Na mesma terça-feira em que um levantamento mostrou que apenas 13 dos 62 planos de governo analisados continham simultaneamente planejamento, investimentos, governança/regulação e metas tangíveis para o saneamento, candidatos aos governos estaduais foram para os últimos debates da Globo antes do primeiro turno. O saneamento entrou explicitamente em alguns desses confrontos — envolvendo Cedae no Rio de Janeiro, Sabesp em São Paulo e Saneago em Goiás — e colocou diante do setor questões que ultrapassam a disputa eleitoral: quem investirá, quem operará, quem regulará, como serão financiadas as obras e quais indicadores permitirão saber se a universalização realmente avançou. (Agência Brasil)
O contexto torna o assunto particularmente relevante para profissionais do setor. O Marco Legal estabelece atendimento de 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033, além de prever metas relacionadas à continuidade do abastecimento, redução de perdas e melhoria dos processos de tratamento. O mandato dos governadores eleitos em 2026 ocorrerá entre 2027 e 2030, portanto será o último mandato estadual completo antes do prazo nacional de universalização. (Serviços e Informações do Brasil)
A questão profissional que fica depois dos debates é objetiva: como transformar uma declaração eleitoral sobre uma companhia de saneamento em contratos, obras, redes, ligações, estações, redução de perdas, tarifas sustentáveis e serviço percebido pelo cliente?
O que apareceu sobre saneamento nos debates
Até a madrugada de 30 de setembro, a cobertura pós-debate consultada permitia confirmar falas específicas sobre saneamento principalmente em Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás. A ausência de uma proposta nas reportagens disponíveis não significa necessariamente que determinado assunto não tenha sido mencionado em algum momento da transmissão; significa apenas que não foi possível atribuí-lo de forma documental e segura a um candidato a partir das fontes verificadas.
Estado
Candidato
Conteúdo verificado relacionado ao saneamento
Rio de Janeiro
William Siri (PSOL)
Defendeu reestatização da Cedae
Rio de Janeiro
Anthony Garotinho (Republicanos)
Defendeu reestatização e afirmou que buscaria reverter juridicamente contratos decorrentes das concessões
São Paulo
Fernando Haddad (PT)
Criticou a privatização da Sabesp e tratou de tarifa, qualidade da água e situação do Tietê
São Paulo
Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Levou ao debate resiliência hídrica, defendeu a trajetória da Sabesp e mencionou o programa Integra Tietê
Goiás
Daniel Vilela (MDB)
Afirmou que manteria a Saneago estatal, ampliaria investimentos e levaria mais saneamento à zona rural e esgotamento sanitário
O levantamento não atribui mérito, nota ou preferência às propostas. O interesse aqui é compreender o que cada declaração significaria do ponto de vista de uma companhia de saneamento e de seus profissionais.
Rio de Janeiro: Cedae e contratos entram no centro da discussão
No Rio de Janeiro, William Siri e Anthony Garotinho defenderam durante o debate a reestatização da Cedae. Garotinho acrescentou que pretendia buscar judicialmente a anulação de contratos relacionados às concessões dos serviços de água e esgoto e alegou possuir provas de fraude no processo. A existência de fraude foi uma alegação do candidato e não uma conclusão das fontes consultadas. (O Dia)
Para entender o tamanho técnico dessa discussão, é necessário voltar à estrutura implantada a partir dos leilões da Cedae.
O projeto estruturado pelo BNDES dividiu serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário em blocos concedidos à iniciativa privada. A Cedae permaneceu atuando em etapas importantes da produção de água, enquanto concessionárias assumiram serviços definidos nos contratos em dezenas de municípios e áreas da capital.
Segundo o BNDES, a estrutura completa dos blocos projetava aproximadamente R$ 32 bilhões em investimentos, com obrigações relacionadas à universalização. Nos blocos 1 e 4, por exemplo, a Águas do Rio recebeu financiamento de longo prazo para realizar investimentos nos primeiros 12 anos da concessão; o desenho envolve milhões de usuários, financiamento por debêntures e compromissos contratuais de expansão dos serviços. (Agência de Notícias BNDES)
Isso significa que qualquer alteração estrutural nesse modelo não seria apenas uma mudança administrativa.
Existem contratos de longo prazo, ativos vinculados, financiamentos, obrigações de investimento, receitas tarifárias, indicadores regulatórios e relações entre estado, municípios, concessionárias, reguladores e financiadores.
Do ponto de vista profissional, uma mudança desse porte exigiria responder questões como tratamento de investimentos já realizados, continuidade dos contratos de financiamento, situação dos ativos, responsabilidade pelas obras em andamento, metas de universalização e manutenção da prestação durante eventual transição.
Não é possível determinar antecipadamente as consequências jurídicas ou financeiras de uma hipotética reversão. Elas dependeriam dos fundamentos jurídicos utilizados, dos contratos envolvidos e das decisões administrativas e judiciais correspondentes.
Para engenheiros, reguladores, gestores comerciais e equipes de operação, entretanto, o ponto central permanece: independentemente de quem opere o sistema, redes não podem deixar de funcionar durante uma transição institucional.
São Paulo: Sabesp, resiliência hídrica, tarifa e qualidade
Em São Paulo, o saneamento apareceu no quarto bloco. Tarcísio de Freitas abriu uma discussão relacionada à resiliência hídrica. Fernando Haddad direcionou a resposta à privatização da Sabesp, citando questões relacionadas a trabalhadores da companhia e aos serviços após a desestatização. Tarcísio posteriormente retomou o assunto de saneamento e citou o programa Integra Tietê. (Folha de S.Paulo)
A Sabesp passou por desestatização em julho de 2024. O Estado de São Paulo permaneceu acionista, com participação de 18% após a operação. O novo contrato da URAE 1 antecipou para 2029 a universalização nas áreas abrangidas, e a companhia informa previsão de aproximadamente R$ 70 bilhões em investimentos entre 2024 e 2029. (Sabesp RI)
Esse desenho introduziu mecanismos especialmente interessantes para profissionais de regulação.
O modelo tarifário inclui fatores associados à qualidade e à universalização. O chamado Fator U está relacionado ao cumprimento das metas de universalização, enquanto o Fator Q incorpora componentes relacionados à qualidade dos serviços. O contrato também estabelece metas municipais e mecanismos para acompanhar sua execução. (Sabesp RI)
É uma mudança relevante na lógica da gestão: investimento deixa de ser observado apenas como volume financeiro executado e passa a ter relação contratual mais direta com indicadores de entrega.
Durante o debate, a tarifa também apareceu na discussão.
Haddad afirmou que a conta de água havia aumentado após a privatização. A checagem publicada pela Folha registrou que houve efetivamente um reajuste nominal pós-desestatização. A Arsesp autorizou atualização de 6,1106% para 2026. O Governo de São Paulo e a agência sustentam que essa atualização correspondeu essencialmente à recomposição inflacionária do período, sem aumento real da tarifa. Dessa forma, duas informações precisam ser distinguidas: houve elevação nominal da tabela, enquanto o regulador e o governo classificam a variação como reposição inflacionária. (Folha de S.Paulo)
Essa distinção é particularmente importante para gestores comerciais.
O consumidor observa o valor final da conta. O regulador observa metodologia tarifária, inflação, custos eficientes e equilíbrio econômico-financeiro. A companhia observa receita, CAPEX, OPEX, inadimplência e sustentabilidade financeira.
Quando essas perspectivas não são traduzidas corretamente para o cliente, uma decisão tecnicamente regulatória pode rapidamente se transformar em problema de percepção de valor.
Qualidade da água também entrou no debate paulista
Outro episódio citado por Haddad foi um comunicado da Sabesp direcionado à Baixada Santista recomendando cautela no consumo de água da torneira em determinado momento.
A Folha confirmou a existência do comunicado, mas registrou que a Sabesp associou a ocorrência às fortes chuvas. A mesma checagem contestou outra afirmação do candidato de que a poluição do Tietê teria aumentado durante a atual gestão, citando medições que indicaram redução da extensão da mancha de poluição. (Folha de S.Paulo)
Para profissionais do saneamento, episódios como esse mostram uma dificuldade permanente da comunicação operacional.
Uma ocorrência localizada provocada por chuva, turbidez, alteração de captação ou outra condição excepcional pode ganhar rapidamente dimensão política e reputacional.
Por isso, protocolos de comunicação de crise precisam trabalhar conjuntamente com laboratório, operação, engenharia, atendimento, regulação e comunicação institucional.
O cliente não separa essas áreas.
Para ele, existe apenas uma pergunta: a água que está chegando à residência é segura e o serviço é confiável?
Goiás: companhia estatal e expansão do esgotamento
Em Goiás, Daniel Vilela afirmou no debate da TV Anhanguera que não pretende privatizar a Saneago. Também citou investimentos em saneamento rural e expansão do esgotamento sanitário. A companhia atua atualmente em 223 municípios segundo seus dados de relações com investidores. (Portal Papo Aberto)
Há, entretanto, uma característica importante para compreender tecnicamente esse modelo.
Manter o controle estatal da empresa não significa necessariamente que toda a infraestrutura seja executada diretamente pela própria companhia.
Em dezembro de 2025, a Saneago publicou concorrência internacional para uma parceria público-privada, na modalidade de concessão administrativa, destinada à universalização do esgotamento sanitário em 216 municípios das microrregiões Centro, Oeste e Leste, com prazo de 20 anos. Os recursos das contraprestações seriam da própria Saneago. (Saneago)
O exemplo demonstra por que três conceitos diferentes precisam ser separados no saneamento: propriedade da companhia, prestação do serviço e contratação da execução.
Uma companhia pode continuar estatal e contratar parceiros privados para determinadas etapas. Da mesma maneira, uma concessionária privada pode executar diretamente algumas atividades e terceirizar outras.
Para quem trabalha no setor, essa distinção é essencial porque altera gestão contratual, fiscalização, indicadores, matriz de riscos, planejamento de equipes e mecanismos de remuneração.
Saneamento rural: a parte da universalização que a rede convencional não resolve sozinha
A referência de Daniel Vilela à zona rural toca outro desafio técnico importante.
A própria regulamentação nacional admite soluções alternativas e descentralizadas para áreas rurais, remotas e determinados núcleos urbanos quando autorizadas pela regulação. A Norma de Referência nº 8 da ANA estabelece critérios de acompanhamento da universalização e reconhece que soluções adequadas não precisam necessariamente reproduzir o modelo tradicional de grandes redes urbanas em todos os territórios. (Serviços e Informações do Brasil)
Isso pode envolver, conforme as condições técnicas e regulatórias locais, sistemas simplificados, soluções individuais ou coletivas, tratamento descentralizado, poços controlados, reservação, sistemas condominiais e outras tecnologias.
O desafio para os estados será transformar a expressão “saneamento rural” em inventário de comunidades, diagnóstico hídrico, solução tecnológica, padrão de qualidade, responsável pela operação, fonte de financiamento e mecanismo permanente de manutenção.
Construir a estrutura é apenas parte do problema. Mantê-la funcionando durante décadas é outra.
O dado eleitoral que deveria interessar ao saneamento
No mesmo dia dos debates, o Instituto Trata Brasil divulgou uma análise de 62 planos de candidatos aos governos estaduais.
Todos mencionavam pelo menos algum aspecto do saneamento. Entretanto, apenas 13 contemplavam os quatro eixos avaliados pelo estudo: planejamento e regionalização, investimentos, governança e regulação e metas tangíveis.
Universalização apareceu em 87% dos planos, drenagem em 76%, saneamento rural em 66%, investimentos em 58%, regionalização em 45%, população vulnerável em 35%, regulação em 32%, metas tangíveis em apenas 26% e governança de dados em 24%. (Agência Brasil)
Esses números ajudam a explicar por que o debate profissional precisa avançar além da expressão “universalizar”.
Universalização é o objetivo. O plano de execução precisa informar como chegar até ele.
O Brasil ainda tem uma conta operacional enorme
Os dados mais recentes baseados no SINISA, ano-base 2024, indicam aproximadamente 33 milhões de brasileiros sem acesso à água potável e cerca de 90 milhões sem coleta de esgoto. Apenas 51,8% do esgoto gerado seria tratado, enquanto as perdas de água alcançariam aproximadamente 39,5%. (Trata Brasil)
Em 2024, segundo o Instituto Trata Brasil com dados do SINISA, foram investidos cerca de R$ 29,1 bilhões em água e esgoto.
A entidade calcula que seriam necessários aproximadamente R$ 48 bilhões por ano para atingir as metas de universalização e estima uma necessidade acumulada adicional da ordem de R$ 431 bilhões. (Trata Brasil)
Essa diferença transforma qualquer proposta eleitoral de expansão do saneamento em uma pergunta financeira.
De onde virá o dinheiro?
Tarifa, geração própria de caixa, orçamento estadual, financiamento federal, BNDES, debêntures, fundos de infraestrutura, PPPs e concessões podem participar dessa equação em combinações diferentes.
Para o profissional de saneamento, portanto, expansão física e sustentabilidade econômico-financeira não podem ser tratadas separadamente.
Do discurso para a operação: o que precisa ser respondido
Tema
Pergunta técnica necessária
Universalização
Qual é a cobertura inicial e qual indicador será entregue em 2030 e 2033?
Investimentos
Qual CAPEX será necessário e qual o cronograma anual?
Financiamento
De onde virão os recursos e qual será seu custo?
Tarifa
Como garantir equilíbrio econômico-financeiro e proteção aos usuários vulneráveis?
Água
Como serão tratados perdas, segurança hídrica, intermitência e qualidade?
Esgoto
Quantas ligações, redes, elevatórias e sistemas de tratamento serão necessários?
Zona rural
Rede convencional ou soluções descentralizadas? Quem operará depois da implantação?
Regulação
Qual agência verificará metas, qualidade, investimentos e tarifas?
Contratos
Como serão distribuídos riscos de obras, demanda, financiamento e operação?
Dados
Quem medirá os resultados e como eles serão auditados?
Essa matriz não depende de uma posição partidária. É o conjunto de informações necessário para transformar política pública em engenharia, operação e prestação mensurável de serviço.
O que a experiência internacional acrescenta
A discussão brasileira costuma concentrar atenção na propriedade do prestador: estatal ou privada.
A experiência internacional mostra que a estrutura institucional é mais diversa.
A OCDE analisou em 2026 modelos baseados em regulação por contrato, regulação por agência e autorregulação, destacando que diferentes países adotam combinações institucionais distintas. Seus Princípios de Governança da Água foram desenvolvidos para estruturas públicas, privadas e mistas. Entre os pontos centrais estão objetivos mensuráveis, responsabilidades claramente definidas, capacidade institucional e monitoramento periódico. (OECD)
O Banco Mundial segue abordagem semelhante ao tratar políticas, instituições e regulação como fundamentos para desempenho sustentável de serviços de água e esgoto. Isso inclui clareza institucional, regulação econômica, sustentabilidade financeira, qualidade do serviço e capacidade das utilities. (Banco Mundial)
A principal utilidade desse benchmarking para profissionais brasileiros não é importar um modelo estrangeiro pronto.
É perceber que a identidade societária do operador não substitui gestão, regulação e indicadores.
O que muda para empresas de saneamento
Uma eleição estadual pode provocar impactos muito antes de qualquer alteração jurídica nas companhias.
Diretorias precisam preparar cenários de continuidade e mudança. Áreas jurídicas acompanham contratos e legislação. Planejamento avalia CAPEX. Regulação acompanha metas. Operação precisa manter sistemas funcionando. Engenharia precisa preservar projetos plurianuais. Comercial precisa avaliar tarifas, inadimplência, cadastro, atendimento e percepção dos clientes.
Há ainda uma dimensão frequentemente subestimada: pessoas.
Mudanças de modelo institucional podem afetar estruturas organizacionais, contratação de terceiros, perfis profissionais e competências exigidas.
Ao mesmo tempo, a universalização aumenta a necessidade de engenheiros, operadores, analistas de dados, especialistas em perdas, profissionais comerciais, reguladores, gestores contratuais, equipes de atendimento, técnicos de campo e profissionais de tecnologia.
O debate político ocorre durante algumas semanas. A execução dos sistemas continuará por décadas.
O que gestores devem observar a partir de agora
Para as companhias, o primeiro documento importante depois das eleições será menos o discurso e mais o planejamento que o acompanha.
O gestor de saneamento precisa observar se os compromissos anunciados se convertem em metas anuais, carteira de projetos, orçamento, fontes de financiamento, indicadores regulatórios e contratos executáveis.
Também será necessário acompanhar a relação entre universalização e produtividade.
Não basta instalar quilômetros de rede. Uma rede sem ligação ativa não universaliza efetivamente o serviço. Uma estação sem carga suficiente utiliza ativos de maneira ineficiente. Água produzida e perdida antes do faturamento pressiona custos. Cliente conectado e inadimplente afeta caixa. Obra entregue sem manutenção futura cria passivo operacional.
É justamente nesse ponto que a experiência de quem trabalha diariamente nas companhias ganha importância.
São profissionais de planejamento, engenharia, operação, comercial, regulação, tecnologia e campo que transformam grandes metas políticas em milhares de decisões técnicas.
O saneamento nos debates precisa chegar ao nível dos indicadores
A Lei nº 11.445, atualizada pelo Marco Legal, não estabeleceu apenas percentuais nacionais.
Os contratos devem considerar também não intermitência, redução de perdas e melhoria dos processos de tratamento. A Norma de Referência nº 8 da ANA estabelece mecanismos para avaliação das metas de universalização. (Presidência da República)
Isso modifica a pergunta que empresas e profissionais deveriam fazer diante de qualquer anúncio.
Não é somente quantas pessoas receberão rede.
É necessário saber quantas estarão efetivamente conectadas, qual será a continuidade do abastecimento, qual volume de esgoto será coletado e tratado, quais perdas serão reduzidas, qual será a qualidade da água, quanto custará operar os ativos e como a tarifa será definida.
Essa é a diferença entre uma obra e um serviço sustentável.
Conclusão: 2033 aproxima política pública e operação
O saneamento nos debates estaduais de 29 de setembro colocou Cedae, Sabesp e Saneago dentro da discussão eleitoral por caminhos institucionais próprios.
Para os profissionais do setor, entretanto, existe uma agenda que permanece independentemente do resultado das urnas.
O Brasil continuará precisando ampliar sistemas de água, construir redes e estações de esgoto, reduzir perdas, aumentar ligações ativas, atender áreas rurais, melhorar segurança hídrica, financiar bilhões de reais em infraestrutura e fortalecer mecanismos de regulação e acompanhamento.
O prazo de 2033 transforma o próximo ciclo de governos estaduais em período operacionalmente relevante para essa agenda.
Por isso, talvez a pergunta mais útil para quem trabalha no saneamento não seja apenas quem será o proprietário ou operador da companhia.
As perguntas técnicas são mais amplas: quais metas estarão no contrato, quanto será investido, quem financiará, quem fiscalizará, como será medida a qualidade e qual resultado chegará efetivamente à torneira, ao ramal de esgoto e à experiência do cliente?
É nesse nível que uma proposta deixa de ser discurso e começa a se transformar em saneamento.
Fontes e referências
Agência Brasil — Radioagência Nacional
Estudo aponta que 13 de 62 candidatos têm plano amplo de saneamento — 29 de setembro de 2026.
Acessar a publicação
Ministério das Cidades
Marco Legal do Saneamento.
Acessar a página oficial
Presidência da República — Planalto
Lei nº 11.445/2007, atualizada pela Lei nº 14.026/2020.
Consultar a legislação
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico — ANA
Norma de Referência nº 8/2024 — Metas progressivas de universalização.
Consultar a norma
Instituto Trata Brasil
Voto no Saneamento: como a plataforma quer colocar o tema no centro das eleições — 30 de junho de 2026.
Acessar a publicação
Instituto Trata Brasil
Indicadores de saneamento estão distantes das metas a sete anos do prazo de universalização — 23 de fevereiro de 2026.
Acessar os indicadores
Instituto Trata Brasil
Brasil investe 39% a menos por pessoa do que o necessário para universalizar o saneamento — 1º de setembro de 2026.
Acessar a análise
O Dia
Debate para governador tem embates sobre segurança, corrupção e transporte — 29 de setembro de 2026.
Acessar a cobertura do debate do Rio
BNDES
Rio de Janeiro e BNDES lançam edital para concessão de novo Bloco 3 de saneamento.
Acessar a publicação do BNDES
BNDES
BNDES aprova financiamento de R$ 19,3 bilhões aos blocos 1 e 4 do Leilão da Cedae.
Acessar a publicação
Folha de S.Paulo
Tarcísio e Haddad levam nacionalização a debate em SP e trocam ataques sobre elos com suspeitos — 30 de setembro de 2026.
Acessar a cobertura do debate de São Paulo
Folha de S.Paulo
Veja derrapadas, omissões e distorções de Tarcísio e Haddad em debate — 30 de setembro de 2026.
Acessar a checagem
Sabesp — Relações com Investidores
Universalização. Dados atualizados até agosto de 2026.
Acessar indicadores de universalização
Sabesp — Relações com Investidores
Ambiente Regulatório.
Acessar informações regulatórias
Arsesp — Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo
Nota Técnica do primeiro reajuste tarifário da Sabesp — URAE 1.
Consultar a nota técnica
Portal Papo Aberto
Saneago segue estatal, garante Daniel Vilela em debate — 29 de setembro de 2026.
Acessar a cobertura
Saneago
Concorrência Internacional nº 01/2025 — PPP para universalização do esgotamento sanitário em 216 municípios.
Consultar o processo da PPP
OECD — Organisation for Economic Co-operation and Development
Economic regulation of water supply and sanitation services: Key trends and approaches — 26 de maio de 2026.
Acessar o estudo
OECD
The OECD Principles on Water Governance and implementation strategy.
Acessar os princípios de governança da água
World Bank
Water Supply and Sanitation Policies, Institutions, and Regulation: Adapting to a Changing World.
Acessar a publicação



