Redução de perdas de água avança em Piracicaba

800 registros são apenas a parte visível de uma mudança maior

Piracicaba já instalou 800 novos registros de rede, ultrapassando 80% de uma meta de 1.000 equipamentos. O investimento informado é de R$ 9 milhões e também contempla válvulas de controle de pressão. Isoladamente, esses números poderiam parecer apenas mais uma obra de manutenção. O contexto, porém, muda completamente a dimensão do projeto: o Plano Municipal de Saneamento Básico aponta um indicador de perdas de 54,4% e estabelece a meta de chegar a 25% até 2033. Portanto, a intervenção faz parte de uma estratégia muito mais ampla de redução de perdas de água

A principal questão para profissionais do setor não é quantos registros foram instalados, mas o que a companhia conseguirá enxergar, controlar e decidir depois que a rede estiver efetivamente setorizada.

Um registro de manobra permite bloquear trechos. Uma válvula de controle de pressão ajuda a administrar pressões. Entretanto, quando esses ativos são combinados com macromedição, telemetria, cadastro técnico confiável, modelagem hidráulica, pesquisa ativa de vazamentos e velocidade de reparo, eles deixam de ser apenas componentes da rede e passam a formar uma infraestrutura de inteligência operacional.

É justamente nesse ponto que o caso de Piracicaba oferece uma lição importante para outras companhias.

O que está acontecendo em Piracicaba

Segundo a Prefeitura, os 800 equipamentos instalados substituem antigos registros de manobra e integram as obras de setorização da rede. O investimento total de R$ 9 milhões também inclui VRPs — válvulas utilizadas para controlar a pressão da água —, com intervenções distribuídas por diferentes regiões do município. 

Há uma observação financeira relevante: não seria tecnicamente correto dividir os R$ 9 milhões pelos 1.000 registros e concluir que cada equipamento custa R$ 9 mil. O valor divulgado engloba também as VRPs e, potencialmente, os serviços necessários para implantação da setorização. A fonte pública não apresenta a decomposição detalhada desses custos.

A estratégia está inserida em um sistema de grande porte. Em 2025, o Semae informava aproximadamente 191 mil ligações de água e 1.762 quilômetros de redes, com trechos implantados há mais de 50 anos. Segundo a autarquia, a idade e a condição de algumas tubulações favorecem incrustações, fragilidade e maior ocorrência de vazamentos. 

Além disso, a setorização não está ocorrendo isoladamente. Entre 2025 e 2026, a Prefeitura informa mais de R$ 120 milhões em investimentos próprios em saneamento, incluindo substituição de redes, novas adutoras, reservatórios, modernização de unidades e sistemas inteligentes de controle operacional. Somente em Santa Teresinha são R$ 25,3 milhões para substituir 19,7 quilômetros de redes e adutoras e mais de 2 mil ramais. 

Isso evidencia uma característica essencial dos programas consistentes de redução de perdas de água: raramente existe uma tecnologia única capaz de resolver o problema.

Por que a setorização muda a gestão das perdas

Uma rede extensa, altamente interligada e pouco instrumentada pode funcionar quase como uma “caixa-preta”. A companhia sabe quanto produz e aproximadamente quanto consome, mas localizar onde parte relevante da água está desaparecendo pode ser difícil.

A setorização muda essa lógica.

A rede é dividida em áreas hidráulicas menores, cujas entradas e saídas podem ser conhecidas e monitoradas. Isso permite acompanhar vazão, pressão e comportamento de consumo de maneira muito mais localizada.

A orientação técnica da Water Loss Specialist Group, ligada à International Water Association (IWA), define um District Metered Area — DMA, equivalente ao conceito de Distrito de Medição e Controle (DMC), como uma área discreta da rede cujas entradas e saídas de água são medidas. A análise dessas vazões permite identificar onde a pesquisa de vazamentos tende a produzir maior resultado. 

Essa distinção é importante.

Um setor hidráulico não se transforma automaticamente em um DMC apenas porque registros foram instalados.

Para alcançar um nível de gestão comparável aos melhores sistemas de controle de perdas, normalmente é necessário saber exatamente quais são seus limites, medir as entradas e eventuais saídas, dispor de dados de pressão e assegurar que não existam interligações desconhecidas entre setores.

A notícia de Piracicaba informa a implantação de setorização e VRPs, mas não apresenta quantos DMCs serão efetivamente constituídos, quantos macromedidores estarão associados ao projeto ou qual volume anual de água se espera recuperar. Portanto, ainda não é possível medir o resultado hidráulico final do investimento apenas com as informações divulgadas.

VRPs: reduzir pressão pode significar reduzir vazamento

O controle de pressão é outro componente decisivo da redução de perdas de água.

Em uma rede pressurizada, vazamentos existentes tendem a descarregar mais água quando submetidos a pressões maiores. Pressões excessivas também podem aumentar esforços sobre tubulações, juntas e ramais e contribuir para novas ocorrências.

Por isso, uma VRP bem aplicada procura manter pressão suficiente para atendimento dos clientes sem operar permanentemente muito acima da necessidade hidráulica.

Mas reduzir pressão não significa simplesmente “fechar uma válvula”.

É necessário conhecer cotas topográficas, horários de maior consumo, pontos críticos da rede, pressão mínima requerida, comportamento noturno e capacidade de atendimento durante situações especiais.

Uma regulagem inadequada pode trocar um problema por outro: diminui-se a pressão em determinada região, mas surgem reclamações de baixa pressão ou dificuldade de abastecimento nos pontos mais altos.

Os sistemas mais avançados, por outro lado, podem utilizar diferentes patamares de pressão conforme o comportamento da demanda. Durante a madrugada, quando o consumo cai, existe possibilidade de reduzir pressões excedentes e, consequentemente, limitar a vazão de vazamentos.

Piracicaba já está procurando aquilo que não aparece na rua

Outro dado torna a estratégia do município particularmente interessante.

Em agosto de 2026, o Semae informou que suas equipes haviam percorrido 955 quilômetros de tubulações em cinco meses utilizando geofonamento, passando por mais de 40 bairros e identificando e reparando 689 vazamentos não visíveis. A meta anunciada era inspecionar aproximadamente 1.500 quilômetros de rede até dezembro. 

Esse trabalho complementa diretamente a setorização.

O geofone procura o vazamento. O DMC ajuda a indicar onde procurar primeiro.

Essa diferença parece pequena, mas altera significativamente a produtividade de uma equipe de perdas.

Imagine dois setores. Em um deles, a vazão mínima noturna cresce persistentemente. No outro, permanece estável. Havendo dados confiáveis, uma equipe de pesquisa acústica pode ser direcionada primeiro para a região que apresenta maior evidência de anormalidade.

A redução de perdas de água deixa, então, de ser uma sucessão de varreduras generalizadas e passa gradualmente para uma lógica orientada por risco e informação.

Perdas reais são apenas metade do problema

Existe, entretanto, outro cuidado importante.

Registros, VRPs, renovação de redes e pesquisa acústica atuam principalmente sobre as chamadas perdas reais ou físicas: água que efetivamente escapa do sistema por vazamentos e rompimentos.

O SINISA diferencia essas ocorrências das perdas aparentes, nas quais a água chega a ser consumida, mas não é corretamente contabilizada em razão de fatores como submedição, problemas cadastrais, ligações clandestinas, fraudes ou erros de medição. 

Consequentemente, uma companhia pode obter excelente evolução hidráulica e ainda apresentar resultado comercial abaixo do esperado se não atacar simultaneamente seu parque de hidrômetros, cadastro, irregularidades e qualidade da medição.

Esse é um dos motivos pelos quais a redução de perdas de água precisa envolver operação, engenharia, manutenção, comercial, tecnologia, planejamento e regulação.

Não é exclusivamente um projeto da área de perdas.

O tamanho do desafio aparece na comparação com São Paulo

O SINISA 2025 apresenta para o Estado de São Paulo um indicador agregado de 32,2% de perdas totais de água na distribuição. O PMSB de Piracicaba, por sua vez, registra 54,4% e estabelece redução para 25% em 2033. 

A comparação deve ser interpretada com cautela, porque bases, abrangências e metodologias específicas precisam ser verificadas antes de comparar diretamente indicadores de prestadores diferentes.

Mesmo assim, a distância entre os números deixa evidente a magnitude do desafio local.

Sair de um patamar superior a 50% para próximo de 25% não costuma ser resultado de uma única campanha de reparo. Exige continuidade de investimentos, conhecimento hidráulico da rede, renovação de ativos, capacidade operacional e, sobretudo, acompanhamento permanente dos resultados.

O Brasil já mostra que a combinação de soluções é o caminho

A experiência da Sabesp reforça essa visão.

No Relatório de Sustentabilidade 2024, a companhia informa que seu Programa Corporativo de Redução de Perdas acumulou R$ 10,5 bilhões em investimentos em valores correntes entre 2009 e 2024, equivalentes a R$ 14,1 bilhões atualizados para 2024.

A estratégia reúne pesquisa acústica de vazamentos, reparos, renovação de redes e ramais, controle de pressão e melhorias operacionais. Para as perdas aparentes, inclui substituição de medidores, atualização cadastral, combate às fraudes e regularização de ligações. Somente para 2025, o relatório previa R$ 2,05 bilhões em ações de combate às perdas. 

Há ainda um ponto especialmente interessante para gestores: a Sabesp utiliza contratos de performance em municípios como Guarujá, Praia Grande, São José dos Campos e Mauá, vinculando a remuneração do contratado à recuperação efetiva de volumes de água.

A mensagem é clara: não basta contratar atividade. É possível contratar resultado.

Cagece cria setores de 3 mil a 7 mil ligações em Fortaleza

Outro exemplo diretamente comparável vem do Ceará.

A Cagece anunciou investimento de R$ 114 milhões, financiado pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), para implantação de DMCs e outras melhorias em 51 bairros de Fortaleza, alcançando mais de 1 milhão de pessoas. Segundo a companhia, os distritos contemplam aproximadamente 3 mil a 7 mil ligações domiciliares

O projeto não se limita ao fechamento de setores. Inclui ampliações de rede, substituição de hidrômetros, ligações domiciliares e melhorias no abastecimento.

Esse desenho é especialmente relevante para Piracicaba e outros prestadores: a setorização precisa conversar com o restante da infraestrutura.

Um DMC com tubulações fragilizadas continuará exigindo renovação de ativos. Um DMC com hidrômetros submedindo continuará apresentando perdas aparentes. Um DMC sem telemetria desperdiçará parte de sua capacidade de gerar informação.

Lisboa mostra o que acontece quando o setor vira inteligência

Um dos benchmarks internacionais mais interessantes está em Lisboa.

A EPAL informa que seu sistema WONE utiliza zonas de monitorização e controle, dados de vazão e pressão e integração de informações da rede para orientar o controle ativo de fugas.

Segundo a empresa portuguesa, a água não faturada na rede de distribuição de Lisboa caiu de 23,5% em 2005 para aproximadamente 8% em 2015

Existe uma ressalva fundamental: água não faturada (Non-Revenue Water) não é necessariamente equivalente ao indicador brasileiro de perdas na distribuição. Os percentuais, portanto, não devem ser simplesmente colocados lado a lado.

A principal lição da EPAL está no processo.

O sistema integra monitoramento de setores, vazões, pressões e informações operacionais para detectar comportamentos anormais e direcionar intervenções. Assim, o ativo físico passa a produzir inteligência para a tomada de decisão.

É esse estágio que representa a evolução natural da setorização.

Redução de perdas de água já é questão regulatória

O tema deixou de ser apenas operacional.

A Portaria MCID nº 788/2024 condiciona a alocação de recursos públicos federais e determinados financiamentos da União destinados ao abastecimento de água ao atendimento de indicadores de perdas. 

A norma estabelece os seguintes limites:

  • até 2025: 35% e 303 litros por ligação por dia;
  • entre 2026 e 2032: 30% e 263 litros por ligação por dia;
  • a partir de 2033: 25% e 216 litros por ligação por dia. 

Existe aqui um detalhe de grande relevância para Piracicaba.

A meta municipal de 25% em 2033 coincide com o limite percentual estabelecido federalmente para aquele período. Entretanto, perseguir somente o percentual não é suficiente: a Portaria também utiliza o indicador expresso em litros por ligação por dia.

Para gestores, essa é uma importante mudança de mentalidade. Uma estratégia de redução de perdas de água não deve acompanhar apenas um indicador.

A Norma de Referência ANA nº 9/2024 reforça essa orientação ao incluir entre os indicadores operacionais de Nível I o Índice de Perdas de Água na Distribuição por Ligação. A norma também determina que as metas de redução sejam compatíveis com a Portaria MCID nº 788/2024. 

Perdas passam, portanto, a influenciar simultaneamente eficiência operacional, regulação, planejamento e capacidade de acessar recursos.

O que muda na prática para as companhias

Para uma empresa de saneamento, os benefícios potenciais da setorização vão muito além da quantidade de água recuperada.

Na operação, setores menores podem facilitar a localização de anormalidades, a manobra da rede e o isolamento de áreas durante reparos.

Na manutenção, dados de vazão, pressão, reincidência de rompimentos e idade das tubulações ajudam a priorizar onde renovar ativos.

Na gestão energética, evitar pressões desnecessariamente elevadas pode reduzir desperdícios hidráulicos e, dependendo da configuração do sistema, contribuir para maior eficiência de bombeamento.

Na área comercial, o controle de perdas aparentes exige integração com hidrômetros, cadastro, fiscalização e análise de consumo.

No atendimento ao cliente, uma rede melhor conhecida pode permitir interrupções mais localizadas e diagnósticos mais precisos. Por outro lado, mudanças mal dimensionadas de pressão podem gerar reclamações.

Na regulação, os indicadores precisam ter rastreabilidade e consistência, porque deixam de ser apenas números gerenciais e passam a integrar avaliação de desempenho e requisitos relacionados a financiamentos.

O que gestores devem medir depois dos 1.000 registros

A instalação física é um marco intermediário. Para avaliar se o investimento produziu resultado, a gestão deveria conseguir acompanhar, entre outros elementos:

  1. perdas em litros por ligação por dia e em percentual;
  2. vazão mínima noturna por setor;
  3. pressão média e pressão no ponto crítico;
  4. volume de água recuperado após intervenções;
  5. número de vazamentos detectados e reincidência;
  6. tempo entre identificação e reparo;
  7. rompimentos por quilômetro de rede;
  8. extensão de rede efetivamente monitorada;
  9. qualidade e disponibilidade dos dados de macromedição;
  10. evolução das perdas aparentes e da submedição.

Em outras palavras, a melhor evidência de sucesso não será chegar ao registro número 1.000.

Será demonstrar o que aconteceu com o balanço hídrico depois dele.

O que pode dar errado

Setorizar uma cidade é tecnicamente exigente.

Um registro fechado de maneira incorreta pode prejudicar o abastecimento. Uma interligação não cadastrada pode comprometer o balanço de um DMC. Um macromedidor mal dimensionado pode produzir dados pouco confiáveis. Uma VRP com parametrização inadequada pode causar baixa pressão.

Há ainda riscos menos visíveis.

Encontrar vazamentos sem possuir capacidade para repará-los rapidamente cria um estoque de ocorrências. Reparar vários vazamentos pode alterar o comportamento hidráulico e exigir nova regulagem de pressões. Atualizar a rede física sem atualizar o GIS deixa o conhecimento operacional dependente novamente da memória das equipes.

E existe um erro particularmente comum: concentrar todos os recursos nas perdas reais e esperar que o indicador comercial responda na mesma velocidade.

A redução de perdas de água deve ser administrada como um sistema, não como uma coleção de obras.

Tecnologia ajuda, mas conhecimento de campo continua decisivo

Nos próximos anos, a tendência é que DMCs estejam cada vez mais associados a telemetria, modelos hidráulicos, sensores acústicos permanentes, medição inteligente, análise de dados, inteligência artificial e manutenção preditiva.

Isso não elimina o papel do profissional de saneamento.

Ao contrário.

Um algoritmo pode apontar uma anomalia de vazão. Entretanto, alguém precisa interpretar se ela decorre de um vazamento, alteração operacional, grande consumidor, abertura de uma interligação, erro de medição ou mudança legítima de demanda.

Um modelo hidráulico pode sugerir uma pressão. Uma equipe precisa verificar se os usuários no ponto crítico continuam adequadamente abastecidos.

Um sistema pode indicar onde existe maior probabilidade de falha. Técnicos e engenheiros precisam transformar essa informação em intervenção segura.

A digitalização aumenta o valor do conhecimento operacional — desde que os dados sejam confiáveis.

Lições para profissionais de saneamento

O caso de Piracicaba deixa cinco aprendizados que podem ser aplicados em praticamente qualquer prestador.

Primeiro: perdas precisam ser territorializadas. Saber que uma cidade perde determinada porcentagem é insuficiente; é necessário descobrir onde, quando e por que a água está sendo perdida.

Segundo: controle de pressão e pesquisa ativa de vazamentos devem trabalhar juntos.

Terceiro: perdas reais e aparentes exigem competências diferentes e precisam ser combatidas simultaneamente.

Quarto: indicadores de perdas precisam orientar investimentos. Trechos antigos, reincidência de vazamentos, vazão mínima noturna, pressão e custo de manutenção podem ajudar a decidir onde renovar redes primeiro.

Quinto: programas de perdas precisam sobreviver aos ciclos administrativos. O exemplo da Sabesp mostra uma estratégia iniciada em 2009; a experiência de Lisboa demonstra resultados construídos ao longo de anos. Programas de redução de perdas de água dificilmente entregam transformação estrutural com iniciativas pontuais.

A principal oportunidade de Piracicaba começa depois da obra

Instalar 800 registros e caminhar para 1.000 é relevante. Associar a intervenção a VRPs, geofonamento, substituição de redes e sistemas inteligentes torna o movimento ainda mais consistente.

Mas o verdadeiro teste virá a seguir.

A rede precisa transformar seus novos setores em unidades permanentes de gestão. Isso significa produzir balanços confiáveis, acompanhar vazões mínimas, controlar pressões, identificar anomalias rapidamente, reparar vazamentos, renovar ativos e alimentar continuamente cadastro, modelos e sistemas operacionais.

A meta de reduzir o indicador de 54,4% para 25% até 2033 é suficientemente ambiciosa para exigir essa mudança de patamar. 

Se o programa evoluir nessa direção, os 1.000 registros poderão representar muito mais que equipamentos enterrados sob as ruas. Poderão funcionar como a infraestrutura que permitirá ao Semae enxergar sua rede em partes menores, priorizar recursos e transformar dados hidráulicos em decisões.

Essa talvez seja a maior lição para o setor: redução de perdas de água não acontece quando a companhia instala uma válvula. Acontece quando ela passa a saber, com precisão crescente, onde está perdendo água, por que está perdendo, quanto custa essa perda e qual intervenção oferece o maior retorno operacional.

No saneamento que busca eficiência, segurança hídrica e universalização, essa capacidade de decisão tende a valer tanto quanto a própria infraestrutura.

Fontes e referências

Prefeitura Municipal de Piracicaba
Redução de perdas d’água: 800 novos registros de rede já foram instalados em Piracicaba
3 de setembro de 2026
Acessar a publicação⁠

Semae Piracicaba
Plano de Saneamento define metas para melhorar abastecimento e reduzir desperdício de água
2026
Acessar a publicação do Semae⁠

Semae Piracicaba
Quase 1.000 km de tubulações são vistoriados pelo Semae no combate ao desperdício de água
Agosto de 2026
Acessar a publicação do Semae⁠

Semae Piracicaba
Publicação sobre manutenção da rede, vazamentos e infraestrutura de distribuição
17 de março de 2025
Acessar a fonte⁠

Ministério das Cidades
Portaria MCID nº 788, de 1º de agosto de 2024
Publicada no DOU em 16 de agosto de 2024
Acessar a Portaria nº 788/2024⁠

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico — ANA
Resolução ANA nº 211/2024 — Norma de Referência nº 9/2024
19 de setembro de 2024
Acessar a Resolução ANA nº 211/2024⁠

Ministério das Cidades — SINISA
Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico — Abastecimento de Água 2025
Publicado em 2026
Acessar os resultados do SINISA⁠

Sabesp
Relatório de Sustentabilidade 2024 — Programa Corporativo de Redução de Perdas
Acessar o Relatório de Sustentabilidade⁠

Cagece — Companhia de Água e Esgoto do Ceará
Setorização do abastecimento de água reduz perdas e otimiza o serviço em Fortaleza
18 de março de 2025
Acessar o projeto da Cagece⁠

EPAL — Empresa Portuguesa das Águas Livres
WONE — Water Optimization for Network Efficiency
Conhecer o sistema WONE⁠

International Water Association — Water Loss Specialist Group
DMA Management Guidance Notes — Version 2
Março de 2024
Acessar o documento técnico⁠