Turbidez da água reduz produção na Baixada Santista

Chover muito também pode provocar falta d’água

A turbidez da água causada pelas chuvas excepcionalmente intensas na Baixada Santista reduziu em aproximadamente 20% a capacidade de captação, tratamento e distribuição de água do sistema regional da Sabesp. O episódio atingiu principalmente Santos, São Vicente e Cubatão, com relatos de falta d’água e baixa pressão durante vários dias. 

O dado meteorológico ajuda a dimensionar o desafio. Santos acumulou 401 milímetros de chuva nos primeiros 14 dias de setembro, quase três vezes a média histórica de 139,9 mm registrada para o mês inteiro. A Prefeitura classificou setembro de 2026 como o mais chuvoso da série histórica municipal para esse período. 

Para profissionais de saneamento, o episódio traz uma lição que pode parecer contraditória para quem está fora do setor: uma cidade pode estar cercada por água e, ainda assim, enfrentar dificuldade para produzir água potável.

O gargalo não está necessariamente na quantidade disponível no rio. Pode estar na qualidade da água que chega à estação, na capacidade de tratamento da ETA, na reservação de água tratada, na flexibilidade entre sistemas produtores e na velocidade com que a operação consegue responder a uma mudança abrupta na água bruta.

Esse é o ponto que transforma o caso da Baixada Santista em uma discussão relevante para praticamente qualquer companhia que opere captações superficiais no Brasil.

O que aconteceu na Baixada Santista

Segundo as informações divulgadas pela Sabesp, as enxurradas transportaram para os rios terra, folhas, matéria orgânica e outros materiais, elevando significativamente a turbidez da água captada.

Com mais sólidos suspensos entrando nas estações, o processo precisa ser ajustado. A água pode exigir maior tempo nas etapas de coagulação, floculação e decantação, enquanto filtros acumulam partículas mais rapidamente e precisam ser lavados com maior frequência.

O diretor de Operação da Produção e Tratamento de Água da Sabesp, Marco Antonio Barros, explicou que a maior concentração de partículas exige operação mais lenta para manter a eficiência da decantação. O aumento da frequência de lavagem de filtros e decantadores também retira unidades temporariamente de operação e reduz a produção disponível. 

Ou seja: não se trata simplesmente de “captar mais água porque está chovendo”.

Existe um limite físico e operacional para transformar água bruta de qualidade deteriorada em água potável dentro dos padrões exigidos.

Na atualização mais recente localizada durante esta apuração, divulgada nesta quinta-feira, 17 de setembro, a Sabesp informou que os sistemas de captação e tratamento haviam retornado à operação normal. Entretanto, os reservatórios de água tratada ainda estavam em recuperação, com previsão de recomposição até sexta-feira, dia 18. 

Esse intervalo entre recuperar a ETA e recuperar plenamente o abastecimento é outro detalhe importante. Produção normalizada não significa torneiras imediatamente normalizadas em toda a cidade.

Reservatórios precisam recuperar níveis, adutoras precisam ser recarregadas, pressões precisam ser recompostas e pontos mais distantes ou elevados da rede podem demorar mais para receber água.

Por que a turbidez da água é tão importante

Turbidez é, de forma simplificada, a medida da perda de transparência da água provocada por partículas suspensas.

Argila, silte, matéria orgânica e outros materiais podem aumentar a turbidez da água depois de chuvas intensas.

Em uma ETA convencional, produtos coagulantes ajudam a desestabilizar pequenas partículas. Elas se agrupam formando flocos, que posteriormente são removidos por decantação e filtração.

O problema aparece quando a carga de sólidos muda rapidamente.

Uma estação projetada para determinada faixa de qualidade de água bruta pode continuar produzindo durante um evento extremo, mas eventualmente precisa reduzir vazão para preservar a eficiência das barreiras de tratamento.

Além disso, filtros saturam mais rapidamente. Isso significa mais retrolavagens, consumo de água de processo, geração de lodo, uso de produtos químicos e esforço operacional.

A Organização Mundial da Saúde destaca que turbidez elevada pode afetar processos de tratamento e desinfecção e recomenda gestão de riscos desde o manancial até o consumidor, especialmente diante de eventos climáticos extremos. 

Portanto, reduzir temporariamente uma ETA pode representar uma decisão de proteção sanitária, e não simplesmente uma falha de produção.

Mas essa conclusão não encerra a discussão.

A pergunta gerencial mais importante é outra: quanto tempo um sistema urbano consegue suportar uma redução temporária da produção sem transformar o problema da ETA em desabastecimento para o cliente?

É aí que entram reservação, redundância e flexibilidade operacional.

A legislação brasileira ajuda a entender a decisão operacional

A Portaria GM/MS nº 888/2021 estabelece parâmetros rigorosos para água destinada ao consumo humano.

Para sistemas com filtração rápida, o padrão pós-filtração estabelece turbidez de até 0,5 unidade de turbidez em 95% das amostras mensais, admitindo até 1,0 uT nas demais amostras previstas pela norma. Na rede de distribuição, o valor máximo permitido para turbidez é de 5,0 uT. 

Um detalhe é fundamental: esses números se referem à água depois das etapas de tratamento indicadas pela norma, e não significam que o rio precise apresentar 0,5 uT.

Uma ETA existe justamente para remover a turbidez.

Entretanto, quanto mais agressiva for a alteração da água bruta, maior será a exigência sobre coagulação, decantação e filtração. Em determinado momento, manter a vazão nominal pode significar reduzir a margem de segurança do processo.

Para operadores de ETA, portanto, vazão produzida e qualidade produzida nunca podem ser analisadas separadamente.

A Baixada já conhecia essa vulnerabilidade

O episódio de setembro não surgiu em um sistema que desconhecia o risco.

O diagnóstico divulgado pelo Governo de São Paulo para o plano de investimentos da região já apontava restrições na capacidade de produção durante picos, baixa flexibilidade operacional entre sistemas, reservação insuficiente e vulnerabilidade a eventos climáticos extremos. O próprio documento cita o aumento da turbidez dos mananciais durante períodos de chuva intensa como fator capaz de comprometer o processo de tratamento. 

Há atualmente um programa de investimentos de bilhões de reais para ampliar a infraestrutura regional.

Entre as obras anunciadas estão a interligação Santos–Guarujá, novos sistemas de reservação, ampliação da integração regional e a nova ETA Melvi, projetada para adicionar capacidade de produção ao sistema. 

Outro reforço particularmente relacionado ao problema foi realizado no Sistema Mambu-Branco, em Itanhaém. Dois reservatórios colocados em operação em 2026 acrescentaram 20 milhões de litros de água tratada. O planejamento regional prevê 23 novos reservatórios, com acréscimo superior a 130 milhões de litros à capacidade de armazenamento. 

Reservar mais água não reduz a turbidez do rio.

Mas cria tempo.

Esse talvez seja um dos conceitos mais importantes de segurança hídrica: reservação funciona como uma bateria operacional. Quando a produção cai temporariamente, o sistema pode continuar abastecendo consumidores enquanto a ETA enfrenta o evento crítico.

O benchmarking mais direto está no Litoral do Paraná

Poucos exemplos brasileiros são tão comparáveis ao caso da Baixada Santista quanto o ocorrido em Matinhos, no Paraná.

A Sanepar também captava água de excelente qualidade em um manancial proveniente da Serra do Mar. A ETA utilizava filtração direta porque, normalmente, a quantidade de sedimentos era pequena.

O problema aparecia justamente quando chovia muito.

Terra, folhas e matéria orgânica elevavam a turbidez da água, reduzindo a capacidade da filtração. Em uma ocorrência da temporada anterior, a ETA chegou a ficar aproximadamente 17 horas parada.

A resposta da companhia foi instalar um floco-decantador, acrescentando uma etapa de pré-tratamento antes da filtração.

O investimento divulgado foi de R$ 6,1 milhões. O sistema passou a ser acionado a partir do monitoramento contínuo da turbidez e, segundo a Sanepar, já evitou uma paralisação estimada em cerca de 12 horas durante uma chuva significativa após sua entrada em operação. 

A comparação não significa que a mesma solução possa simplesmente ser copiada pela Sabesp. Cada manancial possui características próprias e cada ETA tem hidráulica, processos e limitações diferentes.

Mas o princípio é extremamente aplicável: uma estação originalmente concebida para água bruta de boa qualidade pode precisar ganhar uma barreira adicional quando eventos extremos mudam o perfil do manancial.

Esse tipo de retrofit tende a ganhar importância no saneamento brasileiro.

Auckland mostra por que interligação vale tanto quanto capacidade

Outro caso útil ocorreu em Auckland, na Nova Zelândia.

Durante as tempestades de 2023, a região de Upper Nihotupu recebeu cerca de 370 mm de chuva em uma semana, contra aproximadamente 23 mm esperados em uma semana normal de janeiro.

Deslizamentos transportaram grande quantidade de sedimentos para reservatórios. Duas fontes chegaram a ser retiradas temporariamente de operação e a produção da ETA Huia foi reduzida. 

Em medições posteriores, a Watercare encontrou em alguns pontos turbidez até 500 vezes superior aos níveis anteriores ao temporal. 

Mesmo assim, a utility conseguiu compensar parte do problema utilizando outras estações e a elevada interconexão da rede metropolitana.

A lição é importante: segurança de abastecimento não depende apenas de construir uma ETA maior.

Depende de conseguir transferir água entre sistemas quando uma fonte fica temporariamente comprometida.

Adutoras de integração podem ser tão estratégicas para a resiliência quanto novos módulos de tratamento.

Portland usa uma segunda fonte quando a turbidez dispara

Portland, nos Estados Unidos, adota outra estratégia.

Chuvas fortes elevaram rapidamente a turbidez do manancial Bull Run em dezembro de 2025. O Portland Water Bureau interrompeu temporariamente o uso dessa fonte e passou a abastecer a cidade com 100% de água subterrânea do Columbia South Shore Well Field. 

A lógica é de redundância: o aquífero funciona como segunda fonte durante tempestades, enchentes, incêndios ou outras situações que afetem Bull Run.

Portland também está implantando uma nova instalação de filtração justamente para reduzir a vulnerabilidade do sistema a eventos de turbidez, sedimentos, matéria orgânica e microrganismos. 

A aplicação brasileira não seria necessariamente perfurar poços.

A lição é mais ampla: um sistema resiliente precisa ter uma alternativa real quando sua principal fonte deixa de funcionar dentro das condições normais de projeto.

Essa alternativa pode ser outro manancial, outro sistema produtor, reservação adicional, interligação metropolitana ou uma tecnologia de pré-tratamento capaz de ampliar a faixa operacional da ETA.

O El Niño está presente, mas exige cuidado na interpretação

A reportagem original relaciona as chuvas ao El Niño. O contexto climático procede: a Organização Meteorológica Mundial informou no início de setembro que o El Niño estava firmemente estabelecido e deveria continuar se intensificando, com probabilidade próxima de 100% de persistir até o início de 2027. 

Entretanto, tecnicamente é prudente não afirmar que um episódio específico de chuva na Baixada Santista foi causado isoladamente pelo El Niño sem um estudo de atribuição meteorológica.

Fenômenos como frentes frias, umidade oceânica, circulação regional e condições atmosféricas locais também participam dos eventos de precipitação.

Para companhias de saneamento, porém, a discussão mais relevante não é estabelecer uma única causa.

É preparar ativos para operar em uma realidade na qual extremos hidrológicos podem ocorrer com maior severidade.

Impactos vão além da operação da ETA

A redução de produção por turbidez da água começa na operação, mas rapidamente alcança praticamente toda a organização.

Na área comercial, aumenta o volume de contatos, reclamações, solicitações por falta d’água e questionamentos sobre qualidade.

Na distribuição, pressões baixas aumentam a necessidade de acompanhamento de setores críticos e exigem cuidado adicional durante a retomada.

Na logística, entram caminhões-pipa, definição de rotas e priorização de hospitais, unidades de saúde, escolas e outros consumidores essenciais.

Na engenharia, o evento funciona como um teste real de capacidade de tratamento, reservação e transferência entre sistemas.

Na comunicação, surge talvez um dos maiores desafios: explicar ao cliente por que dias de chuva intensa podem resultar em torneiras sem água.

Já o impacto financeiro específico desse evento ainda não foi divulgado de forma suficiente para uma estimativa confiável. Portanto, não seria correto atribuir um valor. Existem, entretanto, componentes evidentes de custo operacional, como reforço de equipes, transporte emergencial de água, maior utilização de insumos, lavagens adicionais e gestão do episódio.

O que gestores devem observar após um evento desse tipo

Um bom pós-evento não deveria terminar quando a última reclamação desaparece. Ele deveria gerar dados para a próxima ocorrência.

Uma análise técnica pode verificar:

  • pico e curva de turbidez da água bruta em cada captação; vazão máxima sustentável da ETA em cada faixa de turbidez; consumo de coagulante e demais insumos; tempo entre lavagens e duração das carreiras de filtração; volume perdido em retrolavagens; produção horária efetiva durante o evento; autonomia real de cada reservatório; desempenho das interligações entre sistemas; bairros que perderam pressão primeiro e recuperaram por último; desempenho de caminhões-pipa e atendimento a clientes críticos; além do tempo entre a identificação da deterioração do manancial, a tomada de decisão operacional e a comunicação aos clientes.

Esse histórico permite construir curvas operacionais para diferentes cenários.

A próxima tempestade deixa de ser apenas um imprevisto e passa a ser uma condição operacional conhecida.

Tecnologia pode transformar chuva em um evento previsível

O salto seguinte está na antecipação.

Pluviômetros, radares meteorológicos, estações hidrológicas, sensores de turbidez online, nível de rios e modelos de previsão podem ser integrados aos centros de controle.

Se uma determinada intensidade acumulada de chuva na bacia costuma produzir aumento de turbidez algumas horas depois, a companhia pode começar a agir antes de a água deteriorada atingir a captação.

É possível antecipar dosagem química, preparar unidades de pré-tratamento, elevar previamente níveis de reservatórios de água tratada, reposicionar caminhões-pipa e alertar setores operacionais e comerciais.

Essa é a lógica defendida pelos Planos de Segurança da Água orientados pela OMS: enxergar o sistema do manancial ao consumidor, identificar eventos perigosos previamente e definir barreiras e respostas antes da emergência. 

O que pode dar errado

Uma das armadilhas seria concluir que basta aumentar a capacidade nominal da ETA.

Uma planta de 5 m³/s não necessariamente conseguirá produzir os mesmos 5 m³/s quando as características físico-químicas da água bruta mudarem drasticamente.

Outra seria apostar exclusivamente em reservatórios.

Reservação compra tempo, mas um evento prolongado pode consumir esse estoque.

Também seria insuficiente depender apenas de caminhões-pipa. Eles são essenciais para contingência, mas sua capacidade representa uma fração do volume movimentado diariamente por grandes sistemas urbanos.

A estratégia precisa combinar tratamento resiliente + reservação + interligação + fontes alternativas + monitoramento + gestão de bacia + comunicação.

A principal lição para profissionais de saneamento

O caso da Baixada Santista mostra que segurança hídrica não significa apenas garantir que exista água no manancial.

Significa conseguir produzir, armazenar, transportar e entregar água potável mesmo quando as condições saem da faixa normal.

Operadores precisam reconhecer mudanças rapidamente.

Laboratórios precisam fornecer informação confiável.

Engenheiros precisam projetar margens de segurança.

Equipes de manutenção precisam devolver filtros e decantadores ao serviço rapidamente.

Centros de controle precisam entender a dinâmica hidráulica da rede.

Profissionais comerciais precisam transformar uma ocorrência técnica complexa em uma comunicação que faça sentido para milhões de consumidores.

E gestores precisam converter cada evento extremo em aprendizado de engenharia.

É justamente aí que o trabalho dos profissionais de saneamento ganha relevância: a resiliência de um sistema não aparece apenas no projeto. Ela aparece na capacidade das equipes de antecipar, decidir e adaptar a operação quando o cenário real deixa de se comportar como o cenário de projeto.

Conclusão: a próxima chuva precisa encontrar um sistema melhor

A turbidez da água que reduziu a produção na Baixada Santista não deve ser analisada apenas como uma ocorrência meteorológica.

Ela funciona como um teste de estresse para todo o sistema.

A chuva mostrou o limite de tratamento em determinadas condições, pressionou a reservação, afetou a distribuição e chegou ao cliente.

Ao mesmo tempo, investimentos já em andamento — novos reservatórios, novas ETAs e maior integração entre sistemas — apontam exatamente para algumas das vulnerabilidades identificadas.

O aprendizado de Matinhos mostra que pré-tratamento adicional pode ampliar a faixa operacional de uma ETA. Auckland demonstra o valor de redes integradas. Portland evidencia a importância de uma fonte alternativa. E a OMS reforça a necessidade de planejar o risco antes de ele chegar à estação.

Para o saneamento brasileiro, talvez a pergunta mais importante depois deste episódio não seja “por que tanta chuva provocou falta d’água?”

A pergunta mais útil é:

quanto de turbidez, chuva e perda temporária de produção cada sistema brasileiro está preparado para suportar sem que o cliente perceba?

Responder tecnicamente a essa pergunta pode ser uma das tarefas mais importantes da engenharia e da gestão de abastecimento nos próximos anos.

Fontes e referências

BS9
Chuvas intensas e acima do normal reduzem capacidade de distribuição de água na Baixada Santista
16 de setembro de 2026
Acessar a reportagem do BS9⁠

Prefeitura de Santos — Defesa Civil
Santos registra setembro mais chuvoso da história e mantém estado de alerta
14 de setembro de 2026
Acessar a publicação da Prefeitura de Santos⁠

Costa Norte
Água voltou? Sabesp pede desculpas e atualiza situação do abastecimento na Baixada Santista
17 de setembro de 2026
Acessar a atualização do abastecimento⁠

Governo do Estado de São Paulo — Agência SP
Baixada Santista vai receber três vezes mais investimentos até 2029 em obras estruturantes
6 de janeiro de 2026
Acessar o plano de investimentos⁠

Prefeitura de Itanhaém / informações da Sabesp
Governo do Estado inaugura em Itanhaém um dos maiores reservatórios da América Latina
17 de junho de 2026
Acessar informações sobre os reservatórios Mambu-Branco⁠

Sanepar
Novo sistema evita paralisação da Estação de Tratamento de Água de Matinhos durante chuvas mais intensas
14 de janeiro de 2026
Acessar o benchmarking da Sanepar⁠

Ministério da Saúde
Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021 — padrão de potabilidade da água
Consultar a Portaria GM/MS nº 888/2021⁠

World Health Organization — WHO
Climate-resilient water safety plans: managing health risks associated with climate variability and change
6 de setembro de 2017
Consultar o documento da OMS⁠

World Health Organization — WHO
Water Safety Plan Manual — Second Edition
1º de março de 2023
Consultar o manual de Planos de Segurança da Água⁠

Watercare — Auckland, Nova Zelândia
Update on Auckland’s storm-hit water and wastewater services
2023
Consultar o caso de Auckland⁠

Portland Water Bureau — Estados Unidos
Water supply switched to groundwater due to rain-driven turbidity
19 de dezembro de 2025
Consultar o caso de Portland⁠

World Meteorological Organization — WMO
El Niño/La Niña Update — August 2026
3 de setembro de 2026
Consultar a atualização da OMM sobre o El Niño⁠