Trator e distribuidor agrícola com biossólido proveniente de lodo de esgoto tratado da Sanepar

Biossólido da Sanepar transforma lodo em valor

A Sanepar colocou 5,5 mil toneladas de biossólido à disposição do setor agrícola em seu terceiro edital de 2026, consolidando uma iniciativa que pode modificar a maneira como empresas brasileiras administram os resíduos gerados nas estações de tratamento de esgoto. O biossólido da Sanepar, comercializado com a marca SaneBio, representa uma tentativa de transformar um material tradicionalmente associado a custos de destinação em um insumo com valor econômico.

O movimento ganha relevância quando confrontado com outro número: somente em 2025, o gerenciamento de quase 300 mil toneladas de lodo úmido, provenientes de 269 estações de tratamento de esgoto da companhia, exigiu despesas superiores a R$ 60 milhões, segundo a própria empresa.

A questão estratégica é evidente: quanto uma empresa de saneamento pode economizar — ou recuperar financeiramente — quando deixa de tratar o lodo exclusivamente como resíduo e começa a administrá-lo como recurso?

A resposta envolve mais do que produzir fertilizante. Exige controle de qualidade, tecnologias de higienização, planejamento logístico, responsabilidade ambiental, conhecimento agronômico, estrutura comercial e um modelo econômico capaz de justificar a operação. A experiência paranaense traz aprendizados para concessionárias públicas e privadas, serviços municipais, engenheiros, gestores e equipes ambientais.

O que aconteceu: Sanepar amplia a comercialização do SaneBio

Em 5 de outubro de 2026, a Sanepar informou que ainda estavam disponíveis aproximadamente 2,7 mil toneladas do SaneBio, de um total de 5,5 mil toneladas oferecidas no terceiro edital do programa de Valoração do Lodo Agrícola.

O prazo para solicitação terminou em 11 de outubro de 2026. Portanto, já estava encerrado na data desta reportagem, 13 de outubro. A companhia informou a previsão de um quarto edital até o fim do ano; essa expectativa, porém, não deve ser confundida com confirmação de novo período de inscrições.

Segundo a companhia, os dois primeiros editais tiveram todo o volume disponibilizado reservado, com agricultores em lista de espera. Em março, a primeira chamada ofereceu aproximadamente 1,2 mil toneladas; em junho, a segunda ampliou a oferta para 1,5 mil toneladas. A terceira chegou a 5,5 mil toneladas, com maior concentração nas regiões de Curitiba e Ponta Grossa.

Somadas, as três chamadas anunciaram aproximadamente 8,2 mil toneladas. Esse total representa oferta, não necessariamente volume pago, retirado ou aplicado. O preço informado varia de R$ 20 a R$ 100 por tonelada, conforme a classificação do produto, podendo haver cobrança adicional de transporte.

O credenciamento requer dados da propriedade, identificação da cultura, área de aplicação e análise de fertilidade do solo. O volume mínimo por solicitação é de 50 toneladas. A Sanepar analisa a documentação, fornece laudo do lote e elabora o projeto agronômico. Não se trata, portanto, de simplesmente retirar um resíduo da estação e entregá-lo ao agricultor: a operação conecta tratamento de esgoto, controle sanitário, agronomia, logística e relacionamento comercial.

Biossólido da Sanepar: como o esgoto se transforma em fertilizante agrícola

As estações de tratamento removem sólidos e matéria orgânica do esgoto. Parte desse material fica concentrada no lodo, que precisa receber tratamento e destinação adequados. O lodo pode conter matéria orgânica, nitrogênio, fósforo e outros nutrientes, mas também microrganismos patogênicos e substâncias químicas que exigem controle.

Por isso, lodo de esgoto e biossólido não são automaticamente a mesma coisa. A Resolução Conama nº 498/2020 estabelece critérios para produção e uso de biossólidos em solos, incluindo condições microbiológicas, químicas e operacionais.

As cinco etapas fundamentais

1. Adensamento e desaguamento. A etapa reduz a quantidade de água presente no lodo, por meio de sistemas como centrífugas e filtros-prensa. Quanto maior o teor de água, maior tende a ser a massa transportada para uma mesma quantidade de sólidos.

2. Estabilização e higienização. O tratamento busca reduzir agentes patogênicos, odores e atração de vetores. As rotas podem incluir estabilização alcalina, compostagem termofílica e processos térmicos. Na estabilização com cal, o aumento do pH contribui para a higienização e pode conferir capacidade de correção da acidez do solo, conforme o produto.

3. Controle laboratorial. É necessário verificar composição, indicadores microbiológicos, substâncias químicas, teor de sólidos e parâmetros agronômicos relevantes. A presença de nutrientes, isoladamente, não comprova segurança.

4. Recomendação agronômica. A dose deve respeitar necessidades da cultura, características do solo e limites ambientais. Aplicações inadequadas podem causar desequilíbrios nutricionais e acúmulo de determinadas substâncias.

5. Transporte e aplicação. A distribuição exige controle de lotes, armazenamento, prazos, rotas de transporte e cumprimento do projeto técnico.

O valor econômico do biossólido da Sanepar depende, portanto, não apenas de sua composição, mas da capacidade de entregar um material caracterizado, rastreável e adequado à necessidade do produtor.

De distribuição gratuita a receitas acessórias: o que mudou?

A destinação agrícola do lodo não começou em 2026. A Sanepar mantém uma experiência histórica nessa área e também uma modalidade de fornecimento gratuito a produtores, dentro de regras próprias. Em 2024, destinou mais de 32 mil toneladas à agricultura, beneficiando 132 produtores. Em 2025, a reciclagem agrícola alcançou 27,2 mil toneladas de lodo higienizado, provenientes de cerca de 40 Unidades de Gerenciamento de Lodo, com 183 agricultores beneficiados.

A nova modalidade de 2026 acrescentou a reserva remunerada do SaneBio pelo chamado Valor Básico de Disponibilidade. O mecanismo busca ampliar previsibilidade de oferta e planejamento agrícola. A empresa mantém também a modalidade gratuita nos termos do programa correspondente.

A principal inovação gerencial está no desenvolvimento de uma cadeia de fornecimento mais estruturada. Em vez de tratar a saída do lodo como uma operação isolada de destinação, a empresa busca estabelecer um produto caracterizado, procedimento de credenciamento e critérios comerciais.

O verdadeiro impacto financeiro vai além do preço por tonelada

O preço entre R$ 20 e R$ 100 por tonelada pode parecer modesto diante dos custos de uma companhia de saneamento. Mas a venda é apenas um componente da equação econômica.

Como simulação ilustrativa, a comercialização integral das 5,5 mil toneladas do terceiro edital produziria uma receita bruta de R$ 110 mil, ao preço mínimo, ou de R$ 550 mil, ao preço máximo. Não se trata de faturamento realizado, projeção oficial ou lucro estimado.

O benefício potencial mais relevante está na redução do custo líquido de gerenciamento do lodo. Uma rota agrícola pode evitar determinadas despesas de transporte e disposição em aterro, mas introduz outras, como higienização, análises, licenciamento, armazenamento, assistência agronômica e gestão documental.

Não é correto equiparar automaticamente cada tonelada comercializada a uma tonelada de custo integralmente evitado. Tampouco seria adequado dividir os R$ 60 milhões despendidos em 2025 pelo total de lodo úmido e tratar o resultado como um custo universal: as rotas, os teores de umidade e as operações variam.

Uma análise de viabilidade deve comparar o custo total da destinação convencional com o da valorização agrícola, considerar a receita efetivamente obtida e mensurar riscos e responsabilidades. A distância entre a unidade de tratamento e as propriedades agrícolas pode determinar a competitividade do projeto.

Como companhias brasileiras aproveitam o lodo de esgoto

Sabesp: o Sabesfértil mostra o valor da padronização

A Sabesp desenvolveu o Sabesfértil, fertilizante orgânico produzido a partir de lodo tratado de estações de tratamento de esgoto, com experiência associada à unidade de Botucatu. Material técnico da empresa informa registro do produto no Ministério da Agricultura e Pecuária.

A experiência demonstra como controle de qualidade, caracterização e enquadramento regulatório podem ajudar a transformar um resíduo em produto agrícola. É importante, porém, não confundir automaticamente o regime aplicável a produtos registrados no Mapa com o regime de uso de biossólidos previsto na Resolução Conama 498/2020: os enquadramentos e exigências precisam ser verificados caso a caso.

Copasa: compostagem e parcerias institucionais

Em Minas Gerais, a Copasa apresentou o projeto Compost Tree, voltado ao aproveitamento de biossólido e resíduos orgânicos, inclusive materiais provenientes de podas urbanas. A proposta associa tratamento, compostagem, avaliações laboratoriais e possibilidades de utilização do produto em atividades ambientais e agrícolas.

A lição é que projetos de valorização podem se desenvolver em parceria com empresas especializadas, universidades e poder público. A comercialização não precisa ser a única rota: viveiros, projetos de restauração e recuperação de áreas também podem representar destinos, sempre conforme a regulamentação e a adequação do produto.

Caesb e Embrapa: o que mostrou a pesquisa com milho

Um trabalho de Lemainski e Silva, publicado em 2006 na Revista Brasileira de Ciência do Solo, avaliou a utilização de biossólido da Caesb em milho, na Embrapa Cerrados. Nas condições específicas do experimento, os pesquisadores encontraram eficiência agronômica média 21% superior à de fertilizante mineral usado na comparação.

O resultado não significa que qualquer biossólido elevará produtividade em 21%, nem que pode ser transferido diretamente ao SaneBio. O desempenho depende de composição, dose, cultura, solo e clima. O aprendizado é a importância de ensaios agronômicos locais antes de transformar vantagens potenciais em promessas comerciais.

Benchmarking internacional: do resíduo a uma cadeia especializada

Severn Trent e a escala britânica

No Reino Unido, a Severn Trent informa reciclar anualmente pouco menos de 600 mil toneladas de biossólidos na agricultura. Segundo a empresa, o fertilizante é utilizado em aproximadamente 30 mil hectares, com cerca de 7 mil amostragens de solo por ano.

A dimensão da operação demonstra a necessidade de logística coordenada, equipe agronômica, monitoramento, relacionamento contínuo com agricultores e critérios de qualidade. Comparações diretas de tonelagem com a Sanepar exigem cautela devido a possíveis diferenças entre bases de medição e teores de umidade.

Thames Water: fertilizante, energia e inovação

A Thames Water comercializa produtos agrícolas da linha ThamesGrow, gerados a partir dos resíduos do tratamento de esgoto. A companhia combina destinação segura, processamento e gestão de recursos, considerando fatores como transporte, odor, energia e composição dos materiais.

A operadora também desenvolve uma demonstração tecnológica de pirólise de lodo, com financiamento anunciado de aproximadamente £ 6,2 milhões pela reguladora Ofwat. A pirólise usa altas temperaturas em ambiente sem oxigênio para converter matéria orgânica em produtos como biochar e gás de síntese. O projeto ainda é demonstrativo, não comprovação de viabilidade universal.

O caso internacional reforça que a valorização pode envolver rotas distintas — aproveitamento agrícola, biogás e processos térmicos — cuja escolha depende de condições locais, custos, riscos e exigências regulatórias.

O risco que exige atenção: contaminantes emergentes

A reciclagem agrícola de biossólidos não está isenta de riscos. Em janeiro de 2025, a agência ambiental dos Estados Unidos, EPA, apresentou avaliação preliminar relativa à presença de PFOA e PFOS, substâncias do grupo dos PFAS, em lodos de esgoto.

Os compostos podem chegar às estações por lançamentos industriais e outras fontes. A avaliação examinou cenários modelados específicos e indicou potenciais riscos de exposição em determinadas condições. Isso não comprova contaminação do SaneBio, não significa que todos os biossólidos ofereçam o mesmo risco e não representa proibição universal do uso agrícola.

O alerta estratégico é outro: a qualidade dos biossólidos depende cada vez mais do conhecimento sobre o que ingressa nas redes coletoras. Monitoramento de efluentes não domésticos, fiscalização de descargas industriais e atualização dos programas analíticos podem se tornar decisivos.

Uma companhia interessada em recuperar nutrientes precisa simultaneamente impedir que contaminantes comprometam essa recuperação. O benefício ambiental exige demonstração, não presunção.

O que a legislação brasileira exige?

A Resolução Conama nº 498/2020 define critérios e procedimentos de produção e aplicação de biossólidos em solos no Brasil. Ela trata de qualidade química, parâmetros microbiológicos, tratamento, rastreabilidade, restrições de uso e responsabilidade técnica, e revogou o regime anterior da Resolução nº 375/2006.

A norma prevê classes e condições distintas de biossólidos. Restrições relativas a culturas, períodos de aplicação, colheita e pastejo precisam ser observadas, incluindo limitações de uso de materiais Classe B. A destinação também exige projeto técnico para a área de aplicação e atuação de profissional habilitado nos termos exigidos.

Produtos derivados de lodo registrados no Ministério da Agricultura possuem requisitos específicos e não devem ser tratados indistintamente como biossólidos abrangidos pela mesma resolução. Também devem ser observadas as normas estaduais e as autorizações ambientais aplicáveis, como as expedidas pelo Instituto Água e Terra no Paraná.

O enquadramento correto não é detalhe burocrático: influencia tecnologia, documentação, usos permitidos, custo e responsabilidade ambiental.

Impactos para empresas de saneamento: cinco áreas envolvidas

Operação e engenharia. Cabe garantir regularidade do tratamento, estabilidade da qualidade, condições adequadas de desaguamento, higienização e armazenamento. A redução do transporte de água incorporada ao lodo pode produzir ganhos, mas deve ser comparada ao custo energético e operacional de desaguamento.

Gestão ambiental e laboratório. As equipes devem assegurar amostragem representativa, análises confiáveis, rastreabilidade e atendimento às licenças e condicionantes. Falhas de caracterização podem comprometer toda a cadeia.

Gestão comercial. O novo modelo exige identificar demanda, administrar reservas e pedidos, acompanhar pagamentos, definir critérios de fornecimento e oferecer suporte técnico aos destinatários. Receitas acessórias precisam respeitar contratos, legislação e regulação dos serviços.

Planejamento e finanças. Os gestores devem avaliar custo líquido, investimentos, escala, sazonalidade da demanda e riscos associados aos diferentes destinos do lodo. O preço de venda, sozinho, não mede desempenho.

Relacionamento institucional. A confiança dos agricultores, órgãos ambientais, pesquisadores e comunidades depende de comunicação transparente sobre composição, benefícios, restrições e procedimentos de segurança.

Como aplicar o aprendizado da Sanepar em outras companhias

O primeiro passo consiste em mapear a geração de lodo por estação, identificando volumes, teor de sólidos, sazonalidade, características físico-químicas e custo atual de tratamento e disposição.

Depois, é preciso avaliar quais unidades possuem maior aptidão técnica e logística para a valorização. Proximidade de áreas agrícolas pode reduzir custos, mas não substitui licenciamento, caracterização e análise econômica.

Uma terceira etapa é investigar a demanda regional, incluindo agricultores, cooperativas, empresas de reflorestamento, viveiros e projetos de recuperação de áreas, conforme a compatibilidade de cada uso.

O caminho mais prudente é iniciar com projetos-piloto monitorados. O projeto deve medir toneladas destinadas, custo total, indicadores de qualidade, conformidade ambiental, resultados agronômicos e satisfação dos destinatários. Cada lote precisa ter origem, análises, massa, destinatário e local de aplicação documentados.

A expansão só deve ocorrer quando os resultados demonstrarem segurança, governança e vantagem efetiva, sem dependência excessiva de poucos produtores ou de um único tipo de destinação.

O que pode dar errado?

Um projeto inadequadamente planejado pode simplesmente transferir o problema da estação de tratamento para o solo agrícola. Entre os riscos estão variações na composição do lodo, doses inadequadas, presença de contaminantes, falhas microbiológicas, armazenamento deficiente e documentação insuficiente.

Existe ainda um desencontro potencial entre a produção contínua de lodo e a demanda agrícola sazonal. A estação produz mesmo quando a janela de aplicação no campo está fechada. Isso exige alternativas de armazenamento e destinação licenciadas, capacidade logística e planos de contingência.

As estimativas financeiras também merecem cautela. Receitas esperadas podem não se realizar, enquanto higienização, análise e transporte continuam gerando despesas. Uma economia só pode ser reconhecida quando os custos evitados forem efetivamente demonstrados.

Lições para profissionais de saneamento

1. O destino do lodo precisa entrar no planejamento da estação. A decisão influencia tecnologias, infraestrutura, contratos e despesas ao longo da vida útil do sistema.

2. Resíduo não vira produto apenas porque há demanda. Padronização, segurança, conformidade e rastreabilidade são condições de mercado, não tarefas secundárias.

3. O indicador estratégico é o custo líquido. Ganhos com disposição evitada, logística e qualidade precisam ser confrontados com todos os custos adicionais.

4. A cadeia depende de múltiplas especialidades. Engenheiros, técnicos, operadores, agrônomos, gestores comerciais, laboratório, jurídico e finanças precisam atuar de forma coordenada.

5. Dados permitem escolhas melhores. Volume, teor de sólidos, composição, distâncias, sazonalidade, custos e histórico de conformidade devem orientar cada decisão.

6. Inovação exige execução. O desempenho depende de rotinas, profissionais habilitados, indicadores e controles, além da escolha de tecnologia.

Oportunidades futuras: estações como unidades de recuperação de recursos

A valorização do lodo se insere em uma tendência mais ampla: estações que não apenas tratam esgoto, mas recuperam nutrientes, geram energia e destinam materiais com utilidade econômica. A aplicação agrícola pode ser apropriada em regiões com mercado próximo e condições agronômicas favoráveis; outras instalações podem demandar biogás, compostagem, secagem, recuperação de fósforo ou tratamento térmico.

Não existe rota universalmente superior. A escolha exige comparar desempenho ambiental, custo total, riscos, capacidade de mercado e exigências legais. No Reino Unido, a Environment Agency atualizou em janeiro de 2026 sua estratégia de regulação do uso de lodo em solos, reforçando a necessidade de regras claras e proteção ambiental.

Isso sinaliza que a recuperação de recursos pode avançar, mas com exigências crescentes de controle, transparência e monitoramento.

Conclusão: o futuro da gestão do lodo está no valor recuperado

O biossólido da Sanepar representa mais do que uma iniciativa de comercialização de fertilizante. O SaneBio demonstra como a gestão de um resíduo pode ser integrada a estratégias de sustentabilidade, eficiência operacional e novos negócios.

O caso da Sabesp reforça a importância de produto caracterizado e regularizado. A Copasa evidencia o potencial de parcerias e compostagem. A pesquisa da Caesb mostra por que os benefícios agronômicos precisam ser demonstrados em condições específicas. As experiências britânicas ilustram o salto de escala possível quando existe uma cadeia operacional especializada.

O tratamento de esgoto não termina quando o efluente atende ao padrão exigido: a destinação dos resíduos também faz parte do desempenho ambiental e econômico do serviço. Com a expansão do esgotamento sanitário, companhias que dominarem essa cadeia poderão reduzir custos e recuperar recursos, desde que o aproveitamento seja seguro, viável e responsável.

O diferencial não estará somente na tecnologia, mas na capacidade dos profissionais de transformar informações técnicas em decisões melhores. É esse o principal ensinamento do biossólido da Sanepar para o futuro da gestão de saneamento.

Fontes e referências

Sanepar. Produtores rurais têm até 11 de outubro para adquirir o fertilizante agrícola da Sanepar. 05/10/2026.
Consultar a notícia original.

Sanepar. Em novo edital, Sanepar amplia disponibilidade de biossólido para a agricultura. 16/06/2026.
Consultar publicação.

Sanepar. Lodo de Esgoto na Agricultura — Doação. Página institucional consultada em outubro de 2026.
Consultar programa.

Sanepar. Relatório de administração e demonstrações financeiras de 2025. Publicado em 2026.
Consultar relatório.

Conama — Ministério do Meio Ambiente. Resolução nº 498, de 19 de agosto de 2020.
Consultar norma.

Sabesp. Sabesfértil — material técnico sobre produto e registro.
Consultar material técnico.

Copasa. Copasa apresenta resultados de projeto que transforma lodo das ETEs em fertilizante orgânico. 26/10/2023.
Consultar publicação.

Revista Brasileira de Ciência do Solo. Lemainski, J.; Silva, J. E. Utilização do biossólido da CAESB na produção de milho no Distrito Federal. 2006.
Consultar artigo científico.

Severn Trent. Biosolids — Bioresources and Sustainability. Página institucional consultada em outubro de 2026.
Consultar dados.

Thames Water. Managing sewage sludge / ThamesGrow. Página institucional consultada em outubro de 2026.
Consultar programa.

Thames Water. Sewage sludge pyrolysis project. Página institucional consultada em outubro de 2026.
Consultar projeto.

EPA — Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Draft Sewage Sludge Risk Assessment for PFOA and PFOS. 14/01/2025.
Consultar avaliação.

Environment Agency — Reino Unido. Environment Agency strategy for safe and sustainable sludge use. Atualizada em 28/01/2026.
Consultar estratégia.

Foto de capa: Sanepar/Divulgação.

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