Gestão por bacias redefine o saneamento da Sanepar

A Sanepar está ampliando uma estratégia que pode influenciar a forma como companhias brasileiras planejam água e esgoto nas próximas décadas: substituir, nas decisões técnicas, a fronteira municipal pela lógica física das bacias hidrográficas. No Norte do Paraná, essa gestão por bacias aparece simultaneamente em duas escalas. De um lado, uma ETE com capacidade prevista para passar de 7,5 para 22 litros por segundo permitirá integrar o esgotamento de Tamarana e Lerroville. De outro, um sistema regional de abastecimento poderá alcançar capacidade futura de 5,5 m³/s e conectar diferentes cidades e mananciais. (Folha de Londrina)

O movimento interessa muito além do Paraná. Ele toca diretamente em segurança hídrica, dimensionamento de ETAs e ETEs, consumo de energia, gestão de ativos, regulação, contratos, outorgas, licenciamento ambiental, planejamento comercial e metas de universalização.

Mas existe uma questão ainda mais importante: quando integrar sistemas gera eficiência — e quando apenas transfere custos e riscos de um ponto para outro?

É justamente essa pergunta que transforma o caso da Sanepar em aprendizado para outras empresas.

O que está acontecendo no Norte do Paraná

A estratégia apresentada pela Sanepar parte de um princípio tecnicamente simples: rios, aquíferos e bacias hidrográficas não terminam nos limites administrativos dos municípios.

Na região de Londrina, essa realidade já aparece na operação. Segundo informações divulgadas pela companhia à Folha de Londrina, aproximadamente 45% do esgoto coletado em Londrina é tratado em Cambé, enquanto cerca de 95% da água distribuída em Cambé tem origem no sistema de Londrina. Na visão operacional, portanto, a infraestrutura já funciona como um sistema único, ainda que os usuários estejam situados em municípios diferentes. (Folha de Londrina)

A gestão por bacias pretende levar esse conceito mais longe.

No esgotamento sanitário, a ETE de Tamarana deverá receber também efluentes provenientes de Lerroville, distrito pertencente a Londrina. Estudos hidrológicos realizados entre 2023 e 2024 indicaram que as duas localidades integram a mesma microbacia e possuem um ponto tecnicamente adequado em comum para o lançamento do efluente tratado. (Folha de Londrina)

A estação, inaugurada em 2016, possui capacidade aproximada de 7,5 litros por segundo. O projeto prevê elevar a capacidade para cerca de 22 litros por segundo, praticamente triplicando o porte da instalação.

Além dos reatores anaeróbios existentes, está prevista a utilização de filtros percoladores aeróbios como pós-tratamento, aumentando a remoção de matéria orgânica antes do lançamento no Rio Apucaraninha. Não se trata apenas de transportar mais esgoto para uma estação maior. Trata-se de concentrar tratamento em uma estrutura capaz de operar com maior escala e incorporar etapas adicionais de processo. (Folha de Londrina)

A Prefeitura de Tamarana informou que a proposta de ampliação e integração foi aprovada em audiência pública realizada em 30 de julho de 2026. (Prefeitura de Tamarana)

O maior movimento está no abastecimento

A dimensão estratégica da gestão por bacias fica ainda mais clara no Sistema de Abastecimento Integrado do Norte do Paraná, o SAINP.

O projeto completo considera Apucarana, Arapongas, Rolândia, Londrina e Cambé e foi concebido para alcançar futuramente capacidade de produção de aproximadamente 5,5 m³/s, com potencial informado pela Sanepar para atender até cerca de 1,54 milhão de consumidores. (Sanepar)

A primeira etapa será menor, mas ainda assim expressiva.

Estão previstas duas frentes de captação: aproximadamente 400 litros por segundo no Ribeirão Apertados e 800 litros por segundo no Rio Taquaras. Juntas, resultarão em capacidade de 1.200 litros por segundo.

Também fazem parte do empreendimento uma nova ETA, uma unidade para tratamento dos resíduos gerados no processo, ampliação da reservação e aproximadamente 89 quilômetros de tubulações, inicialmente integrando Apucarana, Arapongas e Rolândia. (Sanepar)

O projeto deverá ser conectado posteriormente ao sistema que utiliza água do Rio Tibagi, ampliando a possibilidade de transferência de água entre diferentes áreas.

Essa interconexão representa algo valioso em períodos de estiagem: redundância hídrica.

Uma cidade deixa de depender exclusivamente de um pequeno manancial local e passa a fazer parte de uma rede com diferentes fontes e possibilidades operacionais.

Os R$ 2 bilhões precisam ser entendidos corretamente

Esse é um ponto importante para profissionais que analisam projetos de infraestrutura.

O SAINP costuma ser apresentado como um empreendimento de aproximadamente R$ 2 bilhões. Entretanto, os documentos da Sanepar esclarecem que o valor de referência de cerca de R$ 1,924 bilhão corresponde à soma estimada das parcelas de locação ao longo de 20 anos.

Portanto, não deve ser interpretado simplesmente como R$ 1,924 bilhão de CAPEX.

O modelo escolhido é o de locação de ativos precedida da execução das obras. A futura contratada deverá desenvolver o projeto executivo, implantar a infraestrutura e disponibilizar os ativos. A Sanepar permanecerá responsável pela operação, remunerando a contratada por meio do Valor Mensal de Locação durante o período contratual. (Sanepar)

O processo licitatório está em andamento. O sistema oficial de licitações da companhia indicava, em 5 de setembro de 2026, recebimento das propostas em 18 de setembro e abertura prevista para 24 de setembro de 2026. (Sanepar Licitações)

Para gestores, essa distinção é fundamental.

Comparar esse valor diretamente com o investimento inicial de uma obra tradicional poderia gerar uma conclusão financeira equivocada. A análise adequada precisa considerar construção, financiamento, custo do capital, remuneração do privado, prazo contratual, riscos transferidos e valor presente dos pagamentos.

Por que a gestão por bacias faz sentido tecnicamente

A própria legislação brasileira reconhece a lógica hidrográfica.

A Lei Federal nº 9.433/1997, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, determina que a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da política de recursos hídricos e atuação do sistema de gerenciamento. (Planalto)

Isso ocorre porque disponibilidade de água, vazões mínimas, cargas poluidoras, capacidade de diluição, reservatórios e conflitos entre usuários são fenômenos relacionados ao sistema hídrico — e não ao mapa político.

A gestão por bacias permite, portanto, analisar conjuntamente onde existe água disponível, onde existe demanda, quais corpos receptores suportam determinado lançamento, quais instalações podem ser compartilhadas e onde a redundância aumenta a resiliência.

É uma visão diferente daquela em que cada município procura necessariamente possuir sua própria captação, ETA, ETE e infraestrutura completa.

Em determinados casos, compartilhar ativos pode produzir importantes economias de escala.

Uma ETE regional, por exemplo, pode tornar economicamente viáveis sistemas de automação, laboratórios, tratamento de lodo, aproveitamento energético, desidratação e etapas de tratamento que seriam difíceis de justificar em dezenas de pequenas unidades isoladas.

Mas essa vantagem não é automática.

Centralizar também cria novos riscos

Uma das principais lições para gestores está justamente aqui.

Maior escala não significa necessariamente menor custo total.

Sistemas integrados podem eliminar pequenas unidades de produção e tratamento, reduzir duplicidade de equipes, simplificar estoques de equipamentos, concentrar manutenção e facilitar a automação.

Por outro lado, passam a exigir grandes adutoras, estações elevatórias, sistemas elétricos robustos, telecomando, reservação estratégica e planos sofisticados de contingência.

O sistema Tibagi mostra bem esse equilíbrio.

A Sanepar informou em agosto de 2026 que a água captada no Rio Tibagi percorre aproximadamente 45 quilômetros de adutoras até Rolândia e precisa vencer um desnível de 374 metros. Atualmente, cerca de 20% da água consumida no município já chega por esse sistema integrado. (sanepar.com.br)

Somente para superar uma carga estática de 374 metros, a energia hidráulica teórica necessária é da ordem de 1,02 kWh por metro cúbico, considerando eficiência ideal de 100% e desconsiderando perdas de carga. Na operação real, o consumo energético associado ao bombeamento necessariamente é maior.

É um exemplo didático: reduzir três pequenas ETAs pode gerar economia operacional, mas bombear grandes vazões por dezenas de quilômetros também custa dinheiro.

Por isso, a decisão correta depende do custo do ciclo de vida, e não apenas do investimento inicial.

A regionalização física não elimina a obrigação municipal

Aqui aparece uma particularidade regulatória que merece atenção de profissionais do setor.

O Paraná instituiu pela Lei Complementar nº 237/2021 três microrregiões para os serviços de água e esgoto: Oeste, Centro-Leste e Centro-Litoral. Essas estruturas permitem planejamento e prestação regionalizada. (Legislação Paraná)

Entretanto, a lógica regulatória não permite simplesmente atingir uma média regional elevada e deixar determinados municípios para trás.

A Resolução nº 30/2025 da Agepar estabelece que as metas progressivas devem ser avaliadas tanto no âmbito da prestação regionalizada quanto individualmente para cada município. (Legislação Paraná)

A Norma de Referência nº 8/2024 da ANA segue a mesma direção ao estabelecer indicadores para acompanhamento das metas de universalização e determinar, como referência, cobertura e atendimento de 99% dos domicílios com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgotos até 31 de dezembro de 2033. (Serviços e Informações do Brasil)

Esse é talvez o ponto mais interessante do modelo.

A engenharia pode ser regional. A meta regulatória continua precisando aparecer no território de cada município.

Consequentemente, uma grande ETE regional não resolve sozinha a universalização.

Ainda são necessários coletores, redes, ligações prediais, elevatórias quando necessárias, adesão dos imóveis à rede, cadastro comercial atualizado e capacidade de medir individualmente o avanço do atendimento.

O comercial também entra na gestão por bacias

À primeira vista, gestão por bacias parece assunto exclusivo de engenharia e operação.

Não é.

Quanto mais regionalizado o sistema, maior a necessidade de integração entre planejamento de investimentos e dados comerciais.

Uma companhia precisa conhecer não apenas a população projetada, mas também número de economias, ligações factíveis, imóveis não conectados, expansão urbana, grandes consumidores, demandas sazonais, inadimplência, capacidade de faturamento dos novos serviços e velocidade de adesão à rede de esgoto.

A própria Agepar exige informações sobre ligações ativas, inativas, factíveis e situações em que imóveis não estão conectados à infraestrutura disponível. (Legislação Paraná)

Isso altera a forma de enxergar universalização.

Construir rede é infraestrutura.

Transformar a rede disponível em cliente efetivamente conectado e atendido exige atuação comercial, comunicação, fiscalização, cadastro e relacionamento com o usuário.

O benchmarking brasileiro: o Cantareira mostra a outra face da integração

São Paulo oferece um dos exemplos mais conhecidos do Brasil sobre operação hídrica acima das fronteiras administrativas.

O Sistema Cantareira utiliza reservatórios conectados e promove transferência de água entre bacias para atender aproximadamente metade da Região Metropolitana de São Paulo, além de precisar compatibilizar seus usos com as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. (Serviços e Informações do Brasil)

O caso demonstra a força e também a complexidade dos sistemas integrados.

Em agosto de 2026, o Cantareira operava na faixa de alerta. Nessa condição, a retirada máxima permitida para a Sabesp era de 27 m³/s, contra até 33 m³/s na faixa considerada normal. A operação é acompanhada conjuntamente pela ANA e pela SP Águas. (Serviços e Informações do Brasil)

A lição para a gestão por bacias é relevante.

Integração física amplia as opções operacionais, mas também exige regras de alocação da água, dados hidrológicos, governança compartilhada, planejamento de estiagem e capacidade de administrar conflitos entre diferentes usuários.

Quanto maior o sistema, maior também pode ser o impacto de uma decisão errada.

O benchmarking internacional: a Alemanha administra água pela bacia

Na Alemanha, o Ruhrverband oferece um exemplo ainda mais próximo da lógica discutida no Paraná.

A organização administra recursos hídricos no território natural da bacia do Ruhr e declara que sua estrutura de gestão atende ao abastecimento de aproximadamente 4,6 milhões de pessoas e ao tratamento de águas residuais de 60 cidades e municípios. (Ruhrverband)

O sistema reúne oito grandes barragens, com aproximadamente 463 milhões de metros cúbicos de capacidade total de armazenamento, além de uma rede de estações de tratamento de esgoto distribuída ao longo da bacia. (Ruhrverband)

A característica mais interessante não é o número de estruturas.

É a possibilidade de analisar reservação, disponibilidade hídrica, qualidade dos rios, tratamento de esgoto e operação regional como partes de um mesmo sistema.

Essa é exatamente a lógica que a gestão por bacias procura fortalecer: otimizar o conjunto, em vez de otimizar cada município isoladamente.

Os Países Baixos levam a lógica territorial ainda mais longe

Os Países Baixos possuem outro modelo relevante, embora institucionalmente diferente do brasileiro.

Atualmente existem 21 autoridades regionais de água, responsáveis por funções como proteção contra inundações, gestão dos níveis de água, qualidade hídrica e tratamento de águas residuais. (Dutch Water Authorities)

O interessante é que essas estruturas não seguem simplesmente a divisão municipal.

A governança foi construída historicamente ao redor das necessidades do território hídrico.

Entretanto, o modelo não pode ser transplantado diretamente para o Brasil. Nos Países Baixos, municípios, autoridades de água e empresas de abastecimento possuem responsabilidades distintas.

A lição aplicável é outra: quando o problema é essencialmente hídrico, a governança precisa enxergar o território da água, mesmo que contratos, municípios e empresas continuem existindo.

O que gestores devem observar

A experiência da Sanepar permite construir um roteiro prático para avaliar futuros sistemas regionais:

  • Custo do ciclo de vida: comparar CAPEX, energia, produtos químicos, pessoal, manutenção, reposição e custo financeiro durante toda a vida útil.
  • Redundância real: verificar se a integração cria fontes alternativas ou apenas concentra a dependência em uma instalação maior.
  • Energia: modelar cenários tarifários e eficiência de bombeamento, principalmente em grandes desníveis.
  • Risco de ativo crítico: grandes adutoras, ETAs e elevatórias exigem redundância elétrica, hidráulica e operacional.
  • Disponibilidade hídrica: utilizar cenários de estiagem e mudanças climáticas, não apenas séries históricas médias.
  • Metas municipais: garantir que ganhos regionais não escondam municípios abaixo das metas regulatórias.
  • Integração comercial: acompanhar economias, ligações factíveis, adesão ao esgoto e crescimento urbano.
  • Outorgas e licenciamento: analisar disponibilidade e capacidade assimilativa da bacia como parte do projeto.
  • Automação e dados: sistemas extensos exigem telemetria, supervisão e capacidade de detectar rapidamente falhas.
  • Plano de contingência: definir como o sistema reage à indisponibilidade de captação, ETA, adutora, energia ou qualidade do manancial.

O que pode dar errado

A regionalização pode falhar quando é tratada apenas como uma estratégia para construir instalações maiores.

Uma concentração excessiva de produção aumenta as consequências de falhas em ativos críticos.

Uma grande ETA fora de operação pode afetar simultaneamente várias cidades.

Uma adutora regional rompida pode deixar centenas de milhares de clientes dependentes de reservação e manobras emergenciais.

No esgoto, longos sistemas de transporte podem exigir cuidados adicionais com sulfeto de hidrogênio, odores, corrosão, estações elevatórias, infiltração e operação hidráulica, conforme a configuração adotada.

Além disso, ganhos esperados com economia de escala podem desaparecer se a distância de transporte, a topografia ou o consumo energético forem desfavoráveis.

A gestão por bacias precisa ser, portanto, acompanhada por modelagem hidráulica, avaliação econômico-financeira, análise de risco e planejamento operacional.

Uma oportunidade para digitalização do saneamento

Sistemas regionais também abrem espaço para ferramentas que passam a produzir mais valor quando a infraestrutura cresce.

Centros de controle operacional podem integrar pressão, vazão, níveis de reservatórios, qualidade da água, consumo energético, disponibilidade de bombas e previsões meteorológicas.

Modelos hidráulicos podem antecipar consequências de uma parada.

Algoritmos podem decidir qual manancial utilizar em determinado período considerando custo energético, disponibilidade hídrica e níveis dos reservatórios.

Gêmeos digitais podem simular cenários de ruptura, crescimento populacional e redução de vazão.

Nesse ambiente, tecnologia deixa de ser apenas automação local de uma ETA e passa a ser uma ferramenta de otimização regional do sistema.

Lições para quem trabalha no saneamento

O movimento da Sanepar mostra que profissionais de saneamento precisarão enxergar cada vez menos apenas o equipamento sob sua responsabilidade e cada vez mais o sistema em que esse equipamento está inserido.

O operador de uma ETA passa a influenciar abastecimento de diversas cidades.

O engenheiro precisa considerar energia, disponibilidade hídrica, redundância e crescimento populacional simultaneamente.

O profissional ambiental precisa compreender a capacidade do corpo receptor em escala de bacia.

A equipe comercial precisa transformar infraestrutura construída em clientes efetivamente atendidos.

O regulador precisa acompanhar indicadores municipais dentro de sistemas regionalizados.

E o gestor precisa equilibrar eficiência econômica com resiliência.

Essa integração valoriza justamente competências que não podem ser substituídas por uma visão fragmentada: conhecimento de campo, experiência operacional, capacidade de interpretar dados, planejamento e decisão diante de situações críticas.

Conclusão: a fronteira do saneamento está mudando

A gestão por bacias adotada pela Sanepar não representa o fim dos municípios como unidades administrativas, contratuais ou regulatórias.

Representa algo diferente.

A infraestrutura começa a ser planejada cada vez mais pela lógica física da água, enquanto governança e metas continuam precisando responder à lógica institucional.

Conciliar essas duas geografias será uma das grandes competências das companhias de saneamento nas próximas décadas.

O SAINP, a integração de Tamarana com Lerroville e a conexão do sistema Tibagi mostram que sistemas regionais podem ampliar segurança hídrica, permitir maior escala de tratamento e criar novas alternativas operacionais.

Entretanto, regionalizar também pode aumentar consumo energético, concentração de riscos, complexidade regulatória e necessidade de automação.

Por isso, o avanço da gestão por bacias não deveria ser interpretado simplesmente como uma tendência de construir ETAs ou ETEs maiores.

A mudança mais profunda está em planejar água, esgoto, energia, ativos, meio ambiente, clientes e investimentos como partes de um único sistema territorial.

Para profissionais e gestores, essa talvez seja a principal lição do caso paranaense.

A companhia que conseguir enxergar a bacia inteira — sem perder de vista cada município, cada cliente e cada ativo crítico — terá melhores condições de enfrentar escassez hídrica, universalização e mudanças climáticas com eficiência e resiliência.

Fontes e referências

Folha de Londrina
Sanepar aposta em gestão por bacias para ampliar saneamento
5 de setembro de 2026
Acessar a reportagem

Sanepar — Companhia de Saneamento do Paraná
Sanepar publica edital internacional para implantação de sistema de abastecimento integrado no Norte do Paraná
29 de junho de 2026
Acessar a fonte

Sanepar — Companhia de Saneamento do Paraná
Em audiência na B3, Sanepar recebe sugestões para projeto de R$ 1,9 bilhão para o Norte do Paraná
22 de janeiro de 2026
Acessar a fonte

Sanepar — Companhia de Saneamento do Paraná
Consulta pública do Sistema de Abastecimento Integrado do Norte do Paraná — SAINP
2025
Acessar a fonte

Sanepar — Companhia de Saneamento do Paraná
Sanepar faz água captada no Rio Tibagi subir 374 metros até Rolândia
20 de agosto de 2026
Acessar a fonte

Prefeitura Municipal de Tamarana
Ampliação do sistema de esgotamento sanitário entre Tamarana e Lerroville é aprovada em audiência pública
31 de julho de 2026
Acessar a fonte

Governo do Estado do Paraná
Lei Complementar Estadual nº 237/2021 — Institui as Microrregiões de serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário
9 de julho de 2021
Acessar a legislação

Agepar — Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná
Resolução nº 30/2025 — Metas progressivas de universalização, indicadores e sistema de avaliação
5 de agosto de 2025
Acessar a resolução

Presidência da República
Lei Federal nº 9.433/1997 — Política Nacional de Recursos Hídricos
8 de janeiro de 1997
Acessar a legislação

Presidência da República
Lei Federal nº 11.445/2007 — Diretrizes nacionais para o saneamento básico, com alterações da Lei nº 14.026/2020
Acessar a legislação

ANA — Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
Resolução ANA nº 192/2024 — Norma de Referência nº 8/2024 sobre metas progressivas de universalização
8 de maio de 2024
Acessar a norma

ANA — Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
Sistema Cantareira continuará a operar na Faixa de Alerta em agosto
31 de julho de 2026
Acessar a fonte

Ruhrverband — Alemanha
River basin management, reservoirs and wastewater treatment in the Ruhr catchment
Consulta em setembro de 2026
Acessar a fonte

Dutch Water Authorities — Países Baixos
About Dutch Regional Water Authorities
Consulta em setembro de 2026
Acessar a fonte