaram passagem rápida de PFOS acima do padrão ambiental considerado, em menos de um mês. Segundo o material divulgado, manter o desempenho exigiria regeneração, reativação ou substituição frequente do carvão, elevando significativamente o custo operacional.

Esse detalhe muda completamente a avaliação econômica de um projeto.

Um filtro funcionar bem durante alguns dias não significa que terá viabilidade operacional durante anos.

Para gestores de saneamento, portanto, a pergunta correta não deve ser apenas:

“Qual percentual de PFAS a tecnologia remove?”

Também precisam ser respondidas outras questões:

  • Qual é a curva de ruptura do meio adsorvente?
  • Quantos volumes de leito conseguem ser tratados?
  • Qual será a frequência de troca?
  • Qual é a influência da matéria orgânica presente na água?
  • Quais PFAS estão presentes?
  • Existem compostos de cadeia curta?
  • Quanto custará cada metro cúbico tratado?
  • Como será destinado o material saturado?

Essa abordagem representa uma evolução importante na análise de PFAS no saneamento.

Remover PFAS da água não significa destruir PFAS

Esse conceito precisa ganhar espaço nos projetos de saneamento.

Carvão ativado, resinas de troca iônica e membranas podem reduzir significativamente a concentração de determinados PFAS na água. Entretanto, frequentemente essas tecnologias transferem os contaminantes para outra corrente.

No carvão ativado, por exemplo, os compostos ficam acumulados no meio adsorvente.

Nas resinas de troca iônica, ocorre situação semelhante.

Na osmose reversa, uma parcela importante dos contaminantes permanece no concentrado da membrana.

Portanto, o problema muda de lugar.

Um estudo em escala real envolvendo sistema com biorreator de membranas e osmose reversa mostrou justamente que PFAS podem ser concentrados no rejeito da osmose e em biossólidos.

A própria EPA norte-americana destaca carvão ativado granular, resinas de troca iônica e osmose reversa entre as tecnologias capazes de reduzir PFAS na água. Entretanto, a agência também discute cuidadosamente o gerenciamento dos resíduos gerados por esses tratamentos.

Consequentemente, projetos modernos precisam diferenciar três conceitos:

remoção da fase aquosa, concentração do contaminante e destruição do contaminante.

São coisas diferentes.

Essa distinção será cada vez mais importante para os PFAS no saneamento.

Não se deve confundir padrão ambiental com padrão de água potável

O caso britânico exige ainda um cuidado técnico fundamental.

O valor de 0,65 ng/L utilizado na discussão do Tâmisa corresponde ao padrão ambiental médio anual para PFOS em águas superficiais interiores.

Ele não deve ser confundido com o valor utilizado atualmente pelo Drinking Water Inspectorate para avaliação de PFAS na água destinada ao consumo.

O órgão britânico trabalha com um valor de orientação de 0,1 micrograma por litro, equivalente a 100 nanogramas por litro, dentro de sua abordagem para água potável. Em março de 2025, o DWI também ampliou as exigências de monitoramento e avaliação de risco para PFAS pelas companhias de água.

São critérios com finalidades regulatórias diferentes.

Além disso, em agosto de 2026, o plano britânico para PFAS indicava que o governo pretendia realizar consulta sobre a introdução de um limite estatutário para PFAS no abastecimento público inglês.

A União Europeia, por sua vez, estabeleceu valores paramétricos de 0,10 µg/L para a soma de determinados PFAS e 0,50 µg/L para PFAS total, conforme a estrutura da Diretiva de Água Potável.

Já nos Estados Unidos, o padrão federal atualmente estabelecido para PFOA e PFOS é de 4,0 ng/L para cada composto, embora o cronograma de implementação continue passando por ajustes regulatórios.

A comparação demonstra como a regulação de PFAS no saneamento ainda está evoluindo rapidamente.

E o Brasil?

O assunto merece atenção especial.

Até agosto de 2026, as tabelas do padrão brasileiro de potabilidade estabelecido pelo Anexo XX da Portaria de Consolidação GM/MS nº 5/2017, alterado principalmente pelas Portarias GM/MS nº 888/2021 e nº 2.472/2021, não apresentam limite máximo específico para PFAS, PFOA ou PFOS.

Entretanto, ausência de um limite específico não significa ausência do contaminante.

Um estudo publicado em 2026 avaliou águas superficiais do reservatório de Itupararanga e do rio Sorocaba, utilizados em áreas relacionadas ao abastecimento urbano brasileiro.

Entre 30 PFAS pesquisados, 29 foram detectados em pelo menos um ponto, enquanto diversos compostos, incluindo PFOS e PFOA, foram encontrados em todas as amostras analisadas. As somas de 30 PFAS variaram aproximadamente entre 108 e 256 ng/L na estação seca e 47 e 212 ng/L na estação chuvosa, dependendo do ponto amostrado.

Esses resultados não podem ser extrapolados para todos os mananciais brasileiros. Entretanto, demonstram que os PFAS no saneamento deixaram de ser apenas uma discussão distante da Europa ou dos Estados Unidos.

Há evidências concretas de ocorrência no território brasileiro.

A maior lição está na gestão da fonte

Existe ainda uma discussão econômica fundamental.

Quanto mais contaminante chega à estação, mais difícil e caro será removê-lo.

Por isso, controlar PFAS apenas no final do sistema pode representar uma estratégia extremamente cara.

A abordagem mais eficiente tende a combinar identificação das fontes, controle industrial, monitoramento de áreas contaminadas, acompanhamento de lixiviados, avaliação de espumas de combate a incêndio, caracterização dos afluentes das ETEs e tratamento direcionado onde necessário.

O Reino Unido lançou em 2026 seu primeiro plano nacional específico para PFAS, estruturado justamente em três frentes: compreender as fontes, controlar os caminhos pelos quais os contaminantes chegam ao ambiente e reduzir a exposição. O plano prevê, entre outras iniciativas, aproximadamente 2.400 amostras anuais de PFAS no ambiente de água doce da Inglaterra.

Essa lógica traz uma mensagem importante para o setor.

A ETE não deve ser transformada automaticamente na última barreira responsável por resolver toda poluição química gerada pela sociedade.

A gestão precisa começar na origem.

Escassez hídrica torna a discussão ainda mais urgente

O projeto britânico nasceu de um problema real: garantir oferta de água em períodos de seca.

A Inglaterra pode enfrentar um déficit de aproximadamente 5 bilhões de litros por dia para abastecimento público até 2055, segundo dados divulgados pela Ofwat em 2026.

Ao mesmo tempo, a Thames Water vem tentando reduzir perdas. Dados de 2024/25 indicaram média anual de aproximadamente 569 milhões de litros por dia de vazamentos, enquanto a companhia anunciou em agosto de 2026 o uso crescente de sensores acústicos, satélites e inteligência artificial para localizar perdas.

Isso demonstra que segurança hídrica exige múltiplas frentes simultâneas.

Reúso, redução de perdas, reservatórios, eficiência operacional, gestão da demanda, proteção de mananciais e novas fontes não devem ser tratados como soluções concorrentes.

Devem integrar a mesma estratégia.

Entretanto, quanto mais intensamente a água circula entre cidades, estações, rios e novamente sistemas de abastecimento, maior precisa ser o conhecimento sobre contaminantes emergentes.

Essa é uma das razões pelas quais os PFAS no saneamento tendem a ganhar importância.

Quanto pode custar não considerar PFAS desde o projeto?

A reportagem britânica informa que o projeto TDRA havia sido associado inicialmente a custo de pelo menos £350 milhões e que estimativas citadas posteriormente poderiam superar £500 milhões, diante de mudanças e necessidades adicionais de infraestrutura. A cifra superior, porém, foi atribuída pelo Guardian a fontes ligadas ao projeto e não deve ser interpretada como orçamento final oficial consolidado.

Além disso, os documentos relacionados aos testes indicaram que o controle de PFOS poderia exigir maior frequência de regeneração e substituição dos filtros de carvão.

Portanto, contaminantes emergentes podem alterar não apenas CAPEX, mas também OPEX.

Um projeto tecnicamente viável pode sofrer pressão econômica se demandar continuamente:

carvão ativado, energia, membranas, reagentes, transporte de resíduos, análises laboratoriais sofisticadas, disposição de materiais contaminados e equipes especializadas.

Esse cenário reforça uma regra fundamental para projetos de PFAS no saneamento:

qualidade da água precisa entrar na avaliação econômica desde a concepção, e não depois de a infraestrutura estar desenhada.

O que profissionais do saneamento podem aprender com Londres

O episódio não deve ser interpretado como prova de que reúso de água é inviável.

Ao contrário.

Ele demonstra a importância de projetos-piloto bem executados.

Foi justamente durante a etapa experimental que surgiram informações capazes de alterar projeto, operação, custos e avaliação ambiental antes da implantação definitiva.

Esse é um resultado valioso da engenharia.

Pilotar serve para descobrir problemas.

Monitorar serve para reduzir incertezas.

Questionar resultados serve para aumentar segurança.

E profissionais capacitados são justamente aqueles capazes de transformar dados inesperados em soluções mais robustas.

Para companhias brasileiras, algumas lições podem ser aplicadas desde já:

1. Criar mapas de risco de contaminantes emergentes.
Mananciais próximos a polos industriais, aeroportos, áreas de treinamento contra incêndio, aterros e determinadas atividades produtivas merecem avaliação diferenciada.

2. Incluir PFAS em campanhas investigativas.
Mesmo quando não existe obrigação rotineira específica, projetos estratégicos de reúso e novos mananciais podem justificar monitoramento preventivo.

3. Avaliar o ciclo completo do tratamento.
Não basta verificar a concentração na saída. É necessário estudar breakthrough, regeneração, resíduos, rejeitos e destinação.

4. Integrar água e esgoto.
Os PFAS no saneamento demonstram que decisões tomadas no sistema de esgotamento podem influenciar diretamente mananciais utilizados para abastecimento.

5. Trabalhar com cenários regulatórios futuros.
Uma instalação projetada para operar durante 20 ou 30 anos provavelmente enfrentará limites ambientais mais exigentes do que aqueles existentes no momento de sua concepção.

6. Fortalecer laboratórios e equipes técnicas.
Contaminantes medidos em nanogramas por litro exigem capacidade analítica, controle de qualidade, protocolos rigorosos de amostragem e profissionais especializados.

7. Controlar a poluição na origem.
Quanto menos PFAS chegar à rede de esgoto, ao aterro e ao manancial, menor será o custo colocado sobre o sistema de saneamento.

O profissional do saneamento será cada vez mais decisivo

Durante décadas, grande parte do desafio do saneamento esteve concentrada em ampliar cobertura de água e esgoto.

Essa missão continua essencial.

Entretanto, uma nova camada de complexidade está surgindo.

Contaminantes emergentes, reúso, mudanças climáticas, secas, micropoluentes, resistência antimicrobiana, microplásticos e padrões ambientais mais rigorosos exigirão sistemas cada vez mais sofisticados.

Por isso, equipamentos isoladamente não resolverão o problema.

Será necessário investir em químicos, engenheiros, operadores, técnicos de laboratório, especialistas ambientais, gestores, pesquisadores, profissionais de regulação e equipes capazes de interpretar dados antes que eles se transformem em crises.

O caso de Londres demonstra exatamente isso.

A tecnologia identificou o problema, mas serão profissionais qualificados que precisarão decidir qual tratamento utilizar, quando trocar o carvão, como monitorar o sistema, como reduzir a origem do contaminante, como gerenciar resíduos e quanto a sociedade terá de investir.

O avanço dos PFAS no saneamento reforça, portanto, uma mensagem importante: a infraestrutura continuará indispensável, mas o conhecimento técnico será cada vez mais determinante para a segurança da água.

A principal lição do Tâmisa não é que o reúso falhou.

A principal lição é que a água do futuro exigirá uma engenharia mais completa do que simplesmente tratar, lançar, captar e tratar novamente.

Quanto antes os sistemas de saneamento compreenderem toda a cadeia de contaminantes, maior será sua capacidade de proteger mananciais, antecipar exigências regulatórias, controlar custos e garantir segurança hídrica.

E quanto mais complexa se tornar essa missão, maior será a importância dos profissionais responsáveis por transformar ciência em saneamento de qualidade.

Fontes e referências

The Guardian — “Forever chemicals surge during pilot of Thames Water plan to combat drought”
Reportagem que revelou os resultados dos pilotos associados ao projeto TDRA.

Thames Water — Teddington Direct River Abstraction
Descrição oficial do projeto, capacidade planejada e funcionamento do sistema.

Drinking Water Inspectorate — PFAS and Forever Chemicals
Orientações britânicas sobre PFAS em água destinada ao consumo humano.

Governo do Reino Unido — PFAS Plan: building a safer future together
Estratégia nacional britânica para monitoramento, controle e regulação de PFAS.

International Agency for Research on Cancer — IARC Monographs Volume 135
Avaliação da carcinogenicidade de PFOA e PFOS.

US Environmental Protection Agency — PFAS Drinking Water Regulation
Referências regulatórias e técnicas sobre limites e tecnologias de tratamento.

União Europeia — Diretiva 2020/2184 sobre água destinada ao consumo humano
Valores paramétricos europeus para soma de PFAS e PFAS total.

Ministério da Saúde — Portaria GM/MS nº 888/2021
Referência brasileira para o padrão de potabilidade da água.

Water Research — Wastewater treatment plants as sinks and sources of PFAS
Revisão global publicada em 2026 sobre comportamento e remoção de PFAS em ETEs.

Toxics — Assessment of PFAS in Surface Waters Used for Urban Water Supply in Brazil
Pesquisa de 2026 sobre ocorrência de PFAS no reservatório de Itupararanga e no rio Sorocaba.